<rss
      xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
      xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
      xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
      xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
      xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
      version="2.0"
    >
      <channel>
        <title><![CDATA[COMPILADOS NOSTR]]></title>
        <description><![CDATA[Compilados de artigos, notícias e tutoriais publicados na rede Nostr em português.]]></description>
        <link>https://compilados.npub.pro/tag/mal/</link>
        <atom:link href="https://compilados.npub.pro/tag/mal/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <itunes:new-feed-url>https://compilados.npub.pro/tag/mal/rss/</itunes:new-feed-url>
        <itunes:author><![CDATA[idsera]]></itunes:author>
        <itunes:subtitle><![CDATA[Compilados de artigos, notícias e tutoriais publicados na rede Nostr em português.]]></itunes:subtitle>
        <itunes:type>episodic</itunes:type>
        <itunes:owner>
          <itunes:name><![CDATA[idsera]]></itunes:name>
          <itunes:email><![CDATA[idsera]]></itunes:email>
        </itunes:owner>
            
      <pubDate>Sat, 14 Dec 2024 14:05:58 GMT</pubDate>
      <lastBuildDate>Sat, 14 Dec 2024 14:05:58 GMT</lastBuildDate>
      
      <itunes:image href="https://pfp.nostr.build/d04bb7baa476bbb67c4b0bb02e676d0fb8cd20b809f6956ed68d2adc647b91b1.jpg" />
      <image>
        <title><![CDATA[COMPILADOS NOSTR]]></title>
        <link>https://compilados.npub.pro/tag/mal/</link>
        <url>https://pfp.nostr.build/d04bb7baa476bbb67c4b0bb02e676d0fb8cd20b809f6956ed68d2adc647b91b1.jpg</url>
      </image>
      <item>
      <title><![CDATA[Será que o mal existe? ]]></title>
      <description><![CDATA[A verdadeira face do mal]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[A verdadeira face do mal]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 14 Dec 2024 14:05:58 GMT</pubDate>
      <link>https://compilados.npub.pro/post/ser-que-o-mal-existe-ttbad7/</link>
      <comments>https://compilados.npub.pro/post/ser-que-o-mal-existe-ttbad7/</comments>
      <guid isPermaLink="false">naddr1qqd4xetj94ch2efddukk6ctv94jhs6tnw3jj6ar5vfskgdczyz7n9ungdf04rjhq3zd9pqtpydwh485dnp3npqrvyg3nf73zkvukvqcyqqq823cmpfzdc</guid>
      <category>mal</category>
      
