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      <pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:16:57 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Um problema sem solução]]></title>
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      <pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:16:57 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
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      <title><![CDATA[Austeridade]]></title>
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      <pubDate>Wed, 21 May 2025 13:16:45 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<ol>
<li>Índole ou característica de quem é austero;</li>
<li>Rigor ou rigidez; designação de severidade;</li>
<li>Inexistência de adornos ou adereços;</li>
<li>(Economia) Moderação do que é gasto;</li>
<li>(Economia) Política do governo que tem como finalidade reduzir os gastos públicos.</li>
</ol>
<p>(Etm. do latim: austeritāte)</p>
<p>Antes da crise da dívida soberana, raramente os portugueses ouviam, ou realmente sabiam o significado da palavra. Depois da crise, para os portugueses essa palavra representa muito mais que apenas 11 caracteres, é uma cicatriz para muitas gerações, foi traumatizante.</p>
<p>Na época, o limite da yield da dívida soberana a 10 anos era os 7%, assim que superou, o governo teve que pedir assistência financeira ao FMI. A partir desse momento, a palavra Austeridade nunca mais saiu do léxico dos português.</p>
<p>A crise não foi apenas em Portugal, afetou também Irlanda, Grécia e Espanha, ficaram conhecidos como PIGS.</p>
<p>Se essa crise da dívida soberana demonstrou a fragilidade da UE, estamos a falar de pequenas/médias economias, o que acontecerá se isto se repetir mas nas grandes economias?</p>
<p>Hoje em dia, a yield portuguesa (3.1%) é melhor que a maioria das grandes potências econômicas, a ironia do destino. </p>
<ul>
<li>Reino Unido: 4.7%</li>
<li>EUA: 4.5%</li>
<li>Austrália: 4.5%</li>
<li>Itália: 3.6%</li>
<li>França: 3.3%</li>
</ul>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1747833207948-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
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<li>Índole ou característica de quem é austero;</li>
<li>Rigor ou rigidez; designação de severidade;</li>
<li>Inexistência de adornos ou adereços;</li>
<li>(Economia) Moderação do que é gasto;</li>
<li>(Economia) Política do governo que tem como finalidade reduzir os gastos públicos.</li>
</ol>
<p>(Etm. do latim: austeritāte)</p>
<p>Antes da crise da dívida soberana, raramente os portugueses ouviam, ou realmente sabiam o significado da palavra. Depois da crise, para os portugueses essa palavra representa muito mais que apenas 11 caracteres, é uma cicatriz para muitas gerações, foi traumatizante.</p>
<p>Na época, o limite da yield da dívida soberana a 10 anos era os 7%, assim que superou, o governo teve que pedir assistência financeira ao FMI. A partir desse momento, a palavra Austeridade nunca mais saiu do léxico dos português.</p>
<p>A crise não foi apenas em Portugal, afetou também Irlanda, Grécia e Espanha, ficaram conhecidos como PIGS.</p>
<p>Se essa crise da dívida soberana demonstrou a fragilidade da UE, estamos a falar de pequenas/médias economias, o que acontecerá se isto se repetir mas nas grandes economias?</p>
<p>Hoje em dia, a yield portuguesa (3.1%) é melhor que a maioria das grandes potências econômicas, a ironia do destino. </p>
<ul>
<li>Reino Unido: 4.7%</li>
<li>EUA: 4.5%</li>
<li>Austrália: 4.5%</li>
<li>Itália: 3.6%</li>
<li>França: 3.3%</li>
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      <title><![CDATA[Mudança profundas]]></title>
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             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 19 May 2025 09:47:30 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Algo que me faz uma certa confusão,  é ouvir as pessoas, a afirmarem que será impossível existir um governo e uma economia saudável com o Bitcoin ou qualquer outra moeda não inflacionária. Que o Bitcoin como moeda, iria tornar a sociedade numa anarquia.</p>
<p>A governança da nossa sociedade é baseada em 3 pilares: o governo, económico e moeda. Os 3 evoluíram e se adaptaram mutuamente e em simultâneo ao longo do tempo.<br>Só que essa e evolução, trouxe-nos para um centralismo atroz, onde os governos condicionadam excessivamente a economia e controlam a moeda. Em vez de 3 pilares, temos apenas um, o governo, a economia deixou de ser livre e a moeda é manipulada para financiar o governo.</p>
<p>É claro, se nós mudarmos apenas o sistema monetário, o equilíbrio dos 3 pilares vai quebrar, assim não vai funcionar.<br>O erro é acreditar que é possível mudar apenas um pilar, sem adaptar os outros.</p>
<p>Na prática temos que mudar apenas um (governo), os outros dois é libertá-los. Os governos modernos são baseados em défice orçamental, impostos altos, dívida soberana e inflação monetária para o seu financiamento e para controlar a economia. Como os governos estão altamente endividados e com altas taxas de impostos, só lhe resta a última carta, a moeda/inflação monetária.</p>
<p>Se perdessem o controlo da moeda, seria necessário uma mudança profunda nos estados modernos. Em vez de ter défice-dívida-inflação, teriam mudar para excedente-reservas-deflação, é fazer o oposto do que fazem hoje.<br>É claro que ao podemos apenas mudar de uma moeda inflacionária para uma não inflacionária e manter inalterado os outros dois, isso não vai resultar. Será necessário mudar os 3 para que funcione bem.</p>
<p>É aqui está o problema, será uma mudança profunda nos governos modernos, têm que passar a ter excedente orçamental e criar reservas monetária. Isso vai obrigar os governos a ter muita disciplina e boa gestão, nos momentos de crescimento económico terão que fazer reservas e zerar a dívida soberana. Depois nos períodos de recessão vai utilizar as reservas e se necessário criar dívida soberana para ajudar na recuperação da economia, actualmente os governos utilizam a expansão monetária para esse fim.</p>
<p>Se alguém tem um problema de alcoolismo, não pode apenas trocar whisky por vinho, a mudança terá que ser mais drástica, terá que trocar por água.</p>
<p>Fix the money! Fix the World!</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>A governança da nossa sociedade é baseada em 3 pilares: o governo, económico e moeda. Os 3 evoluíram e se adaptaram mutuamente e em simultâneo ao longo do tempo.<br>Só que essa e evolução, trouxe-nos para um centralismo atroz, onde os governos condicionadam excessivamente a economia e controlam a moeda. Em vez de 3 pilares, temos apenas um, o governo, a economia deixou de ser livre e a moeda é manipulada para financiar o governo.</p>
<p>É claro, se nós mudarmos apenas o sistema monetário, o equilíbrio dos 3 pilares vai quebrar, assim não vai funcionar.<br>O erro é acreditar que é possível mudar apenas um pilar, sem adaptar os outros.</p>
<p>Na prática temos que mudar apenas um (governo), os outros dois é libertá-los. Os governos modernos são baseados em défice orçamental, impostos altos, dívida soberana e inflação monetária para o seu financiamento e para controlar a economia. Como os governos estão altamente endividados e com altas taxas de impostos, só lhe resta a última carta, a moeda/inflação monetária.</p>
<p>Se perdessem o controlo da moeda, seria necessário uma mudança profunda nos estados modernos. Em vez de ter défice-dívida-inflação, teriam mudar para excedente-reservas-deflação, é fazer o oposto do que fazem hoje.<br>É claro que ao podemos apenas mudar de uma moeda inflacionária para uma não inflacionária e manter inalterado os outros dois, isso não vai resultar. Será necessário mudar os 3 para que funcione bem.</p>
<p>É aqui está o problema, será uma mudança profunda nos governos modernos, têm que passar a ter excedente orçamental e criar reservas monetária. Isso vai obrigar os governos a ter muita disciplina e boa gestão, nos momentos de crescimento económico terão que fazer reservas e zerar a dívida soberana. Depois nos períodos de recessão vai utilizar as reservas e se necessário criar dívida soberana para ajudar na recuperação da economia, actualmente os governos utilizam a expansão monetária para esse fim.</p>
<p>Se alguém tem um problema de alcoolismo, não pode apenas trocar whisky por vinho, a mudança terá que ser mais drástica, terá que trocar por água.</p>
<p>Fix the money! Fix the World!</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[S&P500, desglobalização e China ]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 21 Apr 2025 12:57:16 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Se este movimento de desglobalização continuar, poderá provocar uma cisão no mundo geopolítico, criar dois grandes blocos económicos, uma nova guerra fria.</p>
<p>Se isso se concretizar, quantos anos vão ser necessários para o S&amp;P500 superar máximos históricos em termos reais, em poder de compra?</p>
<p>Em valores nominais vai ser rápido, o governo dos EUA vai imprimir tanto dinheiro, rapidamente vai superar máximos, mas em termos reais, vai demorar muitos anos.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/eb865337f15758841c5180746fd7c482a3d354679f0d647d2904508a173fbc90.jpg" alt="image"></p>
<p>Até agora, todo o mundo estava a investir nos EUA, mas se os países do bloco oriental, sobretudo a China, deixarem de investir em ações, obrigações e moeda dos EUA, irá provocar uma enorme redução de liquidez e na procura/demanda, não vai ser fácil ultrapassar isso.</p>
<p>Nos US Treasury, o afastamento da China começou em 2014(1° guerra da Ucrânia), mas o movimento acelerou em 2022(2° guerra da Ucrânia).</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f4f7ccc7121f2dbf8b034368d28c5f6906ef914be3e30a2e808cab0a0f9f359b.jpg" alt="image"></p>
<p>Os EUA, ao congelar as reservas da Rússia, ao utilizar as reservas como uma arma de guerra, “assustaram” a China e outros países. As sanções à Rússia e como esta fez para contornar as sanções foi um <em>case study</em> para a China.</p>
<p>Como o objetivo da China é recuperar Taiwan, sabe que sofrerá as mesmas represálias que hoje a Rússia sofre, por isso a China tem que se afastar da economia dos EUA.</p>
