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      <pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:16:57 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Um problema sem solução]]></title>
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      <pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:16:57 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
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      <title><![CDATA[Terramoto]]></title>
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      <pubDate>Wed, 21 May 2025 16:18:32 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Passou alguns dias, após as eleições legislativas, a cabeça está mais fria, é um bom momento para um rescaldo e para um pouco de futurologia. Esta análise vai ser limitada apenas aos grandes partidos.</p>
<p>Podemos resumir esta eleição, numa única palavra: <strong>Terramoto</strong>.</p>
<p>A AD ganhou, mas o grande destaque foi a queda do PS e a subida do Chega. Se a governação do país estava difícil, agora com este novo desenho da assembleia, será quase impossível, piorou bastante. Neste momento, ainda falta contabilizar os votos da emigração, mas o mais provável é o Chega ultrapassar o PS.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/4a679373870c977d40bdbfc0067fac6b25bd32cbbf581a4b13cb215cbd6e36eb.jpg" alt=""></p>
<p>A queda do PS foi tremenda, ninguém esperava tal coisa, o partido está em estado de choque. O partido vai necessitar de tempo para estabilizar e para se reconstruir.</p>
<p>Devido a motivos constitucionais (6 meses antes e 6 meses depois da eleição do presidente da República) só poderá existir eleições no final do próximo ano, isso garante que o novo governo da AD vai estar no poder pelo menos um ano. Isso vai obrigar a aprovação do próximo orçamento de estado, como o PS necessita de tirar os holofotes sobre si, vai facilitar o governo. Provavelmente vai existir um acordo de cavalheiro, um pacto de não agressão entre o governo e o PS, o PS vai se abster na votação do orçamento de estado e a governo não fará revisão constituicional sem o consentimento do PS e também não fará reformas nas leis ou políticas que sejam contra os princípios básicos do partido socialista. Em suma, não haverá grandes reformas, será um governo de gestão com ligeiramente mais poderes.</p>
<p>Não será um governo de bloco central, nem um governo da AD com apoio PS, será apenas um governo da AD com uma falsa oposição do PS. Um governo de bloco central, é uma bomba nuclear, ainda seria demasiado cedo para utilizá-la.</p>
<p>O Partido Socialista sabe que, para ter algumas hipóteses de vencer a próxima eleição, necessita de estar bem e o governo da AD tem que demonstrar algum desgaste, uma queda na popularidade. Eu não acredito que um ano seja suficiente, talvez, seja necessário 2 anos. Isto significa que o país poderá ficar estagnado 1 ou 2 anos, se o governo não conseguir fazer grandes reformas, se os cidadãos não virem/sentirem sinais de mudança, vai dar ainda mais força ao Chega.</p>
<p>Eu acredito que o ponto chave, é a imigração, o governo terá que demonstrar muito trabalho e minimizar o problema, para “esvaziar” um pouco o Chega, caso não faça será um problema.</p>
<h2>XXVI Governo</h2>
<p>Assim, nessa próxima eleição, talvez em 2027, acredito que as percentagens ficarão mais ou menos como esta eleição, com um partido ligeiramente à frente e os outros dois mais equilibrados. Só que o vencedor seria o Chega, ficando a AD(provavelmente o PSD) e o PS a disputa pelo 2º lugar.</p>
<p>Seria um novo terramoto, mas aqui seria necessário utilizar a bomba nuclear, iria surgir uma nova geringonça. Apesar da vitória do Ventura, iria surgir o governo bloco central, com o PSD e PS, não haveria outra alternativa.</p>
<p>O governo de bloco central, teria que ser muito competente, porque se não o for, iria para novas eleições. Se o governo for um fiasco, PS corre o risco de ser esvaziado, cairá ainda mais, correrá um risco de existência, poderá tornar-se num partido insignificante na nossa política.</p>
<h2>XXVII Governo</h2>
<p>Agora o terramoto ainda maior, nessa futura eleição, o Chega venceria com maioria absoluta, aí sim, seria um verdadeiro terramoto, ao nível de 1755.</p>
<p>O Chega tem o tempo a seu fazer, tem uma forte penetração nos jovens. Cada jovem que faça 18 anos, existe uma forte possibilidade de ser eleitor do Chega, o seu oposto, acontece com o PCP e o PS, os mais velhos vão morrendo, não existe renovação geracional. Mas o ponto fulcral é a ausência de competência generalizada nos partidos e políticos que têm governado o nosso país nos últimos anos, o descontentamento da população é completo. Esses políticos vivem na sua bolha, não tem noção do mundo real, nem compreendem quais são os problemas das pessoas simples, do cidadão comum.</p>
<h2>Ventura</h2>
<p>Na minha opinião só existirá três situações, que poderão travar as ascensão do André Ventura a primeiro-ministro:</p>
<ul>
<li>Ou existe um óptimo governo, que crie um bom crescimento na qualidade de vida das pessoas e que resolva os 3 problemas que mais anseiam actualmente os portugueses: Habitação, Saúde e Imigração. A probabilidade de isso acontecer é quase nula.</li>
<li>Ou se o André Ventura desistir, a batalha será muito longa e ele poderá ficar cansado. Pouco provável.</li>
<li>Ou então, um <em>Argumentum ad hominem</em>, terá que surgir algo, factos concretos que manche a imagem do André Ventura, que destrua por completo a sua reputação.</li>
</ul>
<hr>
<p>É a minha a linha leitura da bola de cristal, poderão dizer é uma visão pessimista, eu acho que é realista e pragmática, não vejo qualquer competência na classe política para resolver os problemas do país. Esta é a opinião de um recorrente crítico do Chega.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Passou alguns dias, após as eleições legislativas, a cabeça está mais fria, é um bom momento para um rescaldo e para um pouco de futurologia. Esta análise vai ser limitada apenas aos grandes partidos.</p>
<p>Podemos resumir esta eleição, numa única palavra: <strong>Terramoto</strong>.</p>
<p>A AD ganhou, mas o grande destaque foi a queda do PS e a subida do Chega. Se a governação do país estava difícil, agora com este novo desenho da assembleia, será quase impossível, piorou bastante. Neste momento, ainda falta contabilizar os votos da emigração, mas o mais provável é o Chega ultrapassar o PS.</p>
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<p>A queda do PS foi tremenda, ninguém esperava tal coisa, o partido está em estado de choque. O partido vai necessitar de tempo para estabilizar e para se reconstruir.</p>
<p>Devido a motivos constitucionais (6 meses antes e 6 meses depois da eleição do presidente da República) só poderá existir eleições no final do próximo ano, isso garante que o novo governo da AD vai estar no poder pelo menos um ano. Isso vai obrigar a aprovação do próximo orçamento de estado, como o PS necessita de tirar os holofotes sobre si, vai facilitar o governo. Provavelmente vai existir um acordo de cavalheiro, um pacto de não agressão entre o governo e o PS, o PS vai se abster na votação do orçamento de estado e a governo não fará revisão constituicional sem o consentimento do PS e também não fará reformas nas leis ou políticas que sejam contra os princípios básicos do partido socialista. Em suma, não haverá grandes reformas, será um governo de gestão com ligeiramente mais poderes.</p>
<p>Não será um governo de bloco central, nem um governo da AD com apoio PS, será apenas um governo da AD com uma falsa oposição do PS. Um governo de bloco central, é uma bomba nuclear, ainda seria demasiado cedo para utilizá-la.</p>
<p>O Partido Socialista sabe que, para ter algumas hipóteses de vencer a próxima eleição, necessita de estar bem e o governo da AD tem que demonstrar algum desgaste, uma queda na popularidade. Eu não acredito que um ano seja suficiente, talvez, seja necessário 2 anos. Isto significa que o país poderá ficar estagnado 1 ou 2 anos, se o governo não conseguir fazer grandes reformas, se os cidadãos não virem/sentirem sinais de mudança, vai dar ainda mais força ao Chega.</p>
<p>Eu acredito que o ponto chave, é a imigração, o governo terá que demonstrar muito trabalho e minimizar o problema, para “esvaziar” um pouco o Chega, caso não faça será um problema.</p>
<h2>XXVI Governo</h2>
<p>Assim, nessa próxima eleição, talvez em 2027, acredito que as percentagens ficarão mais ou menos como esta eleição, com um partido ligeiramente à frente e os outros dois mais equilibrados. Só que o vencedor seria o Chega, ficando a AD(provavelmente o PSD) e o PS a disputa pelo 2º lugar.</p>
<p>Seria um novo terramoto, mas aqui seria necessário utilizar a bomba nuclear, iria surgir uma nova geringonça. Apesar da vitória do Ventura, iria surgir o governo bloco central, com o PSD e PS, não haveria outra alternativa.</p>
<p>O governo de bloco central, teria que ser muito competente, porque se não o for, iria para novas eleições. Se o governo for um fiasco, PS corre o risco de ser esvaziado, cairá ainda mais, correrá um risco de existência, poderá tornar-se num partido insignificante na nossa política.</p>
<h2>XXVII Governo</h2>
<p>Agora o terramoto ainda maior, nessa futura eleição, o Chega venceria com maioria absoluta, aí sim, seria um verdadeiro terramoto, ao nível de 1755.</p>
<p>O Chega tem o tempo a seu fazer, tem uma forte penetração nos jovens. Cada jovem que faça 18 anos, existe uma forte possibilidade de ser eleitor do Chega, o seu oposto, acontece com o PCP e o PS, os mais velhos vão morrendo, não existe renovação geracional. Mas o ponto fulcral é a ausência de competência generalizada nos partidos e políticos que têm governado o nosso país nos últimos anos, o descontentamento da população é completo. Esses políticos vivem na sua bolha, não tem noção do mundo real, nem compreendem quais são os problemas das pessoas simples, do cidadão comum.</p>
<h2>Ventura</h2>
<p>Na minha opinião só existirá três situações, que poderão travar as ascensão do André Ventura a primeiro-ministro:</p>
<ul>
<li>Ou existe um óptimo governo, que crie um bom crescimento na qualidade de vida das pessoas e que resolva os 3 problemas que mais anseiam actualmente os portugueses: Habitação, Saúde e Imigração. A probabilidade de isso acontecer é quase nula.</li>
<li>Ou se o André Ventura desistir, a batalha será muito longa e ele poderá ficar cansado. Pouco provável.</li>
<li>Ou então, um <em>Argumentum ad hominem</em>, terá que surgir algo, factos concretos que manche a imagem do André Ventura, que destrua por completo a sua reputação.</li>
</ul>
<hr>
<p>É a minha a linha leitura da bola de cristal, poderão dizer é uma visão pessimista, eu acho que é realista e pragmática, não vejo qualquer competência na classe política para resolver os problemas do país. Esta é a opinião de um recorrente crítico do Chega.</p>
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      <pubDate>Sun, 06 Apr 2025 14:15:31 GMT</pubDate>
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      <category>Económica</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A electricidade ou os computadores ou a Internet foram revoluções que mudaram o mundo, mas a adoção e a evolução da tecnologia foi lenta, permitindo que as populações e as económicas se adaptassem.</p>
<p>Ao contrário, na AI, a evolução está a ser tão rápida, que as sociedades não vão conseguir acompanhar e adaptar a uma nova realidade.</p>
<p>A AI tem um potencial inacreditável, talvez seja a revolução tecnológica mais rápida de sempre, além disso é muito abrangente, quase todos os sectores económicos podem beneficiar, pode provocar um forte aumento na produtividade.</p>
<p>O potencial é tão elevado, como pode ser perigoso, sobretudo quando utilizado como uma arma contra a humanidade. Os governos ou empresas vão construir ferramentas com AI para monitorizar, manipular e controlar os cidadãos.</p>
<p>Muitas profissões vão desaparecer ou reduzir drasticamente o número de trabalhadores. Tal como aconteceu nas revoluções anteriores, muitas profissões acabaram, mas surgir outras novas profissões.</p>
<p>Ou seja, o problema não é a tecnologia, mas sim a maneira como se usa essa tecnologia. Os desafios para o futuro são tremendos.</p>
<p>E o cidadão comum, o que está a fazer e a pensar…<br>a fazer desenhos, a fazer idiotices.<br><a href="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg"></a></p>
<p>Algo similar acontece com o Bitcoin, uma tecnologia revolucionária, em alguns casos particulares, as stablecoins poderão ser interessantes. Mas o povo prefere especulador em tokens absurdos e jogar no casino das memecoins.</p>
<p>Também acontece com a internet, é uma fonte acessível e inesgotável de conhecimento, mas as pessoas preferem passar horas sem fim, nas redes sociais a fazer swipe up, a consumir conteúdo degradante.</p>
<p>O mundo ocidental está a transformar os cidadãos em zumbis, facilmente manipuláveis, obedientes, viciados. Nós necessitamos é de pessoas curiosas, com espírito crítico, criativas. Essencialmente, que pensem pela sua própria cabeça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A electricidade ou os computadores ou a Internet foram revoluções que mudaram o mundo, mas a adoção e a evolução da tecnologia foi lenta, permitindo que as populações e as económicas se adaptassem.</p>
<p>Ao contrário, na AI, a evolução está a ser tão rápida, que as sociedades não vão conseguir acompanhar e adaptar a uma nova realidade.</p>
<p>A AI tem um potencial inacreditável, talvez seja a revolução tecnológica mais rápida de sempre, além disso é muito abrangente, quase todos os sectores económicos podem beneficiar, pode provocar um forte aumento na produtividade.</p>
<p>O potencial é tão elevado, como pode ser perigoso, sobretudo quando utilizado como uma arma contra a humanidade. Os governos ou empresas vão construir ferramentas com AI para monitorizar, manipular e controlar os cidadãos.</p>
<p>Muitas profissões vão desaparecer ou reduzir drasticamente o número de trabalhadores. Tal como aconteceu nas revoluções anteriores, muitas profissões acabaram, mas surgir outras novas profissões.</p>