      <noteId>naddr1qqd4xetj94ch2efddukk6ctv94jhs6tnw3jj6ar5vfskgdczyz7n9ungdf04rjhq3zd9pqtpydwh485dnp3npqrvyg3nf73zkvukvqcyqqq823cmpfzdc</noteId>
      <npub>npub1h5e0y6r2tagu4cygnfggzcfrt4afarvcvvcgqmpzyv605g4n89nqhlf2e2</npub>
      <dc:creator><![CDATA[Tiago G]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O título deste texto dá-nos uma pergunta retórica, isto é, uma interrogação com uma resposta evidente. Para que não restem dúvidas a resposta evidente seria, um enfático e inequívoco sim. Sim, o mal existe. Contudo, nos dias que correm muitas pessoas aparentam duvidar da existência do mal.</p>
<p>Creio que em verdade não será tanto uma dúvida sincera, porque de facto ninguém consegue sustentar uma visão de mundo sem ter alguma ideia do que é o mal. Penso que será mais uma tentativa de fazer apologética do mal, disfarçada de uma certa ingenuidade. O que quero dizer é que as pessoas que apregoam que o mal não existe sabem perfeitamente que existe, no entanto é conveniente negá-lo para que daí não decorra um julgamento sincero das suas atitudes. A definição objetiva destas coisas pode ser-nos difícil porque implica que nos vejamos de uma forma mais clara e honesta quando usamos de uma medida objetiva.</p>
<p>Ao desviarmos a atenção destes factos, tentamos de alguma forma justificar a nossa corrupção moral. Dizemos adágios populares como: “cada cabeça sua sentença”; isto para esconder um facto incontornável que é a universalidade do mal. Significa isto que o mal quando nasce é para todos, assim como o bem. Não é lógico nem racional defender que a pedofilia é um mal na nossa cultura mas que nas outras culturas não é assim tão mau. Se é um mal é-o naturalmente para a humanidade. Por outro lado defender que as leis morais são exclusivas para um determinado grupo de humanos é concorrer para a ideia de casta social ou diferença na essência do humano.</p>
<p>Um outro esquema que nos leva a considerar que o mal é relativo é o facto de ignorarmos de onde provém a definição de mal. É porventura frequente que imbuídos do espírito da democracia ocidental julguemos que a possível definição de mal vem da convenção social, ou seja, daquilo que a maior parte das pessoas acredita ser o mal. Contudo, facilmente percebemos que não é assim, que a definição de mal não provém de convenção social mas que depende de condições preternaturais. Há uma intemporalidade no mal que não depende da época ou da convenção social.</p>
<p>Penso que a analogia com a física pode ajudar-nos a perceber melhor estas realidades. Não há uma lei da gravidade diferente para a pessoa A e para a pessoa B, a lei é exatamente a mesma no entanto os corpos movem-se a diferentes velocidades e altitudes portanto sentem-na de formas diferentes.</p>
<p>No ramo da psicologia vejo infelizmente um problema sério que se pretende com a excessiva utilização da linguagem terapêutica para falar sobre o mal. É muitíssimo frequente ver uma tentativa de patologizar todos os males. Não negando que o distúrbio psíquico pode estar presente na pessoa que comete um mal, inclusive um mal grave, isso não significa que em muitos casos não haja um assentimento consciente e deliberado da pessoa àquela atitude. Esta linguagem terapêutica levam-nos por vezes a romantizar o mal, e a procurar narrativas que o tornam numa novela sentimental onde a pessoa é sempre rotulada como uma vítima das circunstâncias contextuais, basta vermos o exemplo do marxismo que assim a determina.</p>
<p>Nesta ideologia a pessoa comete crimes porque é pobre e foi vetada a uma exclusão social, como se não fosse possível à pessoa pobre seguir um caminho de retidão moral. O filme Joker ilustra bem este aspeto novelesco da romantização do mal. Neste filme a personagem principal, um psicopata degenerado, é retratado como um doente mental que procura fazer “justiça” assassinando inocentes e destruindo património. Devido à pueril noção de agência, responsabilidade individual, e livre arbítrio o mal é quase tratado como uma caminho único, como se a personagem estivesse predestinada aquele mal.</p>
<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F41e645b3-5423-4a82-85ef-c7f69bb2f04e_1486x821.jpeg" alt="A 'Joker' sequel? Joaquin Phoenix on the potential for more - Los Angeles  Times">&gt; <em>Joaquin Phoenix - Joker 2019</em></p>
<p>São muitos os esquemas á nossa volta que além de dissimularem o mal, tentando indicar a sua inexistência, o promovem como sendo um bem. São muitas as mensagens contraditórias que promovem o exercício da vontade humana como um imperativo moral. São também frequentes as apologias à tolerância e empatia para com o mal. Contudo, isto é absurdidade. Como teremos ordem e paz sem combater os males? Como teremos espaço para a virtude quando tudo estiver tomado pelo mal ? Precisamos de filtrar este ruido para perceber de forma mais objetiva qual é a verdadeira face do mal.      </p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[Tiago G]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O título deste texto dá-nos uma pergunta retórica, isto é, uma interrogação com uma resposta evidente. Para que não restem dúvidas a resposta evidente seria, um enfático e inequívoco sim. Sim, o mal existe. Contudo, nos dias que correm muitas pessoas aparentam duvidar da existência do mal.</p>