<p>A China está a trocar US Treasury por outros ativos e por outras geografias, o principal beneficiado foi o ouro, um ativo soberano, que não tem problemas de contraparte.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3abdb25512166f68f2eb46db7fa890b8bdfce2d6de1e07266bd8251fbd713c0c.jpg" alt="image"></p>
<p>Este movimento da China foi bem visível no preço do ouro no último ano, uma valorização superior a 42%.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/1c71a39b31c0322153ca4326cc018b673c4fccb7ea6949e5b9265cbc651ea8b0.jpg" alt="image"></p>
<p>Mas não é só a China que está a apostar no ouro, são diversos, mas sobretudo composta por países do bloco oriental.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/0b1f9b5f808fc9306437e9dbf9037da90743778d93094800240b10a8861713c3.jpg" alt="image"></p>
<p>Enquanto, Taiwan for a fábrica do mundo nos semicondutores, estarão protegidos pelo guarda-chuva dos EUA. Mas os EUA, estão a construir fábricas próprias, quando forem auto-suficientes, vão descartar o “guarda-chuva”, Taiwan não terá qualquer hipótese sobre o poderio da China.</p>
<p>A China pensa sempre a longo prazo, estão apenas a aguardar, isto poderá estar para muito em breve.</p>
<p>Se isto se confirmar, o S&amp;P500 poderá demorar décadas para recuperar desta crise, em termos de poder de compra.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Se este movimento de desglobalização continuar, poderá provocar uma cisão no mundo geopolítico, criar dois grandes blocos económicos, uma nova guerra fria.</p>
<p>Se isso se concretizar, quantos anos vão ser necessários para o S&amp;P500 superar máximos históricos em termos reais, em poder de compra?</p>
<p>Em valores nominais vai ser rápido, o governo dos EUA vai imprimir tanto dinheiro, rapidamente vai superar máximos, mas em termos reais, vai demorar muitos anos.</p>
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<p>Até agora, todo o mundo estava a investir nos EUA, mas se os países do bloco oriental, sobretudo a China, deixarem de investir em ações, obrigações e moeda dos EUA, irá provocar uma enorme redução de liquidez e na procura/demanda, não vai ser fácil ultrapassar isso.</p>
<p>Nos US Treasury, o afastamento da China começou em 2014(1° guerra da Ucrânia), mas o movimento acelerou em 2022(2° guerra da Ucrânia).</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f4f7ccc7121f2dbf8b034368d28c5f6906ef914be3e30a2e808cab0a0f9f359b.jpg" alt="image"></p>
<p>Os EUA, ao congelar as reservas da Rússia, ao utilizar as reservas como uma arma de guerra, “assustaram” a China e outros países. As sanções à Rússia e como esta fez para contornar as sanções foi um <em>case study</em> para a China.</p>
<p>Como o objetivo da China é recuperar Taiwan, sabe que sofrerá as mesmas represálias que hoje a Rússia sofre, por isso a China tem que se afastar da economia dos EUA.</p>
<p>A China está a trocar US Treasury por outros ativos e por outras geografias, o principal beneficiado foi o ouro, um ativo soberano, que não tem problemas de contraparte.</p>
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<p>Este movimento da China foi bem visível no preço do ouro no último ano, uma valorização superior a 42%.</p>
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<p>Mas não é só a China que está a apostar no ouro, são diversos, mas sobretudo composta por países do bloco oriental.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/0b1f9b5f808fc9306437e9dbf9037da90743778d93094800240b10a8861713c3.jpg" alt="image"></p>
<p>Enquanto, Taiwan for a fábrica do mundo nos semicondutores, estarão protegidos pelo guarda-chuva dos EUA. Mas os EUA, estão a construir fábricas próprias, quando forem auto-suficientes, vão descartar o “guarda-chuva”, Taiwan não terá qualquer hipótese sobre o poderio da China.</p>
<p>A China pensa sempre a longo prazo, estão apenas a aguardar, isto poderá estar para muito em breve.</p>
<p>Se isto se confirmar, o S&amp;P500 poderá demorar décadas para recuperar desta crise, em termos de poder de compra.</p>
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      <title><![CDATA[CBDC e RBU]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 14 Apr 2025 20:01:10 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9h0NL716P1M">Num recente podcast</a>, o Miguel Milhão falou sobre o crash nos mercados financeiros. No meio de muita conversa de macroeconomia e mercados financeiros, o convidado deixou alguns pontos interessantes, mas duas ideias ficaram no meu pensamento, infelizmente, ele não aprofundou, mas é algo que eu quero fazer futuramente.</p>
<h2>Perda de paridade</h2>
<p>A primeira ideia que o convidado apontou foi, a possibilidade da perda de paridade do papel-moeda e a CBDC, eu nunca tinha pensado neste ponto de vista.</p>
<p>Se os governos não conseguirem retirar de circulação todo o papel-moeda rapidamente, se houver circulação em simultâneo com a CBDC, o papel-moeda poderá ter um premium.<br>Isto faz todo o sentido, os governos poderão dar oficialmente o mesmo valor facial, mas como nas CBDCs existirá mais controlo, restrições e monitorização, as pessoas vão preferir o papel-moeda, vão pagar um <em>premium</em> para manter a sua privacidade.</p>
<p>Na prática, será algo similar ao que acontece em alguns países onde existem algumas controlo de capitais, onde o dólar do mercado negro é superior ao dólar oficial.<br>Os comerciantes também poderão fazer descontos superiores nos produtos quando são pagos com papel-moeda.</p>
<p>Isso poderá provocar um descolar do valor, a mesma moeda com valores diferentes, a oficial e do mercado negro. Isso poderá levar os governos a tomar medidas mais autoritárias para eliminar o papel-moeda de circulação.</p>
<p>Não sei se alguma vez acontecerá, mas é algo que eu tenho que refletir e aprofundar esta ideia.</p>
<h2>RBU e Controlo</h2>
<p>A outra ideia apontada pelo convidado,  a CBDC será uma peça fundamental numa sociedade onde a maioria das pessoas sobrevivem com Rendimento Básico Universal (RBU).</p>
<p>Todos sabemos que a CBDC vai servir para os governos monitorar, fiscalizar e controlar os cidadãos. O ponto que eu nunca tinha pensado, é que esta pode ser essencial para a implementação do RBU.<br>Se chegarmos a esse ponto, será o fim da liberdade dos cidadãos, onde o estado controla quando, quanto e onde o cidadão pode gastar o seu dinheiro. O estado irá determinar o valor do RBU e as CBDC vão determinar onde podes gastá-lo.</p>
<p>Penso que já não existem dúvidas que a AI e a robótica vão revolucionar o mundo laboral, vai provocar uma profunda queda nos postos de trabalho,  profissões vão desaparecer ou vão reduzir drasticamente o número de funcionários. </p>
<p>Muitas pessoas consideram que a solução é o RBU, mas eu tenho muitas dificuldades em encontrar viabilidade económica e social numa sociedade onde a maioria recebe o RBU.</p>
<p>É a implementação do conceito: não terá nada, mas será feliz.</p>
<p>Será que as máquinas vão conseguir produzir tudo, o que os seres humanos necessitam, a um custo tão baixo, que vai deixar de ser necessário os humanos trabalharem?<br>Tenho muitas dúvidas que essa possibilidade aconteça, se nós humanos não necessitarmos de trabalhar, vai se perder o incentivo para desenvolver novas tecnologias, gerar inovação e de evoluir a sociedade.</p>
<p>Eu já tenho refletido bastante sobre o RBU, mas por mais que pense, não consigo encontrar uma viabilidade económica para manter isto de pé. Onde vão buscar dinheiro para financiar uma percentagem expressiva de pessoas que sobreviverá com o RBU. Eu só olho para isto, como um comunismo com esteróides, talvez esteja errado.</p>
<p>Além dos problemas econômicos, eu acredito que isso vai gerar problemas sociais e de comportamento, vai gerar uma revolta social. Em primeiro lugar, existe uma parte de seres humanos que são ambiciosos, querem mais coisas, que vão lutar e vão conseguir mais. Depois existe outra parte, que é invejosa, quer ter mais, mas não consegue.</p>
<p>Uma sociedade onde quase ninguém trabalha, existindo demasiado tempo livre, vão emergir vícios e conflitos sociais. As pessoas com tempo para pensar  reflectir sobre a sua vida e sobre a sociedade, alguns vão delirar, vão questionar tudo. Por isso, a religião desempenha um papel importante na sociedade, cria moralismo através de dogmas, os crentes não questionam, apenas seguem. Por vezes, a ignorância é uma bênção.</p>
<p>Isto faz lembrar-me o porquê das sociedades monogâmicas tornaram-se mais desenvolvidas, em comparação com as poligâmicas. A monogamia trouxe uma paz social à sociedade, existem muito menos conflitos e guerras, há mais harmonia.<br>Milhões de anos de evolução das espécies, nos humanos e alguns animais, a natureza/genética trouxe um equilíbrio no número de nascimento de elementos masculinos e femininos. Mas nas sociedades poligâmicas, normalmente os homens mais ricos têm várias mulheres, consequentemente haveria outros homens que não teriam nenhuma mulher, isso resulta em maior revolta e conflitos sociais.<br>Isto é pura matemática, se existe quase 50/50, de um homem tem 7 mulheres, isto resulta, que 6 homens não terão qualquer mulher.<br>As religiões ao defenderem a monogamia, ao determinar que era pecado ter mais que uma mulher, resultaram em menos conflitos, numa maior paz social. Isso permitiu um maior desenvolvimento de sociedades monogâmicas, do que as poligâmicas.</p>
<p>Acabei por desviar um pouco do assunto.<br>Além disso, o valor do RBU teria que ser elevado, para que permita aos cidadãos ter acesso ao desporto, aos espetáculos, futebol, viajar, para financiar os seus tempos livres.<br>Se eu já acho difícil arranjar dinheiro para financiar a generalidade dos cidadãos, com produtos e serviços básicos, ainda será mais difícil ou impossível, se tiver que financiar os passatempos.</p>
<p>Em vez do RBU, ainda existe a opção do Imposto sobre o Rendimento Negativo (IRN), minimiza um pouco, mas o problema mantém-se. Aconselho a leitura do <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qqyrsvpcxccrxvphqgsg76dvnxuk7lz26k9e3npclewntnszmth6ulgkp8re0n3mf7f0tlgrqsqqqa28l3mj74">artigo do Tiago sobre o IRN</a>.</p>
<p>Mas o mais interessante de tudo, os governos vão criar as CBDC para controlar os cidadãos, com a ideia distópica de criar mais paz social, mas eu acredito que resultará no seu inverso.</p>
<hr>