<p>Ou seja, o problema não é a tecnologia, mas sim a maneira como se usa essa tecnologia. Os desafios para o futuro são tremendos.</p>
<p>E o cidadão comum, o que está a fazer e a pensar…<br>a fazer desenhos, a fazer idiotices.<br><a href="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg"></a></p>
<p>Algo similar acontece com o Bitcoin, uma tecnologia revolucionária, em alguns casos particulares, as stablecoins poderão ser interessantes. Mas o povo prefere especulador em tokens absurdos e jogar no casino das memecoins.</p>
<p>Também acontece com a internet, é uma fonte acessível e inesgotável de conhecimento, mas as pessoas preferem passar horas sem fim, nas redes sociais a fazer swipe up, a consumir conteúdo degradante.</p>
<p>O mundo ocidental está a transformar os cidadãos em zumbis, facilmente manipuláveis, obedientes, viciados. Nós necessitamos é de pessoas curiosas, com espírito crítico, criativas. Essencialmente, que pensem pela sua própria cabeça.</p>
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      <title><![CDATA[Orientação de Voto]]></title>
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      <pubDate>Sat, 05 Apr 2025 11:17:06 GMT</pubDate>
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      <category>Portugal</category>
      
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<p>Este estudo é bem representativo da divergência geracional que existe em Portugal, sobretudo em quem foi votar nas legislativas de 2024.</p>
<p>Nos +65 anos, são 65% esquerda e 37% na direita. Mas entre os 18 e 34 anos, são 30% na esquerda e 64% na direita. A esquerda tem menos da metade. Ainda é muito o reflexo da herança do 25 de Abril, muitas pessoas votam em partidos, pelo que fizeram no passado e não pelo que fazem hoje em dia.</p>
<p>A maior discrepância é no PS, com 48% nos +65 anos, para apenas 13% dos mais novos. O Chega está no sentido oposto, 8% para 25%.</p>
<p>Nos “pequeninos”, a situação do PCP era previsível, mas o destaque vai para o Livre e o IL, ambos com 1% nos +65 anos, mas têm um crescimento nos mais jovens, com 6% e 11%, respectivamente.</p>
<p>O PS, nos últimos anos, virou muito para esquerda, afastando-se do centro, mas agora está numa encruzilhada, ou volta mais para o centro, ou poderá acontecer o mesmo que o PCP, tornar-se num partido insignificante, sobretudo com um público de pessoas idosas, sem prespetivas de futuro.</p>
<p>Quem tem +65 anos, quer governos mais de esquerda e os mais novos(18 a 34 anos) preferem um governo de direita. Isto é bem demonstrativo, o porquê dos políticos, de todos quadrantes, apostarem em políticas de aumento de pensões, subsídios, tudo para cativar os mais velhos. Muitas das políticas beneficiam mais os velhos em detrimento dos mais novos, isso provocou uma ruptura geracional, no pensamento político, os jovens demonstram um certo cansaço com as políticas socialistas.</p>
<p>E como Portugal é um país com envelhecimento acentuado e o abstencionismo é menor nos mais velhos, quem cativar esta parcela de pessoas, vencerá as eleições. Segundo o INE, existem 2.2 milhões(22%) com +65 anos e 1.8 milhões (18%) entre os 18 e os 34 anos.</p>
<h2>Nível de Instrução</h2>
<p>Nos níveis de instrução, as diferenças não são profundas mas existem, mas a direita tem um ligeira preferência pelos mais instruídos. A única excepção é o Chega, que é muito mais forte mas pessoas menos instruídas.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/36ab6a0744366787fbb694a9faa65e0bb5db4dcb4a2e12977b2b684db70ccce1.jpg" alt="image"></p>
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<p>Este estudo é bem representativo da divergência geracional que existe em Portugal, sobretudo em quem foi votar nas legislativas de 2024.</p>
<p>Nos +65 anos, são 65% esquerda e 37% na direita. Mas entre os 18 e 34 anos, são 30% na esquerda e 64% na direita. A esquerda tem menos da metade. Ainda é muito o reflexo da herança do 25 de Abril, muitas pessoas votam em partidos, pelo que fizeram no passado e não pelo que fazem hoje em dia.</p>
<p>A maior discrepância é no PS, com 48% nos +65 anos, para apenas 13% dos mais novos. O Chega está no sentido oposto, 8% para 25%.</p>
<p>Nos “pequeninos”, a situação do PCP era previsível, mas o destaque vai para o Livre e o IL, ambos com 1% nos +65 anos, mas têm um crescimento nos mais jovens, com 6% e 11%, respectivamente.</p>
<p>O PS, nos últimos anos, virou muito para esquerda, afastando-se do centro, mas agora está numa encruzilhada, ou volta mais para o centro, ou poderá acontecer o mesmo que o PCP, tornar-se num partido insignificante, sobretudo com um público de pessoas idosas, sem prespetivas de futuro.</p>
<p>Quem tem +65 anos, quer governos mais de esquerda e os mais novos(18 a 34 anos) preferem um governo de direita. Isto é bem demonstrativo, o porquê dos políticos, de todos quadrantes, apostarem em políticas de aumento de pensões, subsídios, tudo para cativar os mais velhos. Muitas das políticas beneficiam mais os velhos em detrimento dos mais novos, isso provocou uma ruptura geracional, no pensamento político, os jovens demonstram um certo cansaço com as políticas socialistas.</p>
<p>E como Portugal é um país com envelhecimento acentuado e o abstencionismo é menor nos mais velhos, quem cativar esta parcela de pessoas, vencerá as eleições. Segundo o INE, existem 2.2 milhões(22%) com +65 anos e 1.8 milhões (18%) entre os 18 e os 34 anos.</p>
<h2>Nível de Instrução</h2>
<p>Nos níveis de instrução, as diferenças não são profundas mas existem, mas a direita tem um ligeira preferência pelos mais instruídos. A única excepção é o Chega, que é muito mais forte mas pessoas menos instruídas.</p>
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      <title><![CDATA[IPC em Portugal]]></title>
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      <pubDate>Fri, 28 Mar 2025 12:18:58 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tornei-me num acérrimo crítico do Euro, sobretudo da política monetária altamente expansionista realizada pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar de ser crítico, eu não desejo que Portugal volte a ter moeda própria.</p>
<p>No seguimento gráfico, é a variação do <a href="https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/inflacao/taxa-de-inflacao/taxa-de-inflacao-por-bens-e-servicos-portugal">IPC de Portugal nos últimos 60 anos</a>:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/46f6dc264a638f88405951368e5767a0e2b67dfa4fad5d601cacfeb356e67a43.jpg" alt="image"></p>
<p>No gráfico inclui os momentos históricos, para uma melhor interpretação dos dados.</p>
<blockquote>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é usado para observar tendências de inflação. É calculado com base no preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, comparando com períodos anteriores.</p>
</blockquote>
<p>É uma ferramenta utilizada para calcular a perda de poder de compra, mas é uma métrica que é facilmente manipulada em prol dos interesses dos governos.</p>
<h2>Análise histórica</h2>
<p>No período marcelista, houve uma crescente inflação, devido a fatores, como os elevados custos da guerra e o fim dos acordos de Bretton Woods contribuíram para isso. Terminando com uma inflação superior a 13%.</p>
<p>Da Revolta dos Cravos (1974) até à adesão da CEE (atual União Europeia, UE), nos primeiros anos foram conturbados a nível político, mesmo após conquistar alguma estabilidade, em termos de política monetária foi um descalabro, com inflação entre 12% a 30% ao ano. Foi o pior momento na era moderna.</p>
<p>Com a entrada da CEE, Portugal ainda manteve a independência monetária, mas devido à entrada de muitos milhões de fundos europeus, essências para construir infraestrutura e desenvolver o país. Isto permitiu crescer e modernizar o país, gastando pouco dinheiro próprio, reduzindo a necessidade da expansão monetária e claro a inflação baixou.</p>
<p>Depois com a adesão ao Tratado de Maastricht, em 1991, onde estabeleceu as bases para a criação da União Económica e Monetária, que culminou na criação da moeda única europeia, o Euro. As bases eram bastante restritivas, os políticos portugueses foram obrigados a manter uma inflação baixa. Portugal perdeu a independência monetária em 1999, com a entrada em vigor da nova moeda, foi estabelecida a taxa de conversão entre escudos e euros, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. A Euro entrou em vigor em 1999, mas o papel-moeda só entrou em circulação em 2002.</p>
<p>Assim, desde a criação até 2020, a inflação foi sempre abaixo de 5% ao ano, tendo um longo período abaixo dos 3%.</p>
<p>A chegada da pandemia, foi um descalabro no BCE, a expansão monetária foi exponencial, resultando numa forte subida no IPC, quase 8% em 2022, algo que não acontecia há 30 anos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Apesar dos últimos anos, a política monetária do BCE tem sido péssima, mesmo assim continua a ser muito melhor, se esta fosse efetuada em exclusividade por portugueses, não tenho quaisquer dúvidas disso. O passado demonstra isso, se voltarmos a ser independentes monetariamente, será desastroso, vamos virar rapidamente, a Venezuela da Europa.</p>
<p>Até temos boas reservas de ouro, mas mesmo assim não são suficientes, mesmo que se inclua outros ativos para permitir a criação de uma moeda lastreada, ela apenas duraria até à primeira crise. É inevitável, somos um país demasiado socialista.</p>
<p>A solução não é voltar ao escudo, mas sim o BCE deixar de imprimir dinheiro, como se não houvesse amanhã ou então optar por uma moeda total livre, sem intromissão de políticos.</p>
<p>O BCE vai parar de expandir a moeda?</p>
<p>Claro que não, eles estão encurralados, a expansão monetária é a única solução para elevada dívida soberana dos estados. A única certeza que eu tenho, a expansão do BCE, será sempre inferior ao do Banco de Portugal, se este estivesse o botão da impressão à sua disposição. Por volta dos 5% é muito mau, mas voltar para a casa dos 15% seria péssimo, esse seria o nosso destino.</p>
<p>É muito triste ter esta conclusão, isto é demonstrativo da falta de competência dos políticos e governantes portugueses e o povo também tem uma certa culpa. Por serem poucos exigentes em relação à qualidade dos políticos que elegem e por acreditar que existem almoços grátis.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tornei-me num acérrimo crítico do Euro, sobretudo da política monetária altamente expansionista realizada pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar de ser crítico, eu não desejo que Portugal volte a ter moeda própria.</p>
<p>No seguimento gráfico, é a variação do <a href="https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/inflacao/taxa-de-inflacao/taxa-de-inflacao-por-bens-e-servicos-portugal">IPC de Portugal nos últimos 60 anos</a>:</p>
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<p>No gráfico inclui os momentos históricos, para uma melhor interpretação dos dados.</p>
<blockquote>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é usado para observar tendências de inflação. É calculado com base no preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, comparando com períodos anteriores.</p>
</blockquote>
<p>É uma ferramenta utilizada para calcular a perda de poder de compra, mas é uma métrica que é facilmente manipulada em prol dos interesses dos governos.</p>
<h2>Análise histórica</h2>
<p>No período marcelista, houve uma crescente inflação, devido a fatores, como os elevados custos da guerra e o fim dos acordos de Bretton Woods contribuíram para isso. Terminando com uma inflação superior a 13%.</p>
<p>Da Revolta dos Cravos (1974) até à adesão da CEE (atual União Europeia, UE), nos primeiros anos foram conturbados a nível político, mesmo após conquistar alguma estabilidade, em termos de política monetária foi um descalabro, com inflação entre 12% a 30% ao ano. Foi o pior momento na era moderna.</p>
<p>Com a entrada da CEE, Portugal ainda manteve a independência monetária, mas devido à entrada de muitos milhões de fundos europeus, essências para construir infraestrutura e desenvolver o país. Isto permitiu crescer e modernizar o país, gastando pouco dinheiro próprio, reduzindo a necessidade da expansão monetária e claro a inflação baixou.</p>
<p>Depois com a adesão ao Tratado de Maastricht, em 1991, onde estabeleceu as bases para a criação da União Económica e Monetária, que culminou na criação da moeda única europeia, o Euro. As bases eram bastante restritivas, os políticos portugueses foram obrigados a manter uma inflação baixa. Portugal perdeu a independência monetária em 1999, com a entrada em vigor da nova moeda, foi estabelecida a taxa de conversão entre escudos e euros, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. A Euro entrou em vigor em 1999, mas o papel-moeda só entrou em circulação em 2002.</p>
<p>Assim, desde a criação até 2020, a inflação foi sempre abaixo de 5% ao ano, tendo um longo período abaixo dos 3%.</p>
<p>A chegada da pandemia, foi um descalabro no BCE, a expansão monetária foi exponencial, resultando numa forte subida no IPC, quase 8% em 2022, algo que não acontecia há 30 anos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Apesar dos últimos anos, a política monetária do BCE tem sido péssima, mesmo assim continua a ser muito melhor, se esta fosse efetuada em exclusividade por portugueses, não tenho quaisquer dúvidas disso. O passado demonstra isso, se voltarmos a ser independentes monetariamente, será desastroso, vamos virar rapidamente, a Venezuela da Europa.</p>
<p>Até temos boas reservas de ouro, mas mesmo assim não são suficientes, mesmo que se inclua outros ativos para permitir a criação de uma moeda lastreada, ela apenas duraria até à primeira crise. É inevitável, somos um país demasiado socialista.</p>
<p>A solução não é voltar ao escudo, mas sim o BCE deixar de imprimir dinheiro, como se não houvesse amanhã ou então optar por uma moeda total livre, sem intromissão de políticos.</p>
<p>O BCE vai parar de expandir a moeda?</p>