<p>Creio que em verdade não será tanto uma dúvida sincera, porque de facto ninguém consegue sustentar uma visão de mundo sem ter alguma ideia do que é o mal. Penso que será mais uma tentativa de fazer apologética do mal, disfarçada de uma certa ingenuidade. O que quero dizer é que as pessoas que apregoam que o mal não existe sabem perfeitamente que existe, no entanto é conveniente negá-lo para que daí não decorra um julgamento sincero das suas atitudes. A definição objetiva destas coisas pode ser-nos difícil porque implica que nos vejamos de uma forma mais clara e honesta quando usamos de uma medida objetiva.</p>
<p>Ao desviarmos a atenção destes factos, tentamos de alguma forma justificar a nossa corrupção moral. Dizemos adágios populares como: “cada cabeça sua sentença”; isto para esconder um facto incontornável que é a universalidade do mal. Significa isto que o mal quando nasce é para todos, assim como o bem. Não é lógico nem racional defender que a pedofilia é um mal na nossa cultura mas que nas outras culturas não é assim tão mau. Se é um mal é-o naturalmente para a humanidade. Por outro lado defender que as leis morais são exclusivas para um determinado grupo de humanos é concorrer para a ideia de casta social ou diferença na essência do humano.</p>
<p>Um outro esquema que nos leva a considerar que o mal é relativo é o facto de ignorarmos de onde provém a definição de mal. É porventura frequente que imbuídos do espírito da democracia ocidental julguemos que a possível definição de mal vem da convenção social, ou seja, daquilo que a maior parte das pessoas acredita ser o mal. Contudo, facilmente percebemos que não é assim, que a definição de mal não provém de convenção social mas que depende de condições preternaturais. Há uma intemporalidade no mal que não depende da época ou da convenção social.</p>
<p>Penso que a analogia com a física pode ajudar-nos a perceber melhor estas realidades. Não há uma lei da gravidade diferente para a pessoa A e para a pessoa B, a lei é exatamente a mesma no entanto os corpos movem-se a diferentes velocidades e altitudes portanto sentem-na de formas diferentes.</p>
<p>No ramo da psicologia vejo infelizmente um problema sério que se pretende com a excessiva utilização da linguagem terapêutica para falar sobre o mal. É muitíssimo frequente ver uma tentativa de patologizar todos os males. Não negando que o distúrbio psíquico pode estar presente na pessoa que comete um mal, inclusive um mal grave, isso não significa que em muitos casos não haja um assentimento consciente e deliberado da pessoa àquela atitude. Esta linguagem terapêutica levam-nos por vezes a romantizar o mal, e a procurar narrativas que o tornam numa novela sentimental onde a pessoa é sempre rotulada como uma vítima das circunstâncias contextuais, basta vermos o exemplo do marxismo que assim a determina.</p>
<p>Nesta ideologia a pessoa comete crimes porque é pobre e foi vetada a uma exclusão social, como se não fosse possível à pessoa pobre seguir um caminho de retidão moral. O filme Joker ilustra bem este aspeto novelesco da romantização do mal. Neste filme a personagem principal, um psicopata degenerado, é retratado como um doente mental que procura fazer “justiça” assassinando inocentes e destruindo património. Devido à pueril noção de agência, responsabilidade individual, e livre arbítrio o mal é quase tratado como uma caminho único, como se a personagem estivesse predestinada aquele mal.</p>
<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F41e645b3-5423-4a82-85ef-c7f69bb2f04e_1486x821.jpeg" alt="A 'Joker' sequel? Joaquin Phoenix on the potential for more - Los Angeles  Times">&gt; <em>Joaquin Phoenix - Joker 2019</em></p>
<p>São muitos os esquemas á nossa volta que além de dissimularem o mal, tentando indicar a sua inexistência, o promovem como sendo um bem. São muitas as mensagens contraditórias que promovem o exercício da vontade humana como um imperativo moral. São também frequentes as apologias à tolerância e empatia para com o mal. Contudo, isto é absurdidade. Como teremos ordem e paz sem combater os males? Como teremos espaço para a virtude quando tudo estiver tomado pelo mal ? Precisamos de filtrar este ruido para perceber de forma mais objetiva qual é a verdadeira face do mal.      </p>
]]></itunes:summary>
      
      </item>
      
      </channel>
      </rss>
    