<p>São duas ideias que eu tenho que aprofundar, futuramente.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9h0NL716P1M">Num recente podcast</a>, o Miguel Milhão falou sobre o crash nos mercados financeiros. No meio de muita conversa de macroeconomia e mercados financeiros, o convidado deixou alguns pontos interessantes, mas duas ideias ficaram no meu pensamento, infelizmente, ele não aprofundou, mas é algo que eu quero fazer futuramente.</p>
<h2>Perda de paridade</h2>
<p>A primeira ideia que o convidado apontou foi, a possibilidade da perda de paridade do papel-moeda e a CBDC, eu nunca tinha pensado neste ponto de vista.</p>
<p>Se os governos não conseguirem retirar de circulação todo o papel-moeda rapidamente, se houver circulação em simultâneo com a CBDC, o papel-moeda poderá ter um premium.<br>Isto faz todo o sentido, os governos poderão dar oficialmente o mesmo valor facial, mas como nas CBDCs existirá mais controlo, restrições e monitorização, as pessoas vão preferir o papel-moeda, vão pagar um <em>premium</em> para manter a sua privacidade.</p>
<p>Na prática, será algo similar ao que acontece em alguns países onde existem algumas controlo de capitais, onde o dólar do mercado negro é superior ao dólar oficial.<br>Os comerciantes também poderão fazer descontos superiores nos produtos quando são pagos com papel-moeda.</p>
<p>Isso poderá provocar um descolar do valor, a mesma moeda com valores diferentes, a oficial e do mercado negro. Isso poderá levar os governos a tomar medidas mais autoritárias para eliminar o papel-moeda de circulação.</p>
<p>Não sei se alguma vez acontecerá, mas é algo que eu tenho que refletir e aprofundar esta ideia.</p>
<h2>RBU e Controlo</h2>
<p>A outra ideia apontada pelo convidado,  a CBDC será uma peça fundamental numa sociedade onde a maioria das pessoas sobrevivem com Rendimento Básico Universal (RBU).</p>
<p>Todos sabemos que a CBDC vai servir para os governos monitorar, fiscalizar e controlar os cidadãos. O ponto que eu nunca tinha pensado, é que esta pode ser essencial para a implementação do RBU.<br>Se chegarmos a esse ponto, será o fim da liberdade dos cidadãos, onde o estado controla quando, quanto e onde o cidadão pode gastar o seu dinheiro. O estado irá determinar o valor do RBU e as CBDC vão determinar onde podes gastá-lo.</p>
<p>Penso que já não existem dúvidas que a AI e a robótica vão revolucionar o mundo laboral, vai provocar uma profunda queda nos postos de trabalho,  profissões vão desaparecer ou vão reduzir drasticamente o número de funcionários. </p>
<p>Muitas pessoas consideram que a solução é o RBU, mas eu tenho muitas dificuldades em encontrar viabilidade económica e social numa sociedade onde a maioria recebe o RBU.</p>
<p>É a implementação do conceito: não terá nada, mas será feliz.</p>
<p>Será que as máquinas vão conseguir produzir tudo, o que os seres humanos necessitam, a um custo tão baixo, que vai deixar de ser necessário os humanos trabalharem?<br>Tenho muitas dúvidas que essa possibilidade aconteça, se nós humanos não necessitarmos de trabalhar, vai se perder o incentivo para desenvolver novas tecnologias, gerar inovação e de evoluir a sociedade.</p>
<p>Eu já tenho refletido bastante sobre o RBU, mas por mais que pense, não consigo encontrar uma viabilidade económica para manter isto de pé. Onde vão buscar dinheiro para financiar uma percentagem expressiva de pessoas que sobreviverá com o RBU. Eu só olho para isto, como um comunismo com esteróides, talvez esteja errado.</p>
<p>Além dos problemas econômicos, eu acredito que isso vai gerar problemas sociais e de comportamento, vai gerar uma revolta social. Em primeiro lugar, existe uma parte de seres humanos que são ambiciosos, querem mais coisas, que vão lutar e vão conseguir mais. Depois existe outra parte, que é invejosa, quer ter mais, mas não consegue.</p>
<p>Uma sociedade onde quase ninguém trabalha, existindo demasiado tempo livre, vão emergir vícios e conflitos sociais. As pessoas com tempo para pensar  reflectir sobre a sua vida e sobre a sociedade, alguns vão delirar, vão questionar tudo. Por isso, a religião desempenha um papel importante na sociedade, cria moralismo através de dogmas, os crentes não questionam, apenas seguem. Por vezes, a ignorância é uma bênção.</p>
<p>Isto faz lembrar-me o porquê das sociedades monogâmicas tornaram-se mais desenvolvidas, em comparação com as poligâmicas. A monogamia trouxe uma paz social à sociedade, existem muito menos conflitos e guerras, há mais harmonia.<br>Milhões de anos de evolução das espécies, nos humanos e alguns animais, a natureza/genética trouxe um equilíbrio no número de nascimento de elementos masculinos e femininos. Mas nas sociedades poligâmicas, normalmente os homens mais ricos têm várias mulheres, consequentemente haveria outros homens que não teriam nenhuma mulher, isso resulta em maior revolta e conflitos sociais.<br>Isto é pura matemática, se existe quase 50/50, de um homem tem 7 mulheres, isto resulta, que 6 homens não terão qualquer mulher.<br>As religiões ao defenderem a monogamia, ao determinar que era pecado ter mais que uma mulher, resultaram em menos conflitos, numa maior paz social. Isso permitiu um maior desenvolvimento de sociedades monogâmicas, do que as poligâmicas.</p>
<p>Acabei por desviar um pouco do assunto.<br>Além disso, o valor do RBU teria que ser elevado, para que permita aos cidadãos ter acesso ao desporto, aos espetáculos, futebol, viajar, para financiar os seus tempos livres.<br>Se eu já acho difícil arranjar dinheiro para financiar a generalidade dos cidadãos, com produtos e serviços básicos, ainda será mais difícil ou impossível, se tiver que financiar os passatempos.</p>
<p>Em vez do RBU, ainda existe a opção do Imposto sobre o Rendimento Negativo (IRN), minimiza um pouco, mas o problema mantém-se. Aconselho a leitura do <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qqyrsvpcxccrxvphqgsg76dvnxuk7lz26k9e3npclewntnszmth6ulgkp8re0n3mf7f0tlgrqsqqqa28l3mj74">artigo do Tiago sobre o IRN</a>.</p>
<p>Mas o mais interessante de tudo, os governos vão criar as CBDC para controlar os cidadãos, com a ideia distópica de criar mais paz social, mas eu acredito que resultará no seu inverso.</p>
<hr>
<p>São duas ideias que eu tenho que aprofundar, futuramente.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Volatilidade em gráficos]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 05 Apr 2025 10:47:37 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Vamos analisar a volatilidade do Bitcoin em gráficos, são dados desde 2012 até à atualidade.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849650946-YAKIHONNES3.png" alt="image"><br>4.2% dos dias, o Bitcoin tem uma variação diária de ~0%, enquanto no S&amp;P500 é de ~7.7%.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849666714-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
<p>83.5% dos dias, o S&amp;P 500 teve variação entre o -1% e 1%, enquanto o bitcoin, foi apenas 39%, foram 1882 dias, desde 2012.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849758665-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
<p>Agora com os dois mercados em simultâneo, a curva da distribuição do S&amp;P500 é mais centralizada, o bitcoin é mais alargado, sinónimo de mais volatilidade.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849778273-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Vamos analisar a volatilidade do Bitcoin em gráficos, são dados desde 2012 até à atualidade.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849650946-YAKIHONNES3.png" alt="image"><br>4.2% dos dias, o Bitcoin tem uma variação diária de ~0%, enquanto no S&amp;P500 é de ~7.7%.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849666714-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
<p>83.5% dos dias, o S&amp;P 500 teve variação entre o -1% e 1%, enquanto o bitcoin, foi apenas 39%, foram 1882 dias, desde 2012.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849758665-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
<p>Agora com os dois mercados em simultâneo, a curva da distribuição do S&amp;P500 é mais centralizada, o bitcoin é mais alargado, sinónimo de mais volatilidade.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849778273-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[IPC em Portugal]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 28 Mar 2025 12:18:58 GMT</pubDate>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tornei-me num acérrimo crítico do Euro, sobretudo da política monetária altamente expansionista realizada pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar de ser crítico, eu não desejo que Portugal volte a ter moeda própria.</p>
<p>No seguimento gráfico, é a variação do <a href="https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/inflacao/taxa-de-inflacao/taxa-de-inflacao-por-bens-e-servicos-portugal">IPC de Portugal nos últimos 60 anos</a>:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/46f6dc264a638f88405951368e5767a0e2b67dfa4fad5d601cacfeb356e67a43.jpg" alt="image"></p>
<p>No gráfico inclui os momentos históricos, para uma melhor interpretação dos dados.</p>
<blockquote>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é usado para observar tendências de inflação. É calculado com base no preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, comparando com períodos anteriores.</p>
</blockquote>
<p>É uma ferramenta utilizada para calcular a perda de poder de compra, mas é uma métrica que é facilmente manipulada em prol dos interesses dos governos.</p>
<h2>Análise histórica</h2>
<p>No período marcelista, houve uma crescente inflação, devido a fatores, como os elevados custos da guerra e o fim dos acordos de Bretton Woods contribuíram para isso. Terminando com uma inflação superior a 13%.</p>
<p>Da Revolta dos Cravos (1974) até à adesão da CEE (atual União Europeia, UE), nos primeiros anos foram conturbados a nível político, mesmo após conquistar alguma estabilidade, em termos de política monetária foi um descalabro, com inflação entre 12% a 30% ao ano. Foi o pior momento na era moderna.</p>
<p>Com a entrada da CEE, Portugal ainda manteve a independência monetária, mas devido à entrada de muitos milhões de fundos europeus, essências para construir infraestrutura e desenvolver o país. Isto permitiu crescer e modernizar o país, gastando pouco dinheiro próprio, reduzindo a necessidade da expansão monetária e claro a inflação baixou.</p>