<p>Claro que não, eles estão encurralados, a expansão monetária é a única solução para elevada dívida soberana dos estados. A única certeza que eu tenho, a expansão do BCE, será sempre inferior ao do Banco de Portugal, se este estivesse o botão da impressão à sua disposição. Por volta dos 5% é muito mau, mas voltar para a casa dos 15% seria péssimo, esse seria o nosso destino.</p>
<p>É muito triste ter esta conclusão, isto é demonstrativo da falta de competência dos políticos e governantes portugueses e o povo também tem uma certa culpa. Por serem poucos exigentes em relação à qualidade dos políticos que elegem e por acreditar que existem almoços grátis.</p>
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      <pubDate>Wed, 12 Mar 2025 06:57:18 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que se passou, hoje, no parlamento português é indescritível, simplesmente um bando de garotos, para não dizer um bando de imbecis, que não querem saber do país, apenas se movem por interesses partidários ou/e pessoais.</p>
<p>Todos queriam ir para eleições, mas negava-o publicamente e empurravam a responsabilidade para o outro, foi um teatro. Agora vamos para eleições, 3° eleições em 4 anos, isto é um absurdo, um completo absurdo.</p>
<p>Eu desde pequeno, sempre tive interesse por política, gosto de estar informado, mas nunca me senti tão cansado e sem paciência para esta atual classe de políticos. São quase todos medíocres, de ano para ano, só piora, sinceramente, não sei como o país vai sair desta espiral.</p>
<p>Há uns anos, os partidos ainda tinham a decência de limpar as maçãs podres, mesmo que fosse impopular, ou mesmo que perdessem votos ou cargos. Hoje em dia, parecem que escolhe a dedo, as maçãs podres como candidatos a líder e consequentemente para governar o país.</p>
<p>Da mesma maneira que critiquei o PS, quando elegeu o PNS, após ser demitido do governo após vários escândalos e por demonstrar incompetência. Agora com todas estas suspeitas sobre Montenegro, que esteve em todos os momentos, péssimo no caso, deixou o caso crescer, crescer, até que ficou indomável. Não seria melhor o PSD escolher outro líder, eu acho que sim, não é a opinião do partido.</p>
<p>O Montenegro está a fazer uma jogada muito arriscada, o tiro pode sair pela culatra. Eu acho que eles não estão a fazer bem as contas.<br>Depois de todas as polémicas é previsível que o Chega perca votos, é neste ponto a crença do AD, que acredita que pode ganhar 1 ou 2% e a IL fica com os restantes. Eles acreditam que podem fazer um governo de maioria, juntamente com a IL.<br>Mas eu acho que eles estão se a esquecer de um pormenor, será que os eleitores descontentes do Chega, vão mudar o voto para o AD ou para o IL?</p>
<p>Uma pequena parte vai mudar com certeza, mas o grande público do Chega, são malta descontentes com política e com os políticos, que viram no partido um esperança. Isso foi visível nas últimas eleições, o Chega foi fundamental na queda da abstenção, eram pessoas que não votavam há anos ou que nunca tinham votado, acreditaram que o Chega era diferente, foi um voto de protesto.<br>Possivelmente, estas pessoas não vão mudar o voto para AD ou para IL, mas sim, vão voltar a contar como abstenção.</p>
<p>Eu acho que o AD não está a fazer bem as contas. O pior disto tudo, é que vamos para eleições agora, não resolvemos nada e daqui a um ano e meio, estamos de novo em eleições.<br>Os portugueses estão saturados de eleições, mas os políticos só olham para o seu umbigo, não querem saber dos portugueses.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O que se passou, hoje, no parlamento português é indescritível, simplesmente um bando de garotos, para não dizer um bando de imbecis, que não querem saber do país, apenas se movem por interesses partidários ou/e pessoais.</p>
<p>Todos queriam ir para eleições, mas negava-o publicamente e empurravam a responsabilidade para o outro, foi um teatro. Agora vamos para eleições, 3° eleições em 4 anos, isto é um absurdo, um completo absurdo.</p>
<p>Eu desde pequeno, sempre tive interesse por política, gosto de estar informado, mas nunca me senti tão cansado e sem paciência para esta atual classe de políticos. São quase todos medíocres, de ano para ano, só piora, sinceramente, não sei como o país vai sair desta espiral.</p>
<p>Há uns anos, os partidos ainda tinham a decência de limpar as maçãs podres, mesmo que fosse impopular, ou mesmo que perdessem votos ou cargos. Hoje em dia, parecem que escolhe a dedo, as maçãs podres como candidatos a líder e consequentemente para governar o país.</p>
<p>Da mesma maneira que critiquei o PS, quando elegeu o PNS, após ser demitido do governo após vários escândalos e por demonstrar incompetência. Agora com todas estas suspeitas sobre Montenegro, que esteve em todos os momentos, péssimo no caso, deixou o caso crescer, crescer, até que ficou indomável. Não seria melhor o PSD escolher outro líder, eu acho que sim, não é a opinião do partido.</p>
<p>O Montenegro está a fazer uma jogada muito arriscada, o tiro pode sair pela culatra. Eu acho que eles não estão a fazer bem as contas.<br>Depois de todas as polémicas é previsível que o Chega perca votos, é neste ponto a crença do AD, que acredita que pode ganhar 1 ou 2% e a IL fica com os restantes. Eles acreditam que podem fazer um governo de maioria, juntamente com a IL.<br>Mas eu acho que eles estão se a esquecer de um pormenor, será que os eleitores descontentes do Chega, vão mudar o voto para o AD ou para o IL?</p>
<p>Uma pequena parte vai mudar com certeza, mas o grande público do Chega, são malta descontentes com política e com os políticos, que viram no partido um esperança. Isso foi visível nas últimas eleições, o Chega foi fundamental na queda da abstenção, eram pessoas que não votavam há anos ou que nunca tinham votado, acreditaram que o Chega era diferente, foi um voto de protesto.<br>Possivelmente, estas pessoas não vão mudar o voto para AD ou para IL, mas sim, vão voltar a contar como abstenção.</p>
<p>Eu acho que o AD não está a fazer bem as contas. O pior disto tudo, é que vamos para eleições agora, não resolvemos nada e daqui a um ano e meio, estamos de novo em eleições.<br>Os portugueses estão saturados de eleições, mas os políticos só olham para o seu umbigo, não querem saber dos portugueses.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Dez Conselhos Que Gostava De Ter Recebido]]></title>
      <description><![CDATA[Uma análise retrospectiva
]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma análise retrospectiva
]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 20 Feb 2025 23:17:29 GMT</pubDate>
      <link>https://compilados.npub.pro/post/dez-conselhos-que-gostava-de-ter-recebido-s134w4/</link>
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      <category>psicologia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[Tiago G]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Quando estava prestes a entrar para a universidade sentia que a minha vida estava a desenrolar-se plenamente de acordo com os conselhos que havia recebido. Estava focado nos estudos e com a esperança de que esse foco me garantisse um bom trabalho. Com efeito, os estudos abriram algumas portas, no entanto, não posso deixar de assinalar que há outras decisões mais importantes a tomar e que não tiveram o mesmo protagonismo na minha vida.</p>
<p>Nessa mesma altura estava a iniciar um relacionamento amoroso, sem ter clara a finalidade desse namoro e o caminho que o mesmo deveria ter seguido. Talvez até me tivessem aconselhado sobre isso, contudo o foco estava mais no trabalho e em usufruir das oportunidades que se apresentaram nessa juventude confortável, na qual contei sempre com o apoio financeiro dos meus pais. Estava, como a maioria à minha volta, a viver uma vida libertina. Quer isto dizer uma vida sem grandes preocupações, a não ser estudar e fazer o suficiente para não reprovar a nenhuma disciplina. O resto é movido muito mais para emoção do que pela razão. Aquilo que considerava prazeroso era bom e o que não o era, era mau. Não tinha propriamente uma ideia clara do que queria criar a longo prazo e portanto estava muito mais focado no presente e em usufruir daquilo que podia no momento.</p>
<p>Fazendo uma análise retrospetiva de tudo, não culpo ninguém porque a informação existe para quem a procura, contudo noto aqui apenas o ambiente social e cultural que favorece determinadas decisões em detrimento de outras. O foco tem estado muito mais nos estudos, no trabalho e na fruição dos prazeres que se apresentam aos jovens sem que se pense demasiado no futuro.</p>
<p>Neste contexto, e vendo esta fase da vida com outro grau de distanciamento, deixo aqui dez conselhos que julgo essenciais.</p>
<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F1ab20422-2add-4f40-8f0a-dcc97b97b2e8_1024x1259.jpeg" alt=""><em>Rei Salomão - Gustav Dore</em> </p>
<p><em><strong>1.Focar na decisão mais importante: constituir ou não família.</strong></em> </p>
<p>A decisão de constituir ou não família é muito mais relevante para a nossa vida do que propriamente a de escolher uma profissão. Não estou necessariamente a fazer apologia de que todas as pessoas devem constituir família, convenhamos que muitos de nós não têm vocação para o mesmo (apesar de muitos ainda assim o fazerem), mas quer seja afirmativa ou negativa a resposta parece-me fundamental que nos concentremos nessa decisão. Muito mais do que qualquer profissão a família é onde naturalmente procuramos apoio, conforto e incentivo perante todas as vicissitudes da vida.</p>
<p>O facto de existirem famílias que não são fontes de amor para as pessoas em nada invalida que esta seja a organização social por excelência que aporta significado ás nossas vidas. Infelizmente, para muitas pessoas uma experiência pessoal mais difícil a este nível influi na forma como pensam sobre a possibilidade de criarem a sua própria família.</p>
<p>Algumas questões a ter em conta nesta ponderação:</p>
<p>Qual é o meu ideal de família ?</p>
<p>Qual o meu papel enquanto homem/mulher no seio da família?</p>
<p>Que tipo de parceiro devo procurar?</p>
<p>Desejo ter filhos ?</p>
<p>Podemos usar estas questões como pontos de partida para iniciar uma exploração da nossa vocação.</p>
<p><em><strong>2.Tomar decisões cedo em vez de protelar indefinidamente</strong></em> </p>
<p>Atualmente notamos que as pessoas constituem família cada vez mais tarde e que têm filhos cada vez mais tarde. É curioso notar que nos relacionamentos por vezes há alguma pressa para passar do conhecer a pessoa à intimidade sexual e não há pressa alguma para decidir se de facto é com aquela pessoa que queremos passar o resto dos nossos dias.</p>
<p>Este é apenas um aspecto no qual se nota uma progressiva detioração da capacidade para decidir. É-nos muitas vezes transmitida a ideia de que temos tempo e de que não há uma idade certa para tomar determinadas decisões. Estes discursos são cínicos pois é evidente que há fases que são mais propícias para dar determinados passos na nossa vida, daí que seja muito importante aprender a tomar decisões cedo.</p>
<p>Para tomar decisões sóbrias é fundamental saber-se exatamente aquilo que queremos. Se tudo isso está indefinido e não conseguimos postular uma ideia de futuro para nós será muito mais difícil tomar qualquer tipo de decisão importante. Um outro aspecto a ter em conta é o de que as principais decisões são guiadas pela razão, isto é os nossos sentimentos têm de estar ao serviço dos nossos valores e nunca o contrário.</p>
<p><em>3.Se não te imaginas a casar com a pessoa com quem estás, termina o relacionamento.</em> </p>
<p>Deixar a porta aberta num relacionamento de forma indefinida é algo que vai produzir instabilidade no longo prazo. É óbvio que para muitas pessoas o casamento é “apenas um papel” e portanto não vêm a real utilidade em se casar. Contudo, e de forma não surpreendente, notamos que os casais que têm na sua vida uma visão sobrenatural do casamento tendem a perdurar. Digamos que a cola que é usada para unir as pessoas é de um outro calibre, enquanto que a cola usada por aqueles que não têm Deus nas suas vidas está muito mais sujeita à volatilidade do tempo, dos apetites individuais e do relativismo.</p>
<p><em>4.Assume a responsabilidade pelos teus erros sem te deixar levar pelo vitimismo.</em> </p>
<p>A cultura atual, influenciada de forma determinante pela filosofia marxista, está permanentemente a postular divisões de poder na sociedade que pressupõe duas categorias principais a de oprimido e opressor. Esta ideologia apoiada no revisionismo histórico e numa pedagogia social falaciosa incute desde cedo na população a ideia de que em algum momento, tendo ou não pertencido a uma minoria, somos vítimas. Vemos vários exemplos e derivações desta doutrina quando tocamos em temas como o feminismo, o racismo e outros ismos que se focam apenas nesta divisão dicotómica oprimido e opressor.</p>
<p>Esta narrativa esquece que a hierarquia é uma organização natural que define aptidões diferenciadas e consequentemente vocações diferentes. Um outro aspecto que também é esquecido é o livre arbítrio, isto é, a ideia de que as pessoas têm poder de decisão e que muitas vezes podem ser coniventes e partes atuantes no sistema em que participam.</p>
<p>Quer isto dizer que individualmente cada um de nós, havendo discernimento, tem escolha e portanto é muito mais produtivo focar a nossa atenção nesse aspecto do que em qualquer tipo de desigualdade que possa existir. A igualdade de circunstâncias para todas as pessoas é uma utopia, a única igualdade que existe é da essência humana.</p>
<p>O caminho para escapar ao vitimismo será sempre o da responsabilidade individual e da gratidão apesar das circunstâncias adversas que possamos estar a viver.</p>
<p><em>5.Foca-te primeiro no que te é mais próximo antes do mundo</em></p>
<p>Por vezes, inspirados por uma soberba intelectual que agora é típica da juventude vemo-nos a fazer o papel de ativistas em determinadas causas, algumas nobres outras nem tanto. Acontece que este ativismo é frequentemente uma ato postiço, uma pose que usamos como forma de sinalizar a nossa virtude perante os nossos pares. Onde se percebem os pés de barro é quando notamos que diante das pessoas que nos são mais próximas não temos o mesmo zelo que apresentamos quando estamos a debater as grandes questões do mundo.</p>