<p>Depois com a adesão ao Tratado de Maastricht, em 1991, onde estabeleceu as bases para a criação da União Económica e Monetária, que culminou na criação da moeda única europeia, o Euro. As bases eram bastante restritivas, os políticos portugueses foram obrigados a manter uma inflação baixa. Portugal perdeu a independência monetária em 1999, com a entrada em vigor da nova moeda, foi estabelecida a taxa de conversão entre escudos e euros, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. A Euro entrou em vigor em 1999, mas o papel-moeda só entrou em circulação em 2002.</p>
<p>Assim, desde a criação até 2020, a inflação foi sempre abaixo de 5% ao ano, tendo um longo período abaixo dos 3%.</p>
<p>A chegada da pandemia, foi um descalabro no BCE, a expansão monetária foi exponencial, resultando numa forte subida no IPC, quase 8% em 2022, algo que não acontecia há 30 anos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Apesar dos últimos anos, a política monetária do BCE tem sido péssima, mesmo assim continua a ser muito melhor, se esta fosse efetuada em exclusividade por portugueses, não tenho quaisquer dúvidas disso. O passado demonstra isso, se voltarmos a ser independentes monetariamente, será desastroso, vamos virar rapidamente, a Venezuela da Europa.</p>
<p>Até temos boas reservas de ouro, mas mesmo assim não são suficientes, mesmo que se inclua outros ativos para permitir a criação de uma moeda lastreada, ela apenas duraria até à primeira crise. É inevitável, somos um país demasiado socialista.</p>
<p>A solução não é voltar ao escudo, mas sim o BCE deixar de imprimir dinheiro, como se não houvesse amanhã ou então optar por uma moeda total livre, sem intromissão de políticos.</p>
<p>O BCE vai parar de expandir a moeda?</p>
<p>Claro que não, eles estão encurralados, a expansão monetária é a única solução para elevada dívida soberana dos estados. A única certeza que eu tenho, a expansão do BCE, será sempre inferior ao do Banco de Portugal, se este estivesse o botão da impressão à sua disposição. Por volta dos 5% é muito mau, mas voltar para a casa dos 15% seria péssimo, esse seria o nosso destino.</p>
<p>É muito triste ter esta conclusão, isto é demonstrativo da falta de competência dos políticos e governantes portugueses e o povo também tem uma certa culpa. Por serem poucos exigentes em relação à qualidade dos políticos que elegem e por acreditar que existem almoços grátis.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tornei-me num acérrimo crítico do Euro, sobretudo da política monetária altamente expansionista realizada pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar de ser crítico, eu não desejo que Portugal volte a ter moeda própria.</p>
<p>No seguimento gráfico, é a variação do <a href="https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/inflacao/taxa-de-inflacao/taxa-de-inflacao-por-bens-e-servicos-portugal">IPC de Portugal nos últimos 60 anos</a>:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/46f6dc264a638f88405951368e5767a0e2b67dfa4fad5d601cacfeb356e67a43.jpg" alt="image"></p>
<p>No gráfico inclui os momentos históricos, para uma melhor interpretação dos dados.</p>
<blockquote>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é usado para observar tendências de inflação. É calculado com base no preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, comparando com períodos anteriores.</p>
</blockquote>
<p>É uma ferramenta utilizada para calcular a perda de poder de compra, mas é uma métrica que é facilmente manipulada em prol dos interesses dos governos.</p>
<h2>Análise histórica</h2>
<p>No período marcelista, houve uma crescente inflação, devido a fatores, como os elevados custos da guerra e o fim dos acordos de Bretton Woods contribuíram para isso. Terminando com uma inflação superior a 13%.</p>
<p>Da Revolta dos Cravos (1974) até à adesão da CEE (atual União Europeia, UE), nos primeiros anos foram conturbados a nível político, mesmo após conquistar alguma estabilidade, em termos de política monetária foi um descalabro, com inflação entre 12% a 30% ao ano. Foi o pior momento na era moderna.</p>
<p>Com a entrada da CEE, Portugal ainda manteve a independência monetária, mas devido à entrada de muitos milhões de fundos europeus, essências para construir infraestrutura e desenvolver o país. Isto permitiu crescer e modernizar o país, gastando pouco dinheiro próprio, reduzindo a necessidade da expansão monetária e claro a inflação baixou.</p>
<p>Depois com a adesão ao Tratado de Maastricht, em 1991, onde estabeleceu as bases para a criação da União Económica e Monetária, que culminou na criação da moeda única europeia, o Euro. As bases eram bastante restritivas, os políticos portugueses foram obrigados a manter uma inflação baixa. Portugal perdeu a independência monetária em 1999, com a entrada em vigor da nova moeda, foi estabelecida a taxa de conversão entre escudos e euros, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. A Euro entrou em vigor em 1999, mas o papel-moeda só entrou em circulação em 2002.</p>
<p>Assim, desde a criação até 2020, a inflação foi sempre abaixo de 5% ao ano, tendo um longo período abaixo dos 3%.</p>
<p>A chegada da pandemia, foi um descalabro no BCE, a expansão monetária foi exponencial, resultando numa forte subida no IPC, quase 8% em 2022, algo que não acontecia há 30 anos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Apesar dos últimos anos, a política monetária do BCE tem sido péssima, mesmo assim continua a ser muito melhor, se esta fosse efetuada em exclusividade por portugueses, não tenho quaisquer dúvidas disso. O passado demonstra isso, se voltarmos a ser independentes monetariamente, será desastroso, vamos virar rapidamente, a Venezuela da Europa.</p>
<p>Até temos boas reservas de ouro, mas mesmo assim não são suficientes, mesmo que se inclua outros ativos para permitir a criação de uma moeda lastreada, ela apenas duraria até à primeira crise. É inevitável, somos um país demasiado socialista.</p>
<p>A solução não é voltar ao escudo, mas sim o BCE deixar de imprimir dinheiro, como se não houvesse amanhã ou então optar por uma moeda total livre, sem intromissão de políticos.</p>
<p>O BCE vai parar de expandir a moeda?</p>
<p>Claro que não, eles estão encurralados, a expansão monetária é a única solução para elevada dívida soberana dos estados. A única certeza que eu tenho, a expansão do BCE, será sempre inferior ao do Banco de Portugal, se este estivesse o botão da impressão à sua disposição. Por volta dos 5% é muito mau, mas voltar para a casa dos 15% seria péssimo, esse seria o nosso destino.</p>
<p>É muito triste ter esta conclusão, isto é demonstrativo da falta de competência dos políticos e governantes portugueses e o povo também tem uma certa culpa. Por serem poucos exigentes em relação à qualidade dos políticos que elegem e por acreditar que existem almoços grátis.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
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      <title><![CDATA[Eurodigital]]></title>
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             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 19 Mar 2025 05:55:17 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Como é difícil encontrar informações sobre o eurodigital, a CBDC da União Europeia, vou colocando aqui, os documentos mais interessantes que fui encontrando:</p>
<p>FAQ:<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html</a></np-embed></p>
<p>Directório BCE:<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro"><a href="https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro">https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro</a></np-embed></p>
<p><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html</a></np-embed></p>
<p>Documentos mais técnicos:</p>
<h2>2025</h2>
<p>Technical note on the provision of multiple digital euro accounts to individual end users<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf</a></np-embed></p>
<h2>2024</h2>
<p>Relatório de progresso<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html</a></np-embed></p>
<p>Technical note on the provision of multiple digital euro accounts to individual end users<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>The impact of central bank digital<br>currency on central bank profitability,<br>risk-taking and capital<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf</a></np-embed></p>
<h2>2023</h2>
<p>Progress on the investigation phase of a digital euro - fourth report<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>Digital euro - Prototype summary and lessons learned<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>Functional and non-functional<br>requirements linked to the market research for a potential digital euro implementation<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>A stocktake on the digital euro<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf</a></np-embed></p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Como é difícil encontrar informações sobre o eurodigital, a CBDC da União Europeia, vou colocando aqui, os documentos mais interessantes que fui encontrando:</p>
<p>FAQ:<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html</a></np-embed></p>
<p>Directório BCE:<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro"><a href="https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro">https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro</a></np-embed></p>
<p><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html</a></np-embed></p>
<p>Documentos mais técnicos:</p>
<h2>2025</h2>
<p>Technical note on the provision of multiple digital euro accounts to individual end users<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf</a></np-embed></p>
<h2>2024</h2>
<p>Relatório de progresso<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html</a></np-embed></p>
<p>Technical note on the provision of multiple digital euro accounts to individual end users<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>The impact of central bank digital<br>currency on central bank profitability,<br>risk-taking and capital<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf</a></np-embed></p>
<h2>2023</h2>
<p>Progress on the investigation phase of a digital euro - fourth report<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>Digital euro - Prototype summary and lessons learned<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>Functional and non-functional<br>requirements linked to the market research for a potential digital euro implementation<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>A stocktake on the digital euro<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf</a></np-embed></p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Os Intangíveis]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 18 Mar 2025 12:25:39 GMT</pubDate>
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      <category>economia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No programa <a href="https://youtu.be/lhHli0Fjqvk?si=IDSSGoNGGgfavCkI">Pé de Meia</a> do Camilo Lourenço, o seu recorrente convidado/patrocinador, explica os critérios que utiliza para avaliar as empresas. Segundo ele, um dos principais critérios para selecionar as melhores empresas, são critérios intangíveis.</p>
<p>Curiosamente, este mesmo senhor, num <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qgN3ikDmBwk">programa anterior</a>, critica e recusa-se a investir em Bitcoin. Uma justificativa apresentada era, que não investia em algo que não podia ser palpável, que não poderia ser calculado o valor, ou seja, por ser intangível.</p>
<p>Só que neste programa, entra em contradição, ao dizer que um dos principais critérios que utiliza para avaliar as empresas são critérios intangíveis. A hipocrisia do tradiFi.</p>
<p>No programa foi apresentada a seguinte tabela:</p>
<p><img src="https://media.ditto.pub/6fd84c2c54ee6595d6f5989815753f8700e671c484b02408b39c8cb057019b6f.png" alt="image"></p>
<p>Os pontos apresentados na tabela, são essencialmente os mesmos que nós, bitcoiners, utilizamos para caracterizar o Bitcoin, os seus pontos fortes.</p>
<p>Os tradiFi vivem numa cegueira ideológica, que não o permite ver o óbvio, mas o tempo é implacável, mais tarde ou mais cedo vão mudar de opinião. E quem não mudar vai ficar para trás.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>No programa <a href="https://youtu.be/lhHli0Fjqvk?si=IDSSGoNGGgfavCkI">Pé de Meia</a> do Camilo Lourenço, o seu recorrente convidado/patrocinador, explica os critérios que utiliza para avaliar as empresas. Segundo ele, um dos principais critérios para selecionar as melhores empresas, são critérios intangíveis.</p>
<p>Curiosamente, este mesmo senhor, num <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qgN3ikDmBwk">programa anterior</a>, critica e recusa-se a investir em Bitcoin. Uma justificativa apresentada era, que não investia em algo que não podia ser palpável, que não poderia ser calculado o valor, ou seja, por ser intangível.</p>
<p>Só que neste programa, entra em contradição, ao dizer que um dos principais critérios que utiliza para avaliar as empresas são critérios intangíveis. A hipocrisia do tradiFi.</p>
<p>No programa foi apresentada a seguinte tabela:</p>
<p><img src="https://media.ditto.pub/6fd84c2c54ee6595d6f5989815753f8700e671c484b02408b39c8cb057019b6f.png" alt="image"></p>
<p>Os pontos apresentados na tabela, são essencialmente os mesmos que nós, bitcoiners, utilizamos para caracterizar o Bitcoin, os seus pontos fortes.</p>
<p>Os tradiFi vivem numa cegueira ideológica, que não o permite ver o óbvio, mas o tempo é implacável, mais tarde ou mais cedo vão mudar de opinião. E quem não mudar vai ficar para trás.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Bretton Woods II]]></title>
      <description><![CDATA[A evolução da adoção do Bitcoin.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[A evolução da adoção do Bitcoin.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 19 Jul 2024 15:33:44 GMT</pubDate>
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      <category>economia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As recentes notícias da não renovação do acordo do Petro-dólar entre os EUA e a Arábia Saudita, fez ressurgir numa parte da comunidade de bitcoiners, que o fim do dólar está para breve. Na realidade não é bem assim, é verdade que estamos numa fase de desdolarização, mas este processo vai demorar muitas décadas. Possivelmente muitos de nós, infelizmente, não vamos assistir a essa mudança, a nossa esperança de vida não vai o permitir.</p>
<h1>Bretton Woods</h1>
<p>Olhando para trás, o acordo de Bretton Woods foi uma fase transitória na nossa história, foi a transição da política monetária internacional do padrão ouro para o padrão fiduciário(FIAT). Foi um acordo entre estados, os povos não tiveram qualquer intervenção. Esse processo transitório, durou quase trinta anos, qualquer que seja a mudança no sistema monetária é sempre extremamente demorado.</p>
<p>Curiosamente, o acordo terminou, não pela vontade das “vítimas”, mas através do principal beneficiado.</p>
<p>Primeiro as moedas eram fabricadas em ouro, depois surgiu o papel moeda que era lastreada no ouro. Com os acordos de Bretton Woods, em 1944, passaram a ter o moeda com lastro indirecto no ouro(através do dólar). Em 1971, com o fim de Bretton Woods, a moeda ficou sem qualquer lastro (FIAT).</p>
<p>Em 1971 passamos a utilizar uma moeda baseada em confiança, pior ainda, somos obrigados a confiar na honestidade de políticos.</p>
<p>Passamos de método baseado na escassez, com muita força monetária para o seu oposto, uma moeda sem lastro. De um dia para o outro, descartamos milhares de anos de evolução da civilização. Após o fim de Bretton Woods, entramos numa experiência, que dura até hoje.</p>
<p>Pensando bem, a moeda FIAT tem lastro, esse lastro é a dívida emitida pelo próprio estado. Isso significa, que o lastro nunca foi tão forte… Como em qualquer empresa, o último responsável pelas suas dívidas são os seus acionistas. A empresa para financiar e para pagar as dívidas, faz aumentos de capital, emite novas ações. Mas a empresa mantém o mesmo valor, apenas aumenta o número de ações, isso significa que cada ação vale menos. É como a história da pizza, em vez de 6, cortamos a pizza em 12 fatias, é verdade que são mais fatias mas a pizza mantem o mesmo tamanho, as fatias é que ficaram menores. No caso das moedas, cada centimo/centavo é uma ação. É preferível ter o Bitcoin sem lastro, do que ter uma moeda lastreada em dívidas, mas isto é apenas uma conjectura minha, ignorando isto e sendo um pouco ingénuo, vamos acreditar nos políticos e aceitar que o FIAT não tem lastro.</p>
<p>Na minha opinião estamos num processo de reversão desta evolução da moeda pós Bretton Woods, estamos a voltar a algo com força monetária, só que em vez de ouro, será o Bitcoin.</p>
<h1>Adoção voluntária</h1>
<p>A mudança para o padrão FIAT foi forçada, ninguém ouviu a opinião dos povos, se queriam o fim do padrão ouro, se aceitavam ou não os acordos de Bretton Woods, foram forçados a utilizar papéis coloridos sem lastro.</p>
<p>O Padrão Bitcoin é o seu oposto, a adoção é completamente voluntária. Satoshi redigiu o acordo (a política monetária) e dia após dia as pessoas voluntariamente aderem ao acordo, adotando o Bitcoin, sem a existência de uma lei de uso forçado.</p>
<p>Como a adesão é voluntária pelas pessoas, o processo transitório ainda será muito mais lento que o do FIAT. E é importante que essa transição seja lenta, para que as pessoas se adaptem à mudança, porque uma mudança abrupta seria desastrosa. A mudança para o padrão Bitcoin não é uma simples mudança de moeda, é a mudança completa do sistema político, financeiro, económico e social de toda sociedade. Essa transição terá que ser lenta, para que cada pessoa se adapte, cada uma ao seu ritmo. Se correr mal a adaptação, as pessoas podem querer voltar ao antigo padrão.</p>
<h1>Adoção forçada</h1>
<p>Os estados vão resistir, mas com o crescimento da adoção do Bitcoin pelos cidadão e em simultâneo a rejeição da moeda FIAT, os estados não terão outra alternativa, senão adotar o Bitcoin como lastro o Bitcoin para o lastro da sua moeda, para evitar o colapso do sistema monetário.</p>
<p>Só será possível e viável quando o Bitcoin atingir um valor significativamente alto, talvez entre 10%-20% da riqueza mundial. O <em>marketcap</em> do Bitcoin terá que ser muito alto, para conseguir suportar a procura gerada por parte dos estados, sem criar muita volatilidade. É natural que o preço suba, mas essa subida terá que ser gradual, não poderá ser exponencialmente. É natural que os primeiros países a adotar sejam os mais pequenos ou menos desenvolvidos. Em caso de muita volatilidade e uma subida repentina de preço do bitcoin, gerada pela adoção de países mais desenvolvidos, pode provocar o colapso dos países pequenos que aderiram primeiro. Por esse motivo a adoção deve ser lenta e gradual.</p>
<p>Num certo momento, será inevitável um acordo internacional entre estados, será algo similar ao de Bretton Woods, só que em vez do dólar teremos o Bitcoin. O comércio internacional passará a realizar-se em Bitcoin, como unidade de conta. Internamente, cada país vai manter a sua própria moeda, será a unidade de conta do país, mas as moedas serão lastreadas em Bitcoin, cada unidade monetária terá um valor de x satoshis. Esse câmbio poderá ser flutuante ou fixo, pré definido pelos bancos centrais.</p>
<p>Na prática haverá em simultâneo duas moedas em circulação, o Bitcoin e a moeda do governo, mas apenas a moeda do governo será a <em>legal tender</em>, a unidade de conta do país. O Bitcoin será utilizado sobretudo por pessoas e empresas como uma reserva de valor para médio/longo prazo.</p>
<p>Como ainda existem moedas governamentais, ainda é possível a expansão da base monetária mas ficará um pouco mais limitada, ou seja, se os estados abusarem da expansão, os cidadãos vão fugir em massa para o Bitcoin, por isso as políticas têm que ser moderadas. Será algo similar à curva de Laffer, em vez de carga-fiscal&amp;receita, temos expansão impressão&amp;alocação, ou seja, quanto maior for a expansão da base monetária, menor será a porcentagem alocada na moeda do governo por parte das pessoas.</p>
<p>Assim o Bitcoin será um travão para a expansão da base monetária, mas isto não significa que não existirá, claro que vai existir, os estados estão viciados em imprimir dinheiro, terão é que fazer com um maior rigor. Se existir rigor, vai permitir “dar” anos de vida às moedas dos governos. Se não existir rigor, a hiperinflação acontecerá e a Lei de Gresham será implacável, o colapso da moeda do governo é inevitável.</p>