<p>Há que ser zeloso com quem nos rodeia e os problemas mais urgentes para resolver, e aqueles em que a nossa intervenção é de facto mais necessária, são os que nos são mais próximos.</p>
<p><em>6.Dizer a verdade</em></p>
<p> A corrupção moral funciona de forma gradual, vai de menos a mais, começamos com uma coisa pequena até chegarmos a algo maior. Quando somos mais novos vamos experimentando a corrupção através do exercício da mentira em pequenas coisas e gradualmente vamos avançando para as coisas maiores. Alguns de nós resistem à mentira, facilmente se entende que não desejamos que os outros nos mintam no entanto, se o repetimos muitas vezes facilmente a banalizamos.</p>
<p>A mentira é uma tentativa de esquivar a responsabilidade pelas nossas ações ou opiniões, uma tentativa de fuga ás consequências. Contudo, importa perceber que inevitavelmente vamos sempre confrontar-nos com as consequências sejam quais forem as circunstâncias. Se não as experimentamos pela espada dos outros será pela nossa própria espada quando finalmente percebermos que não há harmonia entre o pensamento e a ação, que dizemos uma coisa mas fazemos outra, que a nossa identidade é também ela uma ficção. O exercício da verdade será a única via para nos aproximarmos de uma existência mais harmoniosa e autêntica, a única forma de estabelecer uma relação genuína com os outros.</p>
<p><em>7.Decisões inspiradas pela coragem e menos pelo medo</em></p>
<p>As nossas decisões têm frequentemente como força motriz o medo. O medo da rejeição impede-nos de ir falar com aquela pessoa de quem gostamos, o medo do juízo social impede-nos de proferir a nossa opinião em determinado assunto, o medo da morte leva-nos a ter comportamentos obsessivos com a nossa saúde; enfim, são muitas as situações em que as nossas decisões são pautadas pelo medo.</p>
<p>É importante que cada vez mais, o medo não seja o factor definidor da nossa decisão. A coragem, temperada pela prudência, devem ser os grandes arquitetos da nossa decisão. Aquilo que é bom no sentido mais profundo é o que devemos seguir, independentemente de sentirmos medo.</p>
<p><em>8.Ninguém é obrigado a gostar de nós, ninguém nos deve nada</em></p>
<p> O ressentimento e mágoa leva-nos por vezes a tratar os outros como se eles nos devessem algo, como se fosse impensável não nos reconhecerem como aprazíveis aos seus olhos ou justos. Isto é uma forma subtil do orgulho se expressar, porque mais uma vez nos colocamos na posição de vítima e assim, julgamos que os outros nos deveriam reconhecer como virtuosos de alguma forma.</p>
<p>Pois bem, apesar dos outros, tal como nós, terem deveres e poderem fazer menção honrosa da nossa existência não devemos esperar isso. Esperando isso, acabamos escravizados por essas expectativas porque continuamos à espera que gostem de nós. Desta forma distorcemos também o próprio conceito de amor, que é doar-se sem esperar em troca. Não é que os outros não o possam fazer, podem, o problema está na espera e na exigência.</p>
<p><em>9.Definir uma matriz moral objetiva</em> </p>
<p>Imbuídos de um espírito relativista estamos muitas vezes sujeitos a uma subjetividade enorme no que diz respeito aos nossos valores. O resultado disto é que inevitavelmente vamos ter uma definição menos clara do bem e do mal. Frequentemente vamos confundir o que é bom ou mau com os nossos desejos, alimentado pelos nossos vícios. Para termos uma visão mais clara da realidade é fundamental sairmos dessa visão subjetiva do valor e sermos capazes de procurar a verdadeira fonte das definições morais.</p>
<p>Aqui, há determinadas mensagens sociais que nos confundem os sentidos, nomeadamente aquelas que atestam que tudo são apenas “pontos de vista”, que não há uma “verdade” mas sim várias verdades, e que “neste tempo/cultura/país” a moralidade é outra. São tudo asserções que dificultam esta pesquisa pela verdade e definição moral universal. Neste campo, o ser humano só será capaz de ter mais estabilidade em termos psicológicos aderindo a um sistema de valores imutável, esta é a única forma de basear a sua identidade em princípios mais objetivos.</p>
<p><em>10.Encontrar um propósito maior para a vida</em></p>
<p> Santo Agostinho diz-nos o seguinte:</p>
<ul>
<li><p>Se não queres sofrer não ames, mas se não amas para que queres viver?</p>
<p>Santo Agostinho</p>
</li>
</ul>
<p>Por vezes na nossa vida procuramos esquivar-nos do sofrimento e inclusive somos vitimas de um certo ceticismo e embotamento afetivo. Vamos experimentando a traição e a frustração das nossas expectativas e isso vai endurecendo o nosso coração. Em resultado disso, muitas vezes tornamo-nos também mais egoístas, focados na mera satisfação das nossas necessidades e menos nas dos outros. No entanto, isto faz de nós infelizes porque não conseguimos deixar de amar. A solução é encontrar algo maior que nós mesmos para amar, entendendo sempre que a essência do amor é o sacrifício. Encontrar isso é simultaneamente definir um propósito para a vida e daí derivar um significado que nos sustenta até nos momentos mais difíceis.</p>
<p>Eventualmente poderei fazer alguma publicação específica expandindo um pouco mais alguns destes conselhos, uma vez que observo que muito mais poderia ter sido dito em cada um deles. Talvez venha a criar mais algumas publicações sobre este tema.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[Tiago G]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Quando estava prestes a entrar para a universidade sentia que a minha vida estava a desenrolar-se plenamente de acordo com os conselhos que havia recebido. Estava focado nos estudos e com a esperança de que esse foco me garantisse um bom trabalho. Com efeito, os estudos abriram algumas portas, no entanto, não posso deixar de assinalar que há outras decisões mais importantes a tomar e que não tiveram o mesmo protagonismo na minha vida.</p>
<p>Nessa mesma altura estava a iniciar um relacionamento amoroso, sem ter clara a finalidade desse namoro e o caminho que o mesmo deveria ter seguido. Talvez até me tivessem aconselhado sobre isso, contudo o foco estava mais no trabalho e em usufruir das oportunidades que se apresentaram nessa juventude confortável, na qual contei sempre com o apoio financeiro dos meus pais. Estava, como a maioria à minha volta, a viver uma vida libertina. Quer isto dizer uma vida sem grandes preocupações, a não ser estudar e fazer o suficiente para não reprovar a nenhuma disciplina. O resto é movido muito mais para emoção do que pela razão. Aquilo que considerava prazeroso era bom e o que não o era, era mau. Não tinha propriamente uma ideia clara do que queria criar a longo prazo e portanto estava muito mais focado no presente e em usufruir daquilo que podia no momento.</p>
<p>Fazendo uma análise retrospetiva de tudo, não culpo ninguém porque a informação existe para quem a procura, contudo noto aqui apenas o ambiente social e cultural que favorece determinadas decisões em detrimento de outras. O foco tem estado muito mais nos estudos, no trabalho e na fruição dos prazeres que se apresentam aos jovens sem que se pense demasiado no futuro.</p>
<p>Neste contexto, e vendo esta fase da vida com outro grau de distanciamento, deixo aqui dez conselhos que julgo essenciais.</p>
<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F1ab20422-2add-4f40-8f0a-dcc97b97b2e8_1024x1259.jpeg" alt=""><em>Rei Salomão - Gustav Dore</em> </p>
<p><em><strong>1.Focar na decisão mais importante: constituir ou não família.</strong></em> </p>
<p>A decisão de constituir ou não família é muito mais relevante para a nossa vida do que propriamente a de escolher uma profissão. Não estou necessariamente a fazer apologia de que todas as pessoas devem constituir família, convenhamos que muitos de nós não têm vocação para o mesmo (apesar de muitos ainda assim o fazerem), mas quer seja afirmativa ou negativa a resposta parece-me fundamental que nos concentremos nessa decisão. Muito mais do que qualquer profissão a família é onde naturalmente procuramos apoio, conforto e incentivo perante todas as vicissitudes da vida.</p>
<p>O facto de existirem famílias que não são fontes de amor para as pessoas em nada invalida que esta seja a organização social por excelência que aporta significado ás nossas vidas. Infelizmente, para muitas pessoas uma experiência pessoal mais difícil a este nível influi na forma como pensam sobre a possibilidade de criarem a sua própria família.</p>
<p>Algumas questões a ter em conta nesta ponderação:</p>
<p>Qual é o meu ideal de família ?</p>
<p>Qual o meu papel enquanto homem/mulher no seio da família?</p>
<p>Que tipo de parceiro devo procurar?</p>
<p>Desejo ter filhos ?</p>
<p>Podemos usar estas questões como pontos de partida para iniciar uma exploração da nossa vocação.</p>
<p><em><strong>2.Tomar decisões cedo em vez de protelar indefinidamente</strong></em> </p>
<p>Atualmente notamos que as pessoas constituem família cada vez mais tarde e que têm filhos cada vez mais tarde. É curioso notar que nos relacionamentos por vezes há alguma pressa para passar do conhecer a pessoa à intimidade sexual e não há pressa alguma para decidir se de facto é com aquela pessoa que queremos passar o resto dos nossos dias.</p>
<p>Este é apenas um aspecto no qual se nota uma progressiva detioração da capacidade para decidir. É-nos muitas vezes transmitida a ideia de que temos tempo e de que não há uma idade certa para tomar determinadas decisões. Estes discursos são cínicos pois é evidente que há fases que são mais propícias para dar determinados passos na nossa vida, daí que seja muito importante aprender a tomar decisões cedo.</p>
<p>Para tomar decisões sóbrias é fundamental saber-se exatamente aquilo que queremos. Se tudo isso está indefinido e não conseguimos postular uma ideia de futuro para nós será muito mais difícil tomar qualquer tipo de decisão importante. Um outro aspecto a ter em conta é o de que as principais decisões são guiadas pela razão, isto é os nossos sentimentos têm de estar ao serviço dos nossos valores e nunca o contrário.</p>
<p><em>3.Se não te imaginas a casar com a pessoa com quem estás, termina o relacionamento.</em> </p>
<p>Deixar a porta aberta num relacionamento de forma indefinida é algo que vai produzir instabilidade no longo prazo. É óbvio que para muitas pessoas o casamento é “apenas um papel” e portanto não vêm a real utilidade em se casar. Contudo, e de forma não surpreendente, notamos que os casais que têm na sua vida uma visão sobrenatural do casamento tendem a perdurar. Digamos que a cola que é usada para unir as pessoas é de um outro calibre, enquanto que a cola usada por aqueles que não têm Deus nas suas vidas está muito mais sujeita à volatilidade do tempo, dos apetites individuais e do relativismo.</p>
<p><em>4.Assume a responsabilidade pelos teus erros sem te deixar levar pelo vitimismo.</em> </p>
<p>A cultura atual, influenciada de forma determinante pela filosofia marxista, está permanentemente a postular divisões de poder na sociedade que pressupõe duas categorias principais a de oprimido e opressor. Esta ideologia apoiada no revisionismo histórico e numa pedagogia social falaciosa incute desde cedo na população a ideia de que em algum momento, tendo ou não pertencido a uma minoria, somos vítimas. Vemos vários exemplos e derivações desta doutrina quando tocamos em temas como o feminismo, o racismo e outros ismos que se focam apenas nesta divisão dicotómica oprimido e opressor.</p>
<p>Esta narrativa esquece que a hierarquia é uma organização natural que define aptidões diferenciadas e consequentemente vocações diferentes. Um outro aspecto que também é esquecido é o livre arbítrio, isto é, a ideia de que as pessoas têm poder de decisão e que muitas vezes podem ser coniventes e partes atuantes no sistema em que participam.</p>
<p>Quer isto dizer que individualmente cada um de nós, havendo discernimento, tem escolha e portanto é muito mais produtivo focar a nossa atenção nesse aspecto do que em qualquer tipo de desigualdade que possa existir. A igualdade de circunstâncias para todas as pessoas é uma utopia, a única igualdade que existe é da essência humana.</p>
<p>O caminho para escapar ao vitimismo será sempre o da responsabilidade individual e da gratidão apesar das circunstâncias adversas que possamos estar a viver.</p>
<p><em>5.Foca-te primeiro no que te é mais próximo antes do mundo</em></p>
<p>Por vezes, inspirados por uma soberba intelectual que agora é típica da juventude vemo-nos a fazer o papel de ativistas em determinadas causas, algumas nobres outras nem tanto. Acontece que este ativismo é frequentemente uma ato postiço, uma pose que usamos como forma de sinalizar a nossa virtude perante os nossos pares. Onde se percebem os pés de barro é quando notamos que diante das pessoas que nos são mais próximas não temos o mesmo zelo que apresentamos quando estamos a debater as grandes questões do mundo.</p>
<p>Há que ser zeloso com quem nos rodeia e os problemas mais urgentes para resolver, e aqueles em que a nossa intervenção é de facto mais necessária, são os que nos são mais próximos.</p>
<p><em>6.Dizer a verdade</em></p>
<p> A corrupção moral funciona de forma gradual, vai de menos a mais, começamos com uma coisa pequena até chegarmos a algo maior. Quando somos mais novos vamos experimentando a corrupção através do exercício da mentira em pequenas coisas e gradualmente vamos avançando para as coisas maiores. Alguns de nós resistem à mentira, facilmente se entende que não desejamos que os outros nos mintam no entanto, se o repetimos muitas vezes facilmente a banalizamos.</p>