<h1>Adoção total</h1>
<p>Será que alguma vez vamos assistir os países a abandonarem por completo a sua própria moeda e utilizar em exclusivo o Bitcoin?</p>
<p>Poderá existir alguns casos, talvez em países pequenos, mas será muito pouco provável a adoção plena do Bitcoin, como único <em>legal tender</em> e a unidade de conta.</p>
<p>A minha baixa crença baseia-se em exemplos do passado: o bolívar da Venezuela está há décadas em hiperinflação, o dólar é amplamente utilizado, mas eles não abandonam a moeda própria, apenas retiram zeros. Depois temos os exemplos da Argentina e do Zimbabwe, que por momentos deixaram de ter moeda própria, mas mais tarde voltaram a repor.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/1a98e073ca3eb44547fcea06649a6b4a7077f8303973b870f93d4b226611b32d.png" alt="image"></p>
<p>Isto vai repetir-se no futuro, até poderão temporariamente adotar o Bitcoin, mas mais tarde ou mais cedo, alguém é eleito e repõe um moeda própria. O ser humano é assim e os governos necessitam da moeda para sobreviver.</p>
<p>Como os estados têm o poder absoluto, são eles que fazem a lei e o uso forçado dá uma força desmedida à sua própria moeda, é uma concorrência desleal contra a adoção do Bitcoin. Simplesmente por obrigar os cidadãos a pagar os impostos exclusivamente na moeda do governo, isso gera uma demanda enorme pela moeda, os cidadãos e empresas são obrigadas a ter a moeda estatal. Além disso, o governo fará todos os seus pagamentos na sua moeda. As empresas que prestem serviços vão receber na moeda do estado, e por sua vez pagam aos seus funcionários. O mesmo acontecerá aos funcionários públicos, reformados e todas as assistências sociais serão pagos na moeda do estado, todas estas transações representam uma cota significativa do mercado.</p>
<p>O uso forçado dá um poder tremendo à moeda do estado, enquanto for exclusivo de uma única moeda, essa terá sempre uma cota significativa de mercado. Por isso as moedas estatais conseguem sobreviver, mesmo em hiperinflação. A concorrência entre moedas só será plena para o uso no médio a longo prazo, aqui veremos o Bitcoin a dominar. Onde existir liberdade o Bitcoin vencerá.</p>
<p>A nossa sociedade cresceu numa economia inflacionária, a mudança será tão disruptiva, não sei se as pessoas estão preparadas ou se querem realmente a mudança para um sistema deflacionário. No geral, um sistema deflacionário é melhor para as populações, mas certo “benefícios” que hoje existem devido aos sistema FIAT, deixarão de estar acessíveis, como o caso do crédito barato. Os governos terão que ser muito austeros e terão que reduzir os apoios sociais, ou seja, os governos não serão populares, possivelmente perdem eleições. A impressão de moeda é essencial nos estados modernos, sem ela dificilmente os governos sobrevivem.</p>
<p>Eu acredito que o mais difícil, é a adaptação psicológica ao sistema deflacionário? Não sei como as pessoas vão reagir, os salários em vez de aumentarem anualmente, vão manter se ou possivelmente diminuir. Apesar de diminuir, as pessoas ganham poder de compra, é uma mudança disruptiva, completamente oposta à realidade atual e que sempre vivemos.</p>
<p>Por isso, eu tenho muitas dúvidas que aconteça uma adoção plena do padrão Bitcoin. Eu não gosto de ver o Bitcoin como <em>legal tender</em>, isto implica o uso forçado, eu sou um forte defensor da liberdade monetária, dar liberdade plena aos cidadãos, cada cidadão escolhe a moeda que quer usar. Se o cidadão quer usar a moeda do estado, que use, quem sou eu para limitar essa liberdade. Poderá também usar várias moedas e com diferentes percentagens de alocação da sua riqueza.</p>
<p>O Bitcoin também não necessita de ser a moeda mais utilizada em cada país, basta ser a segunda. Sendo a segunda mais utilizada em todos os países, torna-se naturalmente a moeda mais utilizada no mundo.</p>
<p>Outro problema do Bitcoin como <em>legal tender</em>, os cidadãos vão baixar a guarda, vão depositar os satoshi em custodiantes centralizados, ficando vulneráveis a uma futura mudança de política, um <em>corralito</em> como na Argentina. Nunca devemos confiar nos políticos, já Eça dizia: ”Os políticos são como fraldas e devem ser mudados frequentemente pela mesma razão”.</p>
<br>
Don’t trust, Verify.]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>As recentes notícias da não renovação do acordo do Petro-dólar entre os EUA e a Arábia Saudita, fez ressurgir numa parte da comunidade de bitcoiners, que o fim do dólar está para breve. Na realidade não é bem assim, é verdade que estamos numa fase de desdolarização, mas este processo vai demorar muitas décadas. Possivelmente muitos de nós, infelizmente, não vamos assistir a essa mudança, a nossa esperança de vida não vai o permitir.</p>
<h1>Bretton Woods</h1>
<p>Olhando para trás, o acordo de Bretton Woods foi uma fase transitória na nossa história, foi a transição da política monetária internacional do padrão ouro para o padrão fiduciário(FIAT). Foi um acordo entre estados, os povos não tiveram qualquer intervenção. Esse processo transitório, durou quase trinta anos, qualquer que seja a mudança no sistema monetária é sempre extremamente demorado.</p>
<p>Curiosamente, o acordo terminou, não pela vontade das “vítimas”, mas através do principal beneficiado.</p>
<p>Primeiro as moedas eram fabricadas em ouro, depois surgiu o papel moeda que era lastreada no ouro. Com os acordos de Bretton Woods, em 1944, passaram a ter o moeda com lastro indirecto no ouro(através do dólar). Em 1971, com o fim de Bretton Woods, a moeda ficou sem qualquer lastro (FIAT).</p>
<p>Em 1971 passamos a utilizar uma moeda baseada em confiança, pior ainda, somos obrigados a confiar na honestidade de políticos.</p>
<p>Passamos de método baseado na escassez, com muita força monetária para o seu oposto, uma moeda sem lastro. De um dia para o outro, descartamos milhares de anos de evolução da civilização. Após o fim de Bretton Woods, entramos numa experiência, que dura até hoje.</p>
<p>Pensando bem, a moeda FIAT tem lastro, esse lastro é a dívida emitida pelo próprio estado. Isso significa, que o lastro nunca foi tão forte… Como em qualquer empresa, o último responsável pelas suas dívidas são os seus acionistas. A empresa para financiar e para pagar as dívidas, faz aumentos de capital, emite novas ações. Mas a empresa mantém o mesmo valor, apenas aumenta o número de ações, isso significa que cada ação vale menos. É como a história da pizza, em vez de 6, cortamos a pizza em 12 fatias, é verdade que são mais fatias mas a pizza mantem o mesmo tamanho, as fatias é que ficaram menores. No caso das moedas, cada centimo/centavo é uma ação. É preferível ter o Bitcoin sem lastro, do que ter uma moeda lastreada em dívidas, mas isto é apenas uma conjectura minha, ignorando isto e sendo um pouco ingénuo, vamos acreditar nos políticos e aceitar que o FIAT não tem lastro.</p>
<p>Na minha opinião estamos num processo de reversão desta evolução da moeda pós Bretton Woods, estamos a voltar a algo com força monetária, só que em vez de ouro, será o Bitcoin.</p>
<h1>Adoção voluntária</h1>
<p>A mudança para o padrão FIAT foi forçada, ninguém ouviu a opinião dos povos, se queriam o fim do padrão ouro, se aceitavam ou não os acordos de Bretton Woods, foram forçados a utilizar papéis coloridos sem lastro.</p>
<p>O Padrão Bitcoin é o seu oposto, a adoção é completamente voluntária. Satoshi redigiu o acordo (a política monetária) e dia após dia as pessoas voluntariamente aderem ao acordo, adotando o Bitcoin, sem a existência de uma lei de uso forçado.</p>
<p>Como a adesão é voluntária pelas pessoas, o processo transitório ainda será muito mais lento que o do FIAT. E é importante que essa transição seja lenta, para que as pessoas se adaptem à mudança, porque uma mudança abrupta seria desastrosa. A mudança para o padrão Bitcoin não é uma simples mudança de moeda, é a mudança completa do sistema político, financeiro, económico e social de toda sociedade. Essa transição terá que ser lenta, para que cada pessoa se adapte, cada uma ao seu ritmo. Se correr mal a adaptação, as pessoas podem querer voltar ao antigo padrão.</p>
<h1>Adoção forçada</h1>
<p>Os estados vão resistir, mas com o crescimento da adoção do Bitcoin pelos cidadão e em simultâneo a rejeição da moeda FIAT, os estados não terão outra alternativa, senão adotar o Bitcoin como lastro o Bitcoin para o lastro da sua moeda, para evitar o colapso do sistema monetário.</p>
<p>Só será possível e viável quando o Bitcoin atingir um valor significativamente alto, talvez entre 10%-20% da riqueza mundial. O <em>marketcap</em> do Bitcoin terá que ser muito alto, para conseguir suportar a procura gerada por parte dos estados, sem criar muita volatilidade. É natural que o preço suba, mas essa subida terá que ser gradual, não poderá ser exponencialmente. É natural que os primeiros países a adotar sejam os mais pequenos ou menos desenvolvidos. Em caso de muita volatilidade e uma subida repentina de preço do bitcoin, gerada pela adoção de países mais desenvolvidos, pode provocar o colapso dos países pequenos que aderiram primeiro. Por esse motivo a adoção deve ser lenta e gradual.</p>
<p>Num certo momento, será inevitável um acordo internacional entre estados, será algo similar ao de Bretton Woods, só que em vez do dólar teremos o Bitcoin. O comércio internacional passará a realizar-se em Bitcoin, como unidade de conta. Internamente, cada país vai manter a sua própria moeda, será a unidade de conta do país, mas as moedas serão lastreadas em Bitcoin, cada unidade monetária terá um valor de x satoshis. Esse câmbio poderá ser flutuante ou fixo, pré definido pelos bancos centrais.</p>
<p>Na prática haverá em simultâneo duas moedas em circulação, o Bitcoin e a moeda do governo, mas apenas a moeda do governo será a <em>legal tender</em>, a unidade de conta do país. O Bitcoin será utilizado sobretudo por pessoas e empresas como uma reserva de valor para médio/longo prazo.</p>
<p>Como ainda existem moedas governamentais, ainda é possível a expansão da base monetária mas ficará um pouco mais limitada, ou seja, se os estados abusarem da expansão, os cidadãos vão fugir em massa para o Bitcoin, por isso as políticas têm que ser moderadas. Será algo similar à curva de Laffer, em vez de carga-fiscal&amp;receita, temos expansão impressão&amp;alocação, ou seja, quanto maior for a expansão da base monetária, menor será a porcentagem alocada na moeda do governo por parte das pessoas.</p>
<p>Assim o Bitcoin será um travão para a expansão da base monetária, mas isto não significa que não existirá, claro que vai existir, os estados estão viciados em imprimir dinheiro, terão é que fazer com um maior rigor. Se existir rigor, vai permitir “dar” anos de vida às moedas dos governos. Se não existir rigor, a hiperinflação acontecerá e a Lei de Gresham será implacável, o colapso da moeda do governo é inevitável.</p>
<h1>Adoção total</h1>
<p>Será que alguma vez vamos assistir os países a abandonarem por completo a sua própria moeda e utilizar em exclusivo o Bitcoin?</p>
<p>Poderá existir alguns casos, talvez em países pequenos, mas será muito pouco provável a adoção plena do Bitcoin, como único <em>legal tender</em> e a unidade de conta.</p>
<p>A minha baixa crença baseia-se em exemplos do passado: o bolívar da Venezuela está há décadas em hiperinflação, o dólar é amplamente utilizado, mas eles não abandonam a moeda própria, apenas retiram zeros. Depois temos os exemplos da Argentina e do Zimbabwe, que por momentos deixaram de ter moeda própria, mas mais tarde voltaram a repor.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/1a98e073ca3eb44547fcea06649a6b4a7077f8303973b870f93d4b226611b32d.png" alt="image"></p>
<p>Isto vai repetir-se no futuro, até poderão temporariamente adotar o Bitcoin, mas mais tarde ou mais cedo, alguém é eleito e repõe um moeda própria. O ser humano é assim e os governos necessitam da moeda para sobreviver.</p>
<p>Como os estados têm o poder absoluto, são eles que fazem a lei e o uso forçado dá uma força desmedida à sua própria moeda, é uma concorrência desleal contra a adoção do Bitcoin. Simplesmente por obrigar os cidadãos a pagar os impostos exclusivamente na moeda do governo, isso gera uma demanda enorme pela moeda, os cidadãos e empresas são obrigadas a ter a moeda estatal. Além disso, o governo fará todos os seus pagamentos na sua moeda. As empresas que prestem serviços vão receber na moeda do estado, e por sua vez pagam aos seus funcionários. O mesmo acontecerá aos funcionários públicos, reformados e todas as assistências sociais serão pagos na moeda do estado, todas estas transações representam uma cota significativa do mercado.</p>
<p>O uso forçado dá um poder tremendo à moeda do estado, enquanto for exclusivo de uma única moeda, essa terá sempre uma cota significativa de mercado. Por isso as moedas estatais conseguem sobreviver, mesmo em hiperinflação. A concorrência entre moedas só será plena para o uso no médio a longo prazo, aqui veremos o Bitcoin a dominar. Onde existir liberdade o Bitcoin vencerá.</p>
<p>A nossa sociedade cresceu numa economia inflacionária, a mudança será tão disruptiva, não sei se as pessoas estão preparadas ou se querem realmente a mudança para um sistema deflacionário. No geral, um sistema deflacionário é melhor para as populações, mas certo “benefícios” que hoje existem devido aos sistema FIAT, deixarão de estar acessíveis, como o caso do crédito barato. Os governos terão que ser muito austeros e terão que reduzir os apoios sociais, ou seja, os governos não serão populares, possivelmente perdem eleições. A impressão de moeda é essencial nos estados modernos, sem ela dificilmente os governos sobrevivem.</p>
<p>Eu acredito que o mais difícil, é a adaptação psicológica ao sistema deflacionário? Não sei como as pessoas vão reagir, os salários em vez de aumentarem anualmente, vão manter se ou possivelmente diminuir. Apesar de diminuir, as pessoas ganham poder de compra, é uma mudança disruptiva, completamente oposta à realidade atual e que sempre vivemos.</p>
<p>Por isso, eu tenho muitas dúvidas que aconteça uma adoção plena do padrão Bitcoin. Eu não gosto de ver o Bitcoin como <em>legal tender</em>, isto implica o uso forçado, eu sou um forte defensor da liberdade monetária, dar liberdade plena aos cidadãos, cada cidadão escolhe a moeda que quer usar. Se o cidadão quer usar a moeda do estado, que use, quem sou eu para limitar essa liberdade. Poderá também usar várias moedas e com diferentes percentagens de alocação da sua riqueza.</p>
<p>O Bitcoin também não necessita de ser a moeda mais utilizada em cada país, basta ser a segunda. Sendo a segunda mais utilizada em todos os países, torna-se naturalmente a moeda mais utilizada no mundo.</p>
<p>Outro problema do Bitcoin como <em>legal tender</em>, os cidadãos vão baixar a guarda, vão depositar os satoshi em custodiantes centralizados, ficando vulneráveis a uma futura mudança de política, um <em>corralito</em> como na Argentina. Nunca devemos confiar nos políticos, já Eça dizia: ”Os políticos são como fraldas e devem ser mudados frequentemente pela mesma razão”.</p>
<br>
Don’t trust, Verify.]]></itunes:summary>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Produtividade vs FIAT]]></title>
      <description><![CDATA[A produtividade gerada pela AI e o efeito da inflação sobre a produtividade.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[A produtividade gerada pela AI e o efeito da inflação sobre a produtividade.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 15 Jul 2024 13:47:20 GMT</pubDate>
      <link>https://compilados.npub.pro/post/uucbmnf_mckaloewnp_y3/</link>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial (AI) vai e já está a provocar mudanças profundas na nossa civilização. É uma arma que pode ser poderosíssima, que pode ser utilizada para o bem, como para o mal.</p>
<p>O problema é quem está por detrás da AI, ou qual o objetivo dessa AI.</p>
<h1>Liberdade</h1>
<p>O meu grande receio da AI, não está relacionada com aquelas ideias fantasiosas dos filmes de ficção científica, onde as máquinas entram em guerra com os humanos, o meu receio é algo mais realista, é a utilização da AI para oprimir ou condicionar as liberdades individuais, ou seja, são humanos a querer controlar outros humanos.</p>
<p>Durante as últimas décadas os governos, criaram leis que violam a privacidade e liberdades, onde todo online é guardado e monitorizado. As câmaras de videovigilância estão por todo o lado. Depois de recolher os dados, será necessário a AI para analisar todos esses dados, aqui está o perigo, um verdadeiro Big Brother.</p>
<p>É um perigo para as democracias, para a privacidade, para as liberdades individuais e contra o livre-arbítrio.</p>
<h1>Produtividade</h1>
<blockquote>
<p>A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados. A produção é definida como os bens produzidos (quantidade de produtos produzidos). Os fatores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por fatores utilizados, maior é a produtividade.</p>
</blockquote>
<p>Simplificado, consiste em, um trabalhador produzir mais produtos, no mesmo período de tempo.</p>
<p>Aqui a AI poderá ter um lado positivo, vai permitir um ganho enorme na produtividade. O mundo do trabalho vai mudar, certos empregos vão acabar, essas pessoas terão que se adaptar a uma nova realidade. O essencial é que vai gerar um aumento na produtividade como nunca antes vista, possivelmente o maior de sempre após a revolução industrial.</p>
<p>Esse aumento de produtividade deveria repercutir para o trabalhador e para a empresa, com salários superiores e maior lucro, respetivamente.</p>
<blockquote>
<p>“Para aumentar os salários, é necessário aumentar a produtividade”</p>
</blockquote>
<p>Esta mensagem repetida até à náusea pelos políticos que é certa medida é verdade, mas o problema são os próprios políticos, os maiores “ladrões”/destruidores da produtividade/salário, através da inflação (aumento da base monetária).</p>
<p>Isto é a história do cartoon, do burro e a cenoura, onde a cenoura é a produtividade e o burro é o povo, onde apenas o político beneficia.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3fe369379ed255540805d3230364465a15314300524439ce8cd044b2b0700e2c.png" alt="image"></p>
<p>As pessoas esforçam-se para aumentar o seu salário, produzem mais, o seu salário é aumentado mas ao mesmo tempo o governo desvaloriza a moeda, ou seja, o valor nominal do salário aumenta, mas o poder de compra fica igual ou menor.</p>
<p>O esforço do trabalhador é inglório, não serviu para nada.</p>
<br>


<p>Crescimento da produtividade e remuneração por hora desde 1948:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/ad9ccb8e15f00df56382cf27a166637b78d6188d2b6a65b71a9f7414c2259de2.jpg" alt="image"></p>
<p>Fonte: <a href="https://oqueaconteceuem1971.com/">O QUE ACONTECEU EM 1971?</a></p>
<p>Este gráfico é perfeitamente demonstrativo do efeito do aumento da base monetária na remuneração dos trabalhadores. Até 1971, o aumento da remuneração dos trabalhadores, acompanha o aumento da produtividade. Após a criação do sistema fiduciário (1971), que permite desvalorizar a moeda, o imposto invisível, o grande beneficiado do aumento da produtividade foram os governos (e os seus amigos), em vez dos trabalhadores. Nas últimas 5 décadas, houve duas grandes revoluções que permitiram um aumento enorme da produtividade, da tecnologia/industrialização e a internet, mas estes avanços foram absorvidos pelos governos, os cidadãos pouco beneficiaram economicamente.</p>
<p>O mesmo vai acontecer com ganho de produtividade gerada pela AI, os governos vão querer absorver esse benefícios para si. Em vez do aumento de salário dos cidadãos, essa riqueza vai ser utilizada para reduzir os enormes déficits públicos e para financiar estados gordos.</p>
<p>Assim, esta parte da AI que poderia ser boa para a civilização, vai acabar por ser diluída pelos estados.</p>
<br>

<p>É curioso que o cidadão comum, consegue compreender o conceito económico de produtividade, mas já tem dificuldades em entender a inflação (o aumento da base monetária). E o estado, por interesse próprio, também não ensina, preferem manter o assunto meio nublado.</p>
<p>Há uns anos, eu em conversa com um senhor com bastante idade, um sujeito com poucos estudos, que foi sempre agricultor. O senhor contava a história, que antigamente nos campos com batatas eram necessários dezenas de trabalhadores para colher as batatas, mas hoje, basta um trator e uma pessoa, para fazer o mesmo trabalho. Depois concluía, se o custo com os trabalhadores diminuiu, logo o preço das batatas deveria diminuir, mas aconteceu o contrário, logo é culpa do proprietário/empresário, que está a enriquecer e é ganancioso.</p>