<p>A mentira é uma tentativa de esquivar a responsabilidade pelas nossas ações ou opiniões, uma tentativa de fuga ás consequências. Contudo, importa perceber que inevitavelmente vamos sempre confrontar-nos com as consequências sejam quais forem as circunstâncias. Se não as experimentamos pela espada dos outros será pela nossa própria espada quando finalmente percebermos que não há harmonia entre o pensamento e a ação, que dizemos uma coisa mas fazemos outra, que a nossa identidade é também ela uma ficção. O exercício da verdade será a única via para nos aproximarmos de uma existência mais harmoniosa e autêntica, a única forma de estabelecer uma relação genuína com os outros.</p>
<p><em>7.Decisões inspiradas pela coragem e menos pelo medo</em></p>
<p>As nossas decisões têm frequentemente como força motriz o medo. O medo da rejeição impede-nos de ir falar com aquela pessoa de quem gostamos, o medo do juízo social impede-nos de proferir a nossa opinião em determinado assunto, o medo da morte leva-nos a ter comportamentos obsessivos com a nossa saúde; enfim, são muitas as situações em que as nossas decisões são pautadas pelo medo.</p>
<p>É importante que cada vez mais, o medo não seja o factor definidor da nossa decisão. A coragem, temperada pela prudência, devem ser os grandes arquitetos da nossa decisão. Aquilo que é bom no sentido mais profundo é o que devemos seguir, independentemente de sentirmos medo.</p>
<p><em>8.Ninguém é obrigado a gostar de nós, ninguém nos deve nada</em></p>
<p> O ressentimento e mágoa leva-nos por vezes a tratar os outros como se eles nos devessem algo, como se fosse impensável não nos reconhecerem como aprazíveis aos seus olhos ou justos. Isto é uma forma subtil do orgulho se expressar, porque mais uma vez nos colocamos na posição de vítima e assim, julgamos que os outros nos deveriam reconhecer como virtuosos de alguma forma.</p>
<p>Pois bem, apesar dos outros, tal como nós, terem deveres e poderem fazer menção honrosa da nossa existência não devemos esperar isso. Esperando isso, acabamos escravizados por essas expectativas porque continuamos à espera que gostem de nós. Desta forma distorcemos também o próprio conceito de amor, que é doar-se sem esperar em troca. Não é que os outros não o possam fazer, podem, o problema está na espera e na exigência.</p>
<p><em>9.Definir uma matriz moral objetiva</em> </p>
<p>Imbuídos de um espírito relativista estamos muitas vezes sujeitos a uma subjetividade enorme no que diz respeito aos nossos valores. O resultado disto é que inevitavelmente vamos ter uma definição menos clara do bem e do mal. Frequentemente vamos confundir o que é bom ou mau com os nossos desejos, alimentado pelos nossos vícios. Para termos uma visão mais clara da realidade é fundamental sairmos dessa visão subjetiva do valor e sermos capazes de procurar a verdadeira fonte das definições morais.</p>
<p>Aqui, há determinadas mensagens sociais que nos confundem os sentidos, nomeadamente aquelas que atestam que tudo são apenas “pontos de vista”, que não há uma “verdade” mas sim várias verdades, e que “neste tempo/cultura/país” a moralidade é outra. São tudo asserções que dificultam esta pesquisa pela verdade e definição moral universal. Neste campo, o ser humano só será capaz de ter mais estabilidade em termos psicológicos aderindo a um sistema de valores imutável, esta é a única forma de basear a sua identidade em princípios mais objetivos.</p>
<p><em>10.Encontrar um propósito maior para a vida</em></p>
<p> Santo Agostinho diz-nos o seguinte:</p>
<ul>
<li><p>Se não queres sofrer não ames, mas se não amas para que queres viver?</p>
<p>Santo Agostinho</p>
</li>
</ul>
<p>Por vezes na nossa vida procuramos esquivar-nos do sofrimento e inclusive somos vitimas de um certo ceticismo e embotamento afetivo. Vamos experimentando a traição e a frustração das nossas expectativas e isso vai endurecendo o nosso coração. Em resultado disso, muitas vezes tornamo-nos também mais egoístas, focados na mera satisfação das nossas necessidades e menos nas dos outros. No entanto, isto faz de nós infelizes porque não conseguimos deixar de amar. A solução é encontrar algo maior que nós mesmos para amar, entendendo sempre que a essência do amor é o sacrifício. Encontrar isso é simultaneamente definir um propósito para a vida e daí derivar um significado que nos sustenta até nos momentos mais difíceis.</p>
<p>Eventualmente poderei fazer alguma publicação específica expandindo um pouco mais alguns destes conselhos, uma vez que observo que muito mais poderia ter sido dito em cada um deles. Talvez venha a criar mais algumas publicações sobre este tema.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Turismo: de solução a problema]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o turismo e a forte dependência da economia portuguesa.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o turismo e a forte dependência da economia portuguesa.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 27 Jul 2024 10:34:24 GMT</pubDate>
      <link>https://compilados.npub.pro/post/tygerq_okanfliiem0vyc/</link>
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      <category>Portugal</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Portugal na última década, tem sido um dos principais destinos de férias a nível mundial, está na moda. Foi o turismo que permitiu sair da crise da dívida soberana de 2012, a partir daí tem sido o principal motor da economia.</p>
<p>O forte crescimento do turismo não é exclusivo de Portugal, é global. As sociedades estão cada vez mais consumistas, sedentas por experiências e a isto somarmos que o viajar deixou de ser um bem de luxo. Companhias aéreas lowcost como a Ryanair e a EasyJet contribuíram para uma forma de turismo de massa.</p>
<p>Este crescimento do turismo foi o eixo central para a reabilitação dos centros históricos das grandes cidades, que estavam envelhecidos e degradados. Permitiu criar dezenas de milhares de empregos, é atualmente um dos sectores onde existe mais falta de mão-de-obra.</p>
<blockquote>
<p>«O turismo foi a origem em Portugal de 19,1% da riqueza produzida no ano passado, de acordo com o relatório do World Travel &amp; Tourism Council (WTTC), que aponta Portugal como o 5º país onde é mais forte a contribuição do turismo para o PIB.<br>Em valor absoluto da contribuição do turismo para o PIB, Portugal surge em 29º entre os 40 países especificados na informação do WTTC, com 45 mil milhões de dólares, à frente da Grécia, com 44 mil milhões.» – <a href="https://www.sgeconomia.gov.pt/noticias/portugal-e-o-5-pais-com-mais-forte-contributo-do-turismo-para-o-pib.aspx">sgeconomia.gov.pt</a></p>
</blockquote>
<p>Mas o peso do turismo na economia começa a ser um problema, o país está demasiado dependente de um único sector económico, é importante uma maior diversificação para uma melhor resiliência a futuras crises.</p>
<p>Este turismo de massas dá um forte contributo nas economias mas possivelmente já passou do ponto de equilíbrio. Permitiu reabilitação dos centros históricos, que estavam muito degradados, mas também houve muitos abusos, muitos casos de moradores locais que foram despejados dos bairros onde sempre viveram. E os moradores locais que restam se começassem a sentir estrangeiros nas suas próprias cidades.</p>
<p>O turismo de massa tornou o custo de vida nas zonas mais turísticas exorbitantes, a subida de preços tornou muito comércios e restaurantes quase “exclusivos” para turistas, onde o comum português não pode consumir e usufruir, devido ao seu baixo poder de compra. No início, o aumento do custo de vida ocorreram mais nos centros históricos, depois alastrou-se para o restante da cidade, agora está pelo país inteiro.</p>
<p>O Airbnb tem contribuído imenso para o crescimento do aumento do turismo, mas também para retirar casas do mercado para os locais, menos oferta logo preços mais elevados. Como gerou muitos empregos e geralmente mal pagos, os países europeus necessitam de mais mão-de-obra estrangeira, mais gente a viver, aumenta mais a pressão na escassez da habitação.</p>
<p>As infraestruturas das cidades estão a ceder sob a pressão, não foram construídas para tantas pessoas. Nas grandes cidades, o trânsito está cada vez mais caótico, a importação de tuk-tuk é uma aberração, as ruas estão muito menos limpas. Os centros históricos estão se transformando num parque de diversão para turistas.</p>
<p>Em 2018, a revista alemã Der Spiegel fez uma reportagem onde alertava o problema, a descaracterização das cidades, mas hoje está bem pior.</p>
<blockquote>
<p>“Em Portugal, já há muito que se fala neste fenómeno. Há vários grupos e cidadãos que alertam para o facto de as zonas históricas estarem em risco de descaracterização, de os espaços de restauração ficarem iguais e de os monumentos ficarem tão lotados que não se conseguem visitar.” – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/der-spiegel-diz-que-os-turistas-estao-a-destruir-o-que-amam-no-porto">Der Spiegel</a></p>
</blockquote>
<p>Isto é uma espiral da morte, este excesso de turismo está a destruir aquilo que eles querem experienciar ou ver. A autenticidade, o castiço que existia em Portugal, foi o que trouxe os turistas, está a ser destruído pelo turismo de massas.</p>
<p>Outras das críticas é a poluição, sobretudo pela aviação. Aqui surge outro problema, será que faz sentido o turismo internacional de fim de semana? Faz sentido fazer dois voos de avião, altamente poluidores, só para passar apenas dois ou três numa capital europeia? Na minha opinião, não faz sentido, pelo menos uma semana para ver a cidade. 2 dias não dá para ver nada, é mais tempo em aeroporto que a usufruir da cidade. Possivelmente é essa ideia, mais que usufruir a cidade, é mostrar ao outro que foi à cidade, o alimentar do instagram e gerar inveja, dizer aos amigos e aos colegas de trabalho que já visitou dezenas de cidades europeias. Isto é um sintoma do consumismo excessivo, de alta preferência temporal.</p>
<p>O aeroporto de Lisboa é outra novela, há muito que a sua capacidade está esgotada, é a pura demonstração da incompetência dos políticos portugueses, não conseguem escolher um local para a construção do novo aeroporto, já houve dezenas de localizações diferentes, a cada novo governo, anula tudo o que anterior fez e volta à fase inicial, estamos nisto há 50 anos. Foram gastos milhões em estudos e comissões e nada saiu do papel.</p>
<p>Outro cúmulo da política portuguesa é o aeroporto de Beja, praticamente não é utilizado:</p>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Beja registou, no passado mês de outubro, 1484 passageiros, assinalando, assim, “o melhor mês de 2023”.<br>No total, a infraestrutura recebeu, nos 11 primeiros meses do ano passado, 4907 passageiros, maioritariamente, de jatos privados.» – <a href="https://diariodoalentejo.pt/pt/noticias/17715/aeroporto-de-beja-com-mais-passageiros.aspx">diariodoalentejo.pt</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Lisboa movimentou, em 2023, 49,8% do total de passageiros (33,6 milhões), tendo crescido 19,1% comparando com 2022 e 7,9% face a 2019. Já o aeroporto do Porto movimentou 15,2 milhões de passageiros e Faro 9,64 milhões.» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/02/14/passageiros-nos-aeroportos-portugueses-ultrapassam-675-milhoes-em-2023-e-superam-nivel-pre-pandemia/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>De um lado temos um aeroporto lotado que recebe 33 milhões, por outro lado, a apenas 180 km temos um aeroporto internacional praticamente novo, que recebe apenas 5000 passageiros por ano, completamente vazio.</p>
<p>Se cerca de 6% dos turistas têm como destino o Alentejo e a zona centro recebem 12% dos turistas, parte destes turistas deveriam ser canalizados para Beja. Não faz qualquer sentido, com a existência de um aeroporto no Alentejo, os turistas com destino ao Alentejo e zona centro aterrarem todos em Lisboa, quando o de Beja está mais perto.</p>
<p>Com os incentivos certos, 10% poderiam aterrar em Beja, só que o governo não faz nada, é o problema da centralização. Quando não existe vontade política, nada muda.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/035ad6552d417b4b3ea3a9cba36390dd2733930a7437a0ee11ccacbdb1029e9f.png" alt="image"></p>
<p>Mas o ponto de equilíbrio já há muito tempo que foi ultrapassado, no estrangeiro já é comum os protestos dos locais contra o excesso de turismo, em Portugal estão a surgir os primeiros movimentos.</p>
<blockquote>
<p>«A wave of protest against the negative impact of mass tourism is sweeping over Spain’s most popular holiday hotspots.<br>‘Go home!’, cries out a man in swimming togs, frantically waving at a group of bewildered tourists trying to access the Caló des Moro, one of Majorca’s most famous and picturesque beaches. He is one of the dozens of residents who had come early that Sunday to occupy the site, in protest againsst the ‘massification’ of tourism, which they say has “devastating effects” on their island, and their lives.<br>‘We have cruises [cruise ships] every day with thousands of people. We have a flight every minute! It’s cars, it’s pollution. Beaches, restaurants are full of the streets are full of people! We’re fed up!’ exclaims Joana Maria Estrany Vallespir, from “SOS Residents”, a protest collective.<br>‘TOURISM IS KILLING US’» – <a href="https://www.euronews.com/2024/07/12/mass-tourism-in-spain-drowning-the-balearic-islands?twclid=2-1jmc6ug4i7j4va2nrzwzmm186">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>Os protestos estão a surgir nos principais centros turísticos em todo o mundo, especialmente nas principais capitais europeias.</p>
<h1>Dependência</h1>
<p>Portugal está com um problema melindroso e complexo, é verdade que o excesso de turismo está a criar problemas, mas uma possível redução do turismo vai gerar ainda mais problemas. O país está demasiado dependente do turismo, sem ele, a crise será muito severa, será dramática.&nbsp;</p>
<p>O turismo é uma indústria orgânica, cresce sozinha, é descentralizada, não necessita de grande ajudas do estado, por isso cresce.</p>
<p>Os políticos passam o tempo a elogiar o crescimento económico (medíocre) do país, mas só acontece devido ao turismo. O restante da economia está estagnado, o centralismo político contenta-se com pouco, nada faz para incentivar/ajudar o crescimento de outras áreas. As ajudas não são necessariamente em dinheiro, basta menos burocracia e menos impostos e boas vias de comunicação. Portugal tem urgentemente reduzir a dependência do turismo, senão vai ter graves problemas.</p>
<p>É claro que o turismo é sector importante na economia, mas não pode ser o principal. E algo que temos que questionar, é se queremos o turismo de massas. Na minha opinião seria melhor para o país, em primeiro deslocalização do turismo por todo o país, para não ficar concentrado em poucos pontos. Também necessitamos reformular o turismo, para um turista com um poder de compra mais elevado, deixar de ser uma indústria de turismo <em>low cost</em> e de baixos salários.&nbsp;</p>
<p>Número de trabalhadores e remuneração bruta por trabalhador, 2014-2023:<br><img src="https://image.nostr.build/f37e30b1aa4ec0384164485003f68702abcbd32f382091ca926faec6c52f5b7b.jpg" alt="image"><br>Fonte: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=646074543&amp;DESTAQUESmodo=2">INE</a></p>
<p>Especificamente nas atividades de Alojamento (CAE 55), a remuneração bruta mensal por trabalhador situou-se em 1 249 euros em 2023. O salário médio de um trabalhador do sector do turismo é sempre menor que o salário médio nacional, ou seja, uma economia baseada em salários baixos.&nbsp;</p>
<p>Faz mais sentido apostar nos turistas com médio/alto poder de compra, alongamentos e serviços de melhor qualidade, funcionários mais qualificados e claro mais bem pagos.</p>
<p>É lógico que existirá menos turistas, mas gastam mais dinheiro, os centros históricos são menos caóticos, gerando uma melhor harmonia entre turistas e locais.</p>
<h1>Habitação</h1>
<p>Como disse em cima, o turismo não é o principal responsável, mas tem certa responsabilidade no problema habitacional na maioria dos países.&nbsp;</p>
<p>O principal problema tem origem na expansão monetária, levando as pessoas a comprar casas como uma reserva de valor, como uma proteção ou investimento. Como a procura aumentou e a oferta não acompanhou esse aumento, nos últimos anos foram construídas habitações suficientes. Essa enorme escassez levou a uma forte valorização das habitações, ficando inacessível aos jovens.</p>
<p>Agora é impossível resolver o problema rapidamente, vai demorar muitos anos, é necessário uma enorme planificação, é necessário construir muito e para complicar não existe mão-de-obra. Aqui está outro problema, os políticos portugueses não sabem planear a longo prazo. Alguns governos já estão a avançar com projectos de construção de habitação, mas só provocará efeitos a médio/longo prazo. Isto não é um problema exclusivo de Portugal, é um problema no mundo ocidental.</p>
<blockquote>
<p>«O aumento constante dos preços e rendas das casas agravaram a crise da habitação na UE na última década ainda que esta atinja de forma distinta os Estados-membros. Apesar de ser competência nacional a dimensão da crise da habitação está a fazer soar alarmes em Bruxelas e a levar o debate para o seio das instituições comunitárias.» – <a href="https://www.sabado.pt/europa-viva/detalhe/crise-da-habitacao-ja-fez-soar-os-alarmes-em-bruxelas">Sábado</a></p>
</blockquote>
<p>Devido à pressão das populações, os governos estão a começar a tomar medidas extremas com o objetivo de ter efeitos a curto prazo, como colocar restrições ao Airbnb.</p>
<blockquote>
<p>«Nova Iorque declara guerra ao Airbnb. Quer proibir os arrendamentos de curta duração._ _Milhares de alojamentos na cidade dos Estados Unidos da América estão prestes a ser eliminados da plataforma.<br>Após um ano de negociações, a Lei Local 18 (Local Law 18) entrou em vigor esta terça-feira, 5 de setembro, e é ainda mais rigorosa do que se previa. Não basta fazer o registo na administração local para poder listar um imóvel na plataforma. A partir de agora, só os anfitriões que moram na cidade é que podem colocar uma casa para arrendar no Airbnb — e têm de estar presentes quando alguém está hospedado. Cada pessoa só poderá ter, no máximo, dois convidados.» – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/nova-iorque-declara-guerra-ao-airbnb-quer-proibir-os-arrendamentos-de-curta-duracao">NIT</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«Itália está a considerar novas regras à escala nacional enquanto Penang, na Malásia, introduziu recentemente uma proibição.<br>Da Europa aos EUA, as cidades começaram a impor restrições aos alugueres de curta duração para contrariar a tendência.<br>Na semana passada, Florença, em Itália, anunciou a proibição de novas listagens do Airbnb e de outros alugueres de férias de curta duração no centro histórico da cidade. O país agora está a contemplar o endurecimento das regras à escala nacional.<br>Itália não é o único destino a bater o pé. Esta semana, a popular ilha de Penang, na Malásia, proibiu as acomodações ao estilo Airbnb.» – <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2023/06/12/italia-malasia-eua-que-cidades-e-paises-estao-a-apertar-o-cerco-ao-airbnb">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>A bolha do turismo está a alimentar a bolha no imobiliário, são duas enormes bolhas em simultâneo. Se a bolha do turismo rebentar, muitos negócios vão fechar, libertando imensas habitações. Além disso, vai gerar muito desemprego, muitos emigrantes vão voltar à sua terra natal, libertando ainda mais casas.</p>
<p>Se isto acontecer, vai provocar um excesso de oferta no mercado imobiliário e devido à crise vai gerar uma baixa na procura. Um choque na oferta, vai provocar uma forte queda do preço das casas, podendo provocar o estouro da bolha do imobiliário.</p>
<p>A crise do turismo poderá ser a primeira pedra do dominó a cair.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Portugal na última década, tem sido um dos principais destinos de férias a nível mundial, está na moda. Foi o turismo que permitiu sair da crise da dívida soberana de 2012, a partir daí tem sido o principal motor da economia.</p>
<p>O forte crescimento do turismo não é exclusivo de Portugal, é global. As sociedades estão cada vez mais consumistas, sedentas por experiências e a isto somarmos que o viajar deixou de ser um bem de luxo. Companhias aéreas lowcost como a Ryanair e a EasyJet contribuíram para uma forma de turismo de massa.</p>
<p>Este crescimento do turismo foi o eixo central para a reabilitação dos centros históricos das grandes cidades, que estavam envelhecidos e degradados. Permitiu criar dezenas de milhares de empregos, é atualmente um dos sectores onde existe mais falta de mão-de-obra.</p>
<blockquote>
<p>«O turismo foi a origem em Portugal de 19,1% da riqueza produzida no ano passado, de acordo com o relatório do World Travel &amp; Tourism Council (WTTC), que aponta Portugal como o 5º país onde é mais forte a contribuição do turismo para o PIB.<br>Em valor absoluto da contribuição do turismo para o PIB, Portugal surge em 29º entre os 40 países especificados na informação do WTTC, com 45 mil milhões de dólares, à frente da Grécia, com 44 mil milhões.» – <a href="https://www.sgeconomia.gov.pt/noticias/portugal-e-o-5-pais-com-mais-forte-contributo-do-turismo-para-o-pib.aspx">sgeconomia.gov.pt</a></p>
</blockquote>
<p>Mas o peso do turismo na economia começa a ser um problema, o país está demasiado dependente de um único sector económico, é importante uma maior diversificação para uma melhor resiliência a futuras crises.</p>
<p>Este turismo de massas dá um forte contributo nas economias mas possivelmente já passou do ponto de equilíbrio. Permitiu reabilitação dos centros históricos, que estavam muito degradados, mas também houve muitos abusos, muitos casos de moradores locais que foram despejados dos bairros onde sempre viveram. E os moradores locais que restam se começassem a sentir estrangeiros nas suas próprias cidades.</p>
<p>O turismo de massa tornou o custo de vida nas zonas mais turísticas exorbitantes, a subida de preços tornou muito comércios e restaurantes quase “exclusivos” para turistas, onde o comum português não pode consumir e usufruir, devido ao seu baixo poder de compra. No início, o aumento do custo de vida ocorreram mais nos centros históricos, depois alastrou-se para o restante da cidade, agora está pelo país inteiro.</p>
<p>O Airbnb tem contribuído imenso para o crescimento do aumento do turismo, mas também para retirar casas do mercado para os locais, menos oferta logo preços mais elevados. Como gerou muitos empregos e geralmente mal pagos, os países europeus necessitam de mais mão-de-obra estrangeira, mais gente a viver, aumenta mais a pressão na escassez da habitação.</p>
<p>As infraestruturas das cidades estão a ceder sob a pressão, não foram construídas para tantas pessoas. Nas grandes cidades, o trânsito está cada vez mais caótico, a importação de tuk-tuk é uma aberração, as ruas estão muito menos limpas. Os centros históricos estão se transformando num parque de diversão para turistas.</p>
<p>Em 2018, a revista alemã Der Spiegel fez uma reportagem onde alertava o problema, a descaracterização das cidades, mas hoje está bem pior.</p>
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<p>“Em Portugal, já há muito que se fala neste fenómeno. Há vários grupos e cidadãos que alertam para o facto de as zonas históricas estarem em risco de descaracterização, de os espaços de restauração ficarem iguais e de os monumentos ficarem tão lotados que não se conseguem visitar.” – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/der-spiegel-diz-que-os-turistas-estao-a-destruir-o-que-amam-no-porto">Der Spiegel</a></p>
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<p>Isto é uma espiral da morte, este excesso de turismo está a destruir aquilo que eles querem experienciar ou ver. A autenticidade, o castiço que existia em Portugal, foi o que trouxe os turistas, está a ser destruído pelo turismo de massas.</p>
<p>Outras das críticas é a poluição, sobretudo pela aviação. Aqui surge outro problema, será que faz sentido o turismo internacional de fim de semana? Faz sentido fazer dois voos de avião, altamente poluidores, só para passar apenas dois ou três numa capital europeia? Na minha opinião, não faz sentido, pelo menos uma semana para ver a cidade. 2 dias não dá para ver nada, é mais tempo em aeroporto que a usufruir da cidade. Possivelmente é essa ideia, mais que usufruir a cidade, é mostrar ao outro que foi à cidade, o alimentar do instagram e gerar inveja, dizer aos amigos e aos colegas de trabalho que já visitou dezenas de cidades europeias. Isto é um sintoma do consumismo excessivo, de alta preferência temporal.</p>
<p>O aeroporto de Lisboa é outra novela, há muito que a sua capacidade está esgotada, é a pura demonstração da incompetência dos políticos portugueses, não conseguem escolher um local para a construção do novo aeroporto, já houve dezenas de localizações diferentes, a cada novo governo, anula tudo o que anterior fez e volta à fase inicial, estamos nisto há 50 anos. Foram gastos milhões em estudos e comissões e nada saiu do papel.</p>
<p>Outro cúmulo da política portuguesa é o aeroporto de Beja, praticamente não é utilizado:</p>
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<p>«O aeroporto de Beja registou, no passado mês de outubro, 1484 passageiros, assinalando, assim, “o melhor mês de 2023”.<br>No total, a infraestrutura recebeu, nos 11 primeiros meses do ano passado, 4907 passageiros, maioritariamente, de jatos privados.» – <a href="https://diariodoalentejo.pt/pt/noticias/17715/aeroporto-de-beja-com-mais-passageiros.aspx">diariodoalentejo.pt</a></p>
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<p>«O aeroporto de Lisboa movimentou, em 2023, 49,8% do total de passageiros (33,6 milhões), tendo crescido 19,1% comparando com 2022 e 7,9% face a 2019. Já o aeroporto do Porto movimentou 15,2 milhões de passageiros e Faro 9,64 milhões.» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/02/14/passageiros-nos-aeroportos-portugueses-ultrapassam-675-milhoes-em-2023-e-superam-nivel-pre-pandemia/">ECO</a></p>
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<p>De um lado temos um aeroporto lotado que recebe 33 milhões, por outro lado, a apenas 180 km temos um aeroporto internacional praticamente novo, que recebe apenas 5000 passageiros por ano, completamente vazio.</p>
<p>Se cerca de 6% dos turistas têm como destino o Alentejo e a zona centro recebem 12% dos turistas, parte destes turistas deveriam ser canalizados para Beja. Não faz qualquer sentido, com a existência de um aeroporto no Alentejo, os turistas com destino ao Alentejo e zona centro aterrarem todos em Lisboa, quando o de Beja está mais perto.</p>
<p>Com os incentivos certos, 10% poderiam aterrar em Beja, só que o governo não faz nada, é o problema da centralização. Quando não existe vontade política, nada muda.</p>
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<p>Mas o ponto de equilíbrio já há muito tempo que foi ultrapassado, no estrangeiro já é comum os protestos dos locais contra o excesso de turismo, em Portugal estão a surgir os primeiros movimentos.</p>
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<p>«A wave of protest against the negative impact of mass tourism is sweeping over Spain’s most popular holiday hotspots.<br>‘Go home!’, cries out a man in swimming togs, frantically waving at a group of bewildered tourists trying to access the Caló des Moro, one of Majorca’s most famous and picturesque beaches. He is one of the dozens of residents who had come early that Sunday to occupy the site, in protest againsst the ‘massification’ of tourism, which they say has “devastating effects” on their island, and their lives.<br>‘We have cruises [cruise ships] every day with thousands of people. We have a flight every minute! It’s cars, it’s pollution. Beaches, restaurants are full of the streets are full of people! We’re fed up!’ exclaims Joana Maria Estrany Vallespir, from “SOS Residents”, a protest collective.<br>‘TOURISM IS KILLING US’» – <a href="https://www.euronews.com/2024/07/12/mass-tourism-in-spain-drowning-the-balearic-islands?twclid=2-1jmc6ug4i7j4va2nrzwzmm186">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>Os protestos estão a surgir nos principais centros turísticos em todo o mundo, especialmente nas principais capitais europeias.</p>