<p>A primeira parte é a descrição do aumento da produtividade, mas a sua conclusão está errada porque o senhor não tem noção do aumento da base monetária. O preço das batatas só baixaria, caso a base monetária fosse fixa. Enquanto ambos apontam o dedo, os trabalhadores acusam os empresários, os empresários acusam os trabalhadores; o estado observa e rouba os dois em simultâneo.</p>
<p><br><br></p>
<p>A impressão de dinheiro é um imposto invisível. Só existe uma maneira de evitar este roubo do século:</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a></p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A inteligência artificial (AI) vai e já está a provocar mudanças profundas na nossa civilização. É uma arma que pode ser poderosíssima, que pode ser utilizada para o bem, como para o mal.</p>
<p>O problema é quem está por detrás da AI, ou qual o objetivo dessa AI.</p>
<h1>Liberdade</h1>
<p>O meu grande receio da AI, não está relacionada com aquelas ideias fantasiosas dos filmes de ficção científica, onde as máquinas entram em guerra com os humanos, o meu receio é algo mais realista, é a utilização da AI para oprimir ou condicionar as liberdades individuais, ou seja, são humanos a querer controlar outros humanos.</p>
<p>Durante as últimas décadas os governos, criaram leis que violam a privacidade e liberdades, onde todo online é guardado e monitorizado. As câmaras de videovigilância estão por todo o lado. Depois de recolher os dados, será necessário a AI para analisar todos esses dados, aqui está o perigo, um verdadeiro Big Brother.</p>
<p>É um perigo para as democracias, para a privacidade, para as liberdades individuais e contra o livre-arbítrio.</p>
<h1>Produtividade</h1>
<blockquote>
<p>A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados. A produção é definida como os bens produzidos (quantidade de produtos produzidos). Os fatores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por fatores utilizados, maior é a produtividade.</p>
</blockquote>
<p>Simplificado, consiste em, um trabalhador produzir mais produtos, no mesmo período de tempo.</p>
<p>Aqui a AI poderá ter um lado positivo, vai permitir um ganho enorme na produtividade. O mundo do trabalho vai mudar, certos empregos vão acabar, essas pessoas terão que se adaptar a uma nova realidade. O essencial é que vai gerar um aumento na produtividade como nunca antes vista, possivelmente o maior de sempre após a revolução industrial.</p>
<p>Esse aumento de produtividade deveria repercutir para o trabalhador e para a empresa, com salários superiores e maior lucro, respetivamente.</p>
<blockquote>
<p>“Para aumentar os salários, é necessário aumentar a produtividade”</p>
</blockquote>
<p>Esta mensagem repetida até à náusea pelos políticos que é certa medida é verdade, mas o problema são os próprios políticos, os maiores “ladrões”/destruidores da produtividade/salário, através da inflação (aumento da base monetária).</p>
<p>Isto é a história do cartoon, do burro e a cenoura, onde a cenoura é a produtividade e o burro é o povo, onde apenas o político beneficia.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3fe369379ed255540805d3230364465a15314300524439ce8cd044b2b0700e2c.png" alt="image"></p>
<p>As pessoas esforçam-se para aumentar o seu salário, produzem mais, o seu salário é aumentado mas ao mesmo tempo o governo desvaloriza a moeda, ou seja, o valor nominal do salário aumenta, mas o poder de compra fica igual ou menor.</p>
<p>O esforço do trabalhador é inglório, não serviu para nada.</p>
<br>


<p>Crescimento da produtividade e remuneração por hora desde 1948:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/ad9ccb8e15f00df56382cf27a166637b78d6188d2b6a65b71a9f7414c2259de2.jpg" alt="image"></p>
<p>Fonte: <a href="https://oqueaconteceuem1971.com/">O QUE ACONTECEU EM 1971?</a></p>
<p>Este gráfico é perfeitamente demonstrativo do efeito do aumento da base monetária na remuneração dos trabalhadores. Até 1971, o aumento da remuneração dos trabalhadores, acompanha o aumento da produtividade. Após a criação do sistema fiduciário (1971), que permite desvalorizar a moeda, o imposto invisível, o grande beneficiado do aumento da produtividade foram os governos (e os seus amigos), em vez dos trabalhadores. Nas últimas 5 décadas, houve duas grandes revoluções que permitiram um aumento enorme da produtividade, da tecnologia/industrialização e a internet, mas estes avanços foram absorvidos pelos governos, os cidadãos pouco beneficiaram economicamente.</p>
<p>O mesmo vai acontecer com ganho de produtividade gerada pela AI, os governos vão querer absorver esse benefícios para si. Em vez do aumento de salário dos cidadãos, essa riqueza vai ser utilizada para reduzir os enormes déficits públicos e para financiar estados gordos.</p>
<p>Assim, esta parte da AI que poderia ser boa para a civilização, vai acabar por ser diluída pelos estados.</p>
<br>

<p>É curioso que o cidadão comum, consegue compreender o conceito económico de produtividade, mas já tem dificuldades em entender a inflação (o aumento da base monetária). E o estado, por interesse próprio, também não ensina, preferem manter o assunto meio nublado.</p>
<p>Há uns anos, eu em conversa com um senhor com bastante idade, um sujeito com poucos estudos, que foi sempre agricultor. O senhor contava a história, que antigamente nos campos com batatas eram necessários dezenas de trabalhadores para colher as batatas, mas hoje, basta um trator e uma pessoa, para fazer o mesmo trabalho. Depois concluía, se o custo com os trabalhadores diminuiu, logo o preço das batatas deveria diminuir, mas aconteceu o contrário, logo é culpa do proprietário/empresário, que está a enriquecer e é ganancioso.</p>
<p>A primeira parte é a descrição do aumento da produtividade, mas a sua conclusão está errada porque o senhor não tem noção do aumento da base monetária. O preço das batatas só baixaria, caso a base monetária fosse fixa. Enquanto ambos apontam o dedo, os trabalhadores acusam os empresários, os empresários acusam os trabalhadores; o estado observa e rouba os dois em simultâneo.</p>
<p><br><br></p>
<p>A impressão de dinheiro é um imposto invisível. Só existe uma maneira de evitar este roubo do século:</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a></p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Créditos na era Bitcoin]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o mercado de crédito.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o mercado de crédito.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 13 Jul 2024 13:34:36 GMT</pubDate>
      <link>https://compilados.npub.pro/post/jye6okxwqkhygixxnyisn/</link>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sou nenhum especialista em economia, certamente este terá alguns erros, mas adoro pensar/imaginar/ tentar prever a evolução de uma sociedade FIAT para uma sociedade cada vez mais bitcoinizada, até o Bitcoin se tornar a unidade de conta do mundo.</p>
<p>Apenas vou analisar o crédito destinado ao retalho/varejo, a pessoas ou a empresas. Os empréstimos entre instituições bancárias, entre os bancos centrais e emissão de dívida soberana, ficam para uma futura segunda parte.</p>
<p>A adoção do Bitcoin como unidade de conta, vai provocar uma disrupção completa na sociedade, na economia e em todo sistema financeiro. O Bitcoin vai trazer ganhos incalculáveis para a sociedade, vai ser mais justa e equitativa. Também poderá ter alguns viés, um deles são os contratos de crédito, mas os benefícios superam em muito os “danos”.</p>
<p>A parte dos contratos créditos/empréstimos, talvez seja a área da economia na qual eu tenho mais dificuldade em imaginar, deixa-me com imensas dúvidas.</p>
<h1>Reserva Fracionária</h1>
<p>Antes de avançar na reflexão sobre o crédito, é importante primeiro falar de um conceito moderno do sistema bancário, a reserva fracionária.</p>
<blockquote>
<p>O sistema de reserva fracionária refere-se à prática bancária, adotada na maioria dos países do mundo, que permite que os bancos façam empréstimos ou investimentos em valor muito superior ao valor dos depósitos sob sua guarda, desde que mantenham como reserva uma determinada fração do valor desses depósitos. Esse sistema permite que os bancos emprestem a maior parte dos depósitos a vista, retendo compulsoriamente apenas uma fração desses depósitos. O sistema de reservas fracionárias baseia-se na crença de que os depositantes não sacarão o seu dinheiro ao mesmo tempo. Se o fizessem, os bancos não teriam como atender a demanda, ou seja, quebrariam.<br>Uma vez que os depósitos bancários são normalmente considerados como dinheiro e dado que os bancos mantêm reservas inferiores ao valor total dos depósitos de clientes, a reserva fracionária permite que a oferta monetária cresça além do montante da base monetária originalmente criada pelo banco central. – <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_reserva_fracion%C3%A1ria">Wikipedia</a></p>
</blockquote>
<p>Na prática, a reserva fracionária permite aos bancos comerciais emprestar mais dinheiro do que têm, ou seja, criam dinheiro do nada.</p>
<p>O cidadão comum tem uma ideia errada, de como funciona o crédito, acreditam que os bancos utilizam os depósitos de clientes para dar liquidez nos empréstimos, mas não corresponde à verdade. Quando um banco “vende” um crédito, cria dinheiro do nada, não utiliza o dinheiro dos depósitos dos clientes. É nos créditos onde se imprime mais dinheiro, sim, os bancos comerciais também têm o poder de imprimir dinheiro, não é algo exclusivo dos bancos centrais.</p>
<p>Assim, em cada novo empréstimo realizado, aumenta a base monetária.</p>
<p>Em quase todas as grandes crises financeiras/económicas que assolaram a humanidade tem em comum, na origem existe uma grande expansão da base monetária. Umas vezes foram geradas pelos bancos centrais/estados, outras foram pelos bancos comerciais.</p>
<p>A atual política monetária (incluindo a reserva fracionária) distorce por completo o risco. Como o risco de falência de uma instituição bancária, é nulo, em último caso, o pai estado está lá para resgatar e