<h1>Dependência</h1>
<p>Portugal está com um problema melindroso e complexo, é verdade que o excesso de turismo está a criar problemas, mas uma possível redução do turismo vai gerar ainda mais problemas. O país está demasiado dependente do turismo, sem ele, a crise será muito severa, será dramática.&nbsp;</p>
<p>O turismo é uma indústria orgânica, cresce sozinha, é descentralizada, não necessita de grande ajudas do estado, por isso cresce.</p>
<p>Os políticos passam o tempo a elogiar o crescimento económico (medíocre) do país, mas só acontece devido ao turismo. O restante da economia está estagnado, o centralismo político contenta-se com pouco, nada faz para incentivar/ajudar o crescimento de outras áreas. As ajudas não são necessariamente em dinheiro, basta menos burocracia e menos impostos e boas vias de comunicação. Portugal tem urgentemente reduzir a dependência do turismo, senão vai ter graves problemas.</p>
<p>É claro que o turismo é sector importante na economia, mas não pode ser o principal. E algo que temos que questionar, é se queremos o turismo de massas. Na minha opinião seria melhor para o país, em primeiro deslocalização do turismo por todo o país, para não ficar concentrado em poucos pontos. Também necessitamos reformular o turismo, para um turista com um poder de compra mais elevado, deixar de ser uma indústria de turismo <em>low cost</em> e de baixos salários.&nbsp;</p>
<p>Número de trabalhadores e remuneração bruta por trabalhador, 2014-2023:<br><img src="https://image.nostr.build/f37e30b1aa4ec0384164485003f68702abcbd32f382091ca926faec6c52f5b7b.jpg" alt="image"><br>Fonte: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=646074543&amp;DESTAQUESmodo=2">INE</a></p>
<p>Especificamente nas atividades de Alojamento (CAE 55), a remuneração bruta mensal por trabalhador situou-se em 1 249 euros em 2023. O salário médio de um trabalhador do sector do turismo é sempre menor que o salário médio nacional, ou seja, uma economia baseada em salários baixos.&nbsp;</p>
<p>Faz mais sentido apostar nos turistas com médio/alto poder de compra, alongamentos e serviços de melhor qualidade, funcionários mais qualificados e claro mais bem pagos.</p>
<p>É lógico que existirá menos turistas, mas gastam mais dinheiro, os centros históricos são menos caóticos, gerando uma melhor harmonia entre turistas e locais.</p>
<h1>Habitação</h1>
<p>Como disse em cima, o turismo não é o principal responsável, mas tem certa responsabilidade no problema habitacional na maioria dos países.&nbsp;</p>
<p>O principal problema tem origem na expansão monetária, levando as pessoas a comprar casas como uma reserva de valor, como uma proteção ou investimento. Como a procura aumentou e a oferta não acompanhou esse aumento, nos últimos anos foram construídas habitações suficientes. Essa enorme escassez levou a uma forte valorização das habitações, ficando inacessível aos jovens.</p>
<p>Agora é impossível resolver o problema rapidamente, vai demorar muitos anos, é necessário uma enorme planificação, é necessário construir muito e para complicar não existe mão-de-obra. Aqui está outro problema, os políticos portugueses não sabem planear a longo prazo. Alguns governos já estão a avançar com projectos de construção de habitação, mas só provocará efeitos a médio/longo prazo. Isto não é um problema exclusivo de Portugal, é um problema no mundo ocidental.</p>
<blockquote>
<p>«O aumento constante dos preços e rendas das casas agravaram a crise da habitação na UE na última década ainda que esta atinja de forma distinta os Estados-membros. Apesar de ser competência nacional a dimensão da crise da habitação está a fazer soar alarmes em Bruxelas e a levar o debate para o seio das instituições comunitárias.» – <a href="https://www.sabado.pt/europa-viva/detalhe/crise-da-habitacao-ja-fez-soar-os-alarmes-em-bruxelas">Sábado</a></p>
</blockquote>
<p>Devido à pressão das populações, os governos estão a começar a tomar medidas extremas com o objetivo de ter efeitos a curto prazo, como colocar restrições ao Airbnb.</p>
<blockquote>
<p>«Nova Iorque declara guerra ao Airbnb. Quer proibir os arrendamentos de curta duração._ _Milhares de alojamentos na cidade dos Estados Unidos da América estão prestes a ser eliminados da plataforma.<br>Após um ano de negociações, a Lei Local 18 (Local Law 18) entrou em vigor esta terça-feira, 5 de setembro, e é ainda mais rigorosa do que se previa. Não basta fazer o registo na administração local para poder listar um imóvel na plataforma. A partir de agora, só os anfitriões que moram na cidade é que podem colocar uma casa para arrendar no Airbnb — e têm de estar presentes quando alguém está hospedado. Cada pessoa só poderá ter, no máximo, dois convidados.» – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/nova-iorque-declara-guerra-ao-airbnb-quer-proibir-os-arrendamentos-de-curta-duracao">NIT</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«Itália está a considerar novas regras à escala nacional enquanto Penang, na Malásia, introduziu recentemente uma proibição.<br>Da Europa aos EUA, as cidades começaram a impor restrições aos alugueres de curta duração para contrariar a tendência.<br>Na semana passada, Florença, em Itália, anunciou a proibição de novas listagens do Airbnb e de outros alugueres de férias de curta duração no centro histórico da cidade. O país agora está a contemplar o endurecimento das regras à escala nacional.<br>Itália não é o único destino a bater o pé. Esta semana, a popular ilha de Penang, na Malásia, proibiu as acomodações ao estilo Airbnb.» – <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2023/06/12/italia-malasia-eua-que-cidades-e-paises-estao-a-apertar-o-cerco-ao-airbnb">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>A bolha do turismo está a alimentar a bolha no imobiliário, são duas enormes bolhas em simultâneo. Se a bolha do turismo rebentar, muitos negócios vão fechar, libertando imensas habitações. Além disso, vai gerar muito desemprego, muitos emigrantes vão voltar à sua terra natal, libertando ainda mais casas.</p>
<p>Se isto acontecer, vai provocar um excesso de oferta no mercado imobiliário e devido à crise vai gerar uma baixa na procura. Um choque na oferta, vai provocar uma forte queda do preço das casas, podendo provocar o estouro da bolha do imobiliário.</p>
<p>A crise do turismo poderá ser a primeira pedra do dominó a cair.</p>
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      <title><![CDATA[Onde...]]></title>
      <description><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 05 Jul 2024 16:05:42 GMT</pubDate>
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      <category>Sociedade</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
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      <title><![CDATA[De Bogalho a Paupério]]></title>
      <description><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 14 May 2024 15:49:43 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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      <title><![CDATA[Dia da Liberdade]]></title>
      <description><![CDATA[Uma pequena reflexão sobre liberdade e o 25 de Abril]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma pequena reflexão sobre liberdade e o 25 de Abril]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 25 Apr 2024 09:20:30 GMT</pubDate>
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      <category>Portugal</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Há exatamente 50 anos houve uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril_de_1974">revolução em Portugal</a>, que derrubou a ditadura, foi o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o século XX, foram 48 anos.</p>
<p>Por esse motivo, hoje, dia 25 de Abril, comemora-se o Dia da Liberdade.</p>
<p>A revolução trouxe-nos muitas formas de liberdade:</p>
<ul>
<li>liberdade circulação</li>
<li>liberdade de voto</li>
<li>liberdade de pensamento</li>
<li>liberdade de expressão</li>
<li>liberdade de imprensa</li>
<li>liberdade religiosa</li>
</ul>
<p>A ditadura terminou há 50 anos, mas hoje eu sinto que sou menos livre que há 20 anos. Cada vez mais, vivemos numa sociedade mais intolerante a um pensamento diferente do seu. Foram movimentos de esquerda que mais lutaram pela liberdade no período da ditadura, mas agora, uma esquerda radical quer impor as “suas liberdades” e os “seus pensamentos”, restringindo as liberdades e pensamentos de outros.</p>
<p>Uma coisa é acreditar que comer cenoura faz bem aos olhos, ou coisa é querer obrigar todas as pessoas a comerem cenoura. Na minha concepção de Liberdade, quem quiser come cenoura, quem não quer não come, simplesmente isto.</p>
<p>A partir do momento que começamos a restringir o pensamento de outro, onde está a liberdade de pensamento. Quanto temos que pensar duas ou três vezes, antes de dizer publicamente ou publicar algo online – com medo das repercussões – é porque não somos livres. A partir do momento onde existe medo, logo não existe liberdade de pensamento e de expressão.</p>
<p>A plenitude da Liberdade não significa que podemos fazer tudo, é claro que existem algumas restrições, desde que não invada/impeça a liberdade de outro.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da máxima, a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro, é pura verdade.</p>
<p>A sociedade está cada vez mais intolerante a opiniões contrárias à sua, as pessoas não querem ser livres, querem impor o seu pensamento. Não querem diversidade de pensamento, querem pensamento único. Não é possível uma democracia com um pensamento único.&nbsp;</p>
<p>No passado a censura era feita por policiais, agora é por grupo organizado ideologicamente, atrás de um teclado ou através da pressão pública/mediática, a política do cancelamento.</p>
<p>Eu não consigo compreender, o que aconteceu nos últimos 20 anos, que provocou uma mudança tão drástica na sociedade,&nbsp; onde houve um retrocesso na liberdade. Chegámos ao cúmulo de suspender a liberdade de circulação ou bloquear contas bancárias apenas por discordância de opinião. Ou colocar em causa a propriedade privada.</p>
<p>Liberdade não é anarquia, não é fazer o que vai na real gana, mas sim respeitar o próximo e respeitar a si próprio. Fazer aos outros, o que queremos que façam a nós. Em suma, respeito e responsabilidade.</p>
<p>Outro ponto sensível da actualidade é as fakenews, em nome de acabar com</p>
<p>as fakenews, os países estão a criar leis que restringem a liberdade de expressão. Organismos estatais, políticos em cargos estatais e jornalistas têm a obrigação de dizer a verdade, não podem fazer fakenews.&nbsp;</p>
<p>Mas um cidadão individual, sem cargos políticos, não poderá ter a liberdade de mentir?</p>
<p>Na opinião tem a liberdade de mentir, também tem a liberdade de ofender alguém, mas terá que arcar com as consequências legais desse ato, em tribunal claro. Não faz qualquer sentido,&nbsp; bloquear preventivamente alguém nas redes sociais, isto limita, impede o direito à liberdade de expressão.</p>
<p>Quantos copérnicos são cancelados nas redes sociais?</p>
<p>O julgar da verdade ou mentira é sempre limitada aos dados existentes, esses dados podem mudar ao longo do tempo. Como dizia o mítico Pimenta Machado, “o que hoje é verdade amanhã é mentira”.&nbsp;</p>
<p>Isto leva-nos a outro problema, terá que existir alguém, um juiz que decida o que viola ou não a lei, verdade ou mentira. Só um juiz pode ter o poder de decidir, nunca um político ou um qualquer funcionário de uma bigtech. Mesmo os juízes têm as suas limitações, porque limitam-se a cumprir a lei, lei feita pelos próprios estados. Um estado em caso de discordância com algum tribunal, basta mudar a lei, o estado tem um poder absoluto.</p>
<p>A incitação ao ódio e as Fakenews, são algo tão abrangente e ao mesmo tempo abstrato, onde é possível fazer infinitas interpretações. Os governos aproveitam desse abstracionismo para limitar as liberdades dos seus cidadãos.</p>
<h1>Liberdade monetária</h1>
<p>A revolução trouxe-nos muitas liberdades, mas a liberdade fundamental ainda não conseguimos adquirir, a Liberdade monetária/financeira, sem esta, as restantes liberdade não poderão ser exercidas na sua plenitude. Necessitamos de uma sociedade que incentive a liberdade de pensamento, um pensamento crítico.</p>
<p>Tem que existir uma separação real da política monetária, do poder político. Será tão ou mais importante para a humanidade, como foi a separação da religião, do poder político.</p>
<p>Passados 50 anos, em termos gerais, o nível de ensino melhorou em Portugal, mas em termos de literacia financeira, pouco melhoramos. Existindo partidos políticos que são abertamente contra a educação financeira nas escolas, segundo eles, o conhecimento pode levar as pessoas a fazer escolhas erradas. Curiosamente, o antigo regime tinha uma política similar. Porque um povo inculto é mais obediente, submisso e menos pensante, mais ignorante.</p>
<p>Curiosamente, esse partido apoia um grupo extremista, de criminosos, que destrói património, ataca pessoas, roça o terrorismo, tudo com o pretexto da causa ambiental.&nbsp;Todos temos a liberdade e direito de protestar, desde que não invada no direitos de outros, desde que não destrua património de outros, desde que não agrida outros e que não impeça que outros trabalhem. O partido apenas apoia na surdina, porque nem tem coragem para o admitir publicamente que o apoia.</p>
<p>Se algo é a representação clara do que é liberdade é o Bitcoin. É a liberdade pura. Mas isso não significa que todos os bitcoiners defendam a liberdade plena, como em todo o lado existem os radicais.</p>
<p>Se nós queremos ter a liberdade de utilizar o bitcoin, também temos que aceitar com naturalidade, as pessoas que não querem ter, não podemos ofender por terem uma opinião diferente da nossa.&nbsp;Se nós somos contra o uso forçado da moeda FIAT, não podemos ser a favor do uso forçado do bitcoin, é uma incongruência. Temos que ser a favor da liberdade monetária, os cidadãos devem ter a liberdade de escolher a moeda que querem transacionar. Se as duas partes concordam em fazer uma transação numa respectiva moeda, qualquer que seja a moeda, não devem existir restrições legais que o impeçam.</p>
<p>Até entre nós bitcoiners mais puristas temos que exigir, a nós próprios, mais liberdade, aceitar pensamentos e visões diferentes, isso é liberdade, não existem verdades absolutas, não existe uma visão única sobre o Bitcoin. Liberdade é isso, cada um faz e usa como quer. Não existem uns superiores aos outros, somos todos bitcoiners.</p>
<p>A rejeição ao FIAT e ter 100% exposto a bitcoin não deve ser uma obrigação, mas sim um caminho longo que pode ser percorrido à velocidade de cada cidadão, ao&nbsp; seu próprio ritmo.&nbsp;</p>
<p>Não devemos ser tão críticos ou ofender uma pessoa por utilizar a Liquid (ou Cashu), se utiliza a Liquid é porque a sua condição financeira não permite utilizar a Layer 1, mas quer estar exposto a bitcoin. É verdade que Liquid não é exatamente igual a Bitcoin, mas é substancialmente superior a quaisquer outras cripto ou shitcoin.&nbsp;</p>
<p>Será que temos o direito de criticar um cubano por este utilizar Liquid, ele não tem condições financeiras para fazer transações na L1, 10$ de taxa, é o salário semanal dele. Claro que não devemos criticar ou chamá-lo de shitcoiner por este utilizar Liquid.</p>
<p>Hoje em dia, já milhões de pessoas estão impedidas de utilizar a L1, onde a sua única alternativa é utilizar Lightning Network custodial ou Liquid. Neste cenário, eu considero a Liquid muito mais segura.&nbsp;</p>
<p>Hoje são os mais pobres de estão impedidas de utilizar a L1, mas num futuro próximo, sermos nós a ter estas dificuldades, possivelmente faremos 1 ou 2 transações por ano na l1, enviaremos os fundos para uma layer 2 (como a Liquid) e a partir desta vamos fazer os pagamentos do dia-a-dia. Esta situação é inevitável.</p>
<p>Também não devemos criticar quem não faz auto-custódia, no máximo devemos aconselhar, explicar qual é a melhor solução. Mas a decisão final é do indivíduo, que deve ter a liberdade de escolher a custódia que mais se adequa ao seu perfil. Nós só nos resta respeitar essa decisão. A auto-custódio é um assunto bastante sensível, para nós mais puristas a auto-custódia é essencial, mas nós somos uma minoria muito pequena, a maioria da população não quer ou não tem conhecimentos para ser soberano. Com o tempo, possivelmente algumas destas pessoas vão aprender a fazer a auto-custódia, mas a maioria nunca o fará. Estas pessoas têm todo o direito de ter bitcoin, e nós mais experientes devemos aconselhar quais os melhores serviços, é preferível um sistema com um custódia partilhada (tipo Bitkey) do que utilizar exchange. O que é inaceitável, é as pessoas quererem ter bitcoin mas só não o tem porque tem medo de fazer a auto-custódia, é mil vezes preferível utilizar um sistema de custódia partilhada do que ter zero bitcoin.</p>
<p>Como digo em cima, as pessoas têm a liberdade de criticar ou de ofender, mas depois terão que sofrer as consequências dos seus atos, que neste caso, que devido à agressividade nos comentários vão afastar os novatos, atrasando a adoção do Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Todos somos bitcoiners, apenas temos visões e utilização diferente.</p>
<p>Hoje é 25, mas ontem na véspera da celebração da Liberdade, a Política Judiciária deteve um programador informático, acatando ordem de extradição dos EUA. Que país é este, que liberdade é esta, que prende alguém que apenas escreveu algumas linhas de código.</p>
<p>Na minha opinião, o auge da liberdade foi por volta dos anos 2000, de lá pra cá tem existido uma gradual deterioração das liberdade e dos direitos. Se nada for feito, qualquer dia será tarde demais… quando começamos a ceder liberdades em prol de segurança, vamos acabar por perder a segurança e a liberdade.</p>
<p>Falta ainda cumprir Abril!</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>Por esse motivo, hoje, dia 25 de Abril, comemora-se o Dia da Liberdade.</p>
<p>A revolução trouxe-nos muitas formas de liberdade:</p>
<ul>
<li>liberdade circulação</li>
<li>liberdade de voto</li>
<li>liberdade de pensamento</li>
<li>liberdade de expressão</li>
<li>liberdade de imprensa</li>
<li>liberdade religiosa</li>
</ul>
<p>A ditadura terminou há 50 anos, mas hoje eu sinto que sou menos livre que há 20 anos. Cada vez mais, vivemos numa sociedade mais intolerante a um pensamento diferente do seu. Foram movimentos de esquerda que mais lutaram pela liberdade no período da ditadura, mas agora, uma esquerda radical quer impor as “suas liberdades” e os “seus pensamentos”, restringindo as liberdades e pensamentos de outros.</p>
<p>Uma coisa é acreditar que comer cenoura faz bem aos olhos, ou coisa é querer obrigar todas as pessoas a comerem cenoura. Na minha concepção de Liberdade, quem quiser come cenoura, quem não quer não come, simplesmente isto.</p>
<p>A partir do momento que começamos a restringir o pensamento de outro, onde está a liberdade de pensamento. Quanto temos que pensar duas ou três vezes, antes de dizer publicamente ou publicar algo online – com medo das repercussões – é porque não somos livres. A partir do momento onde existe medo, logo não existe liberdade de pensamento e de expressão.</p>
<p>A plenitude da Liberdade não significa que podemos fazer tudo, é claro que existem algumas restrições, desde que não invada/impeça a liberdade de outro.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da máxima, a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro, é pura verdade.</p>
<p>A sociedade está cada vez mais intolerante a opiniões contrárias à sua, as pessoas não querem ser livres, querem impor o seu pensamento. Não querem diversidade de pensamento, querem pensamento único. Não é possível uma democracia com um pensamento único.&nbsp;</p>
<p>No passado a censura era feita por policiais, agora é por grupo organizado ideologicamente, atrás de um teclado ou através da pressão pública/mediática, a política do cancelamento.</p>
<p>Eu não consigo compreender, o que aconteceu nos últimos 20 anos, que provocou uma mudança tão drástica na sociedade,&nbsp; onde houve um retrocesso na liberdade. Chegámos ao cúmulo de suspender a liberdade de circulação ou bloquear contas bancárias apenas por discordância de opinião. Ou colocar em causa a propriedade privada.</p>
<p>Liberdade não é anarquia, não é fazer o que vai na real gana, mas sim respeitar o próximo e respeitar a si próprio. Fazer aos outros, o que queremos que façam a nós. Em suma, respeito e responsabilidade.</p>
<p>Outro ponto sensível da actualidade é as fakenews, em nome de acabar com</p>
<p>as fakenews, os países estão a criar leis que restringem a liberdade de expressão. Organismos estatais, políticos em cargos estatais e jornalistas têm a obrigação de dizer a verdade, não podem fazer fakenews.&nbsp;</p>
<p>Mas um cidadão individual, sem cargos políticos, não poderá ter a liberdade de mentir?</p>
<p>Na opinião tem a liberdade de mentir, também tem a liberdade de ofender alguém, mas terá que arcar com as consequências legais desse ato, em tribunal claro. Não faz qualquer sentido,&nbsp; bloquear preventivamente alguém nas redes sociais, isto limita, impede o direito à liberdade de expressão.</p>
<p>Quantos copérnicos são cancelados nas redes sociais?</p>
<p>O julgar da verdade ou mentira é sempre limitada aos dados existentes, esses dados podem mudar ao longo do tempo. Como dizia o mítico Pimenta Machado, “o que hoje é verdade amanhã é mentira”.&nbsp;</p>
<p>Isto leva-nos a outro problema, terá que existir alguém, um juiz que decida o que viola ou não a lei, verdade ou mentira. Só um juiz pode ter o poder de decidir, nunca um político ou um qualquer funcionário de uma bigtech. Mesmo os juízes têm as suas limitações, porque limitam-se a cumprir a lei, lei feita pelos próprios estados. Um estado em caso de discordância com algum tribunal, basta mudar a lei, o estado tem um poder absoluto.</p>
<p>A incitação ao ódio e as Fakenews, são algo tão abrangente e ao mesmo tempo abstrato, onde é possível fazer infinitas interpretações. Os governos aproveitam desse abstracionismo para limitar as liberdades dos seus cidadãos.</p>
<h1>Liberdade monetária</h1>
<p>A revolução trouxe-nos muitas liberdades, mas a liberdade fundamental ainda não conseguimos adquirir, a Liberdade monetária/financeira, sem esta, as restantes liberdade não poderão ser exercidas na sua plenitude. Necessitamos de uma sociedade que incentive a liberdade de pensamento, um pensamento crítico.</p>
<p>Tem que existir uma separação real da política monetária, do poder político. Será tão ou mais importante para a humanidade, como foi a separação da religião, do poder político.</p>
<p>Passados 50 anos, em termos gerais, o nível de ensino melhorou em Portugal, mas em termos de literacia financeira, pouco melhoramos. Existindo partidos políticos que são abertamente contra a educação financeira nas escolas, segundo eles, o conhecimento pode levar as pessoas a fazer escolhas erradas. Curiosamente, o antigo regime tinha uma política similar. Porque um povo inculto é mais obediente, submisso e menos pensante, mais ignorante.</p>
<p>Curiosamente, esse partido apoia um grupo extremista, de criminosos, que destrói património, ataca pessoas, roça o terrorismo, tudo com o pretexto da causa ambiental.&nbsp;Todos temos a liberdade e direito de protestar, desde que não invada no direitos de outros, desde que não destrua património de outros, desde que não agrida outros e que não impeça que outros trabalhem. O partido apenas apoia na surdina, porque nem tem coragem para o admitir publicamente que o apoia.</p>
<p>Se algo é a representação clara do que é liberdade é o Bitcoin. É a liberdade pura. Mas isso não significa que todos os bitcoiners defendam a liberdade plena, como em todo o lado existem os radicais.</p>
<p>Se nós queremos ter a liberdade de utilizar o bitcoin, também temos que aceitar com naturalidade, as pessoas que não querem ter, não podemos ofender por terem uma opinião diferente da nossa.&nbsp;Se nós somos contra o uso forçado da moeda FIAT, não podemos ser a favor do uso forçado do bitcoin, é uma incongruência. Temos que ser a favor da liberdade monetária, os cidadãos devem ter a liberdade de escolher a moeda que querem transacionar. Se as duas partes concordam em fazer uma transação numa respectiva moeda, qualquer que seja a moeda, não devem existir restrições legais que o impeçam.</p>
<p>Até entre nós bitcoiners mais puristas temos que exigir, a nós próprios, mais liberdade, aceitar pensamentos e visões diferentes, isso é liberdade, não existem verdades absolutas, não existe uma visão única sobre o Bitcoin. Liberdade é isso, cada um faz e usa como quer. Não existem uns superiores aos outros, somos todos bitcoiners.</p>
<p>A rejeição ao FIAT e ter 100% exposto a bitcoin não deve ser uma obrigação, mas sim um caminho longo que pode ser percorrido à velocidade de cada cidadão, ao&nbsp; seu próprio ritmo.&nbsp;</p>
<p>Não devemos ser tão críticos ou ofender uma pessoa por utilizar a Liquid (ou Cashu), se utiliza a Liquid é porque a sua condição financeira não permite utilizar a Layer 1, mas quer estar exposto a bitcoin. É verdade que Liquid não é exatamente igual a Bitcoin, mas é substancialmente superior a quaisquer outras cripto ou shitcoin.&nbsp;</p>
<p>Será que temos o direito de criticar um cubano por este utilizar Liquid, ele não tem condições financeiras para fazer transações na L1, 10$ de taxa, é o salário semanal dele. Claro que não devemos criticar ou chamá-lo de shitcoiner por este utilizar Liquid.</p>
<p>Hoje em dia, já milhões de pessoas estão impedidas de utilizar a L1, onde a sua única alternativa é utilizar Lightning Network custodial ou Liquid. Neste cenário, eu considero a Liquid muito mais segura.&nbsp;</p>
<p>Hoje são os mais pobres de estão impedidas de utilizar a L1, mas num futuro próximo, sermos nós a ter estas dificuldades, possivelmente faremos 1 ou 2 transações por ano na l1, enviaremos os fundos para uma layer 2 (como a Liquid) e a partir desta vamos fazer os pagamentos do dia-a-dia. Esta situação é inevitável.</p>
<p>Também não devemos criticar quem não faz auto-custódia, no máximo devemos aconselhar, explicar qual é a melhor solução. Mas a decisão final é do indivíduo, que deve ter a liberdade de escolher a custódia que mais se adequa ao seu perfil. Nós só nos resta respeitar essa decisão. A auto-custódio é um assunto bastante sensível, para nós mais puristas a auto-custódia é essencial, mas nós somos uma minoria muito pequena, a maioria da população não quer ou não tem conhecimentos para ser soberano. Com o tempo, possivelmente algumas destas pessoas vão aprender a fazer a auto-custódia, mas a maioria nunca o fará. Estas pessoas têm todo o direito de ter bitcoin, e nós mais experientes devemos aconselhar quais os melhores serviços, é preferível um sistema com um custódia partilhada (tipo Bitkey) do que utilizar exchange. O que é inaceitável, é as pessoas quererem ter bitcoin mas só não o tem porque tem medo de fazer a auto-custódia, é mil vezes preferível utilizar um sistema de custódia partilhada do que ter zero bitcoin.</p>
<p>Como digo em cima, as pessoas têm a liberdade de criticar ou de ofender, mas depois terão que sofrer as consequências dos seus atos, que neste caso, que devido à agressividade nos comentários vão afastar os novatos, atrasando a adoção do Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Todos somos bitcoiners, apenas temos visões e utilização diferente.</p>
<p>Hoje é 25, mas ontem na véspera da celebração da Liberdade, a Política Judiciária deteve um programador informático, acatando ordem de extradição dos EUA. Que país é este, que liberdade é esta, que prende alguém que apenas escreveu algumas linhas de código.</p>
<p>Na minha opinião, o auge da liberdade foi por volta dos anos 2000, de lá pra cá tem existido uma gradual deterioração das liberdade e dos direitos. Se nada for feito, qualquer dia será tarde demais… quando começamos a ceder liberdades em prol de segurança, vamos acabar por perder a segurança e a liberdade.</p>
<p>Falta ainda cumprir Abril!</p>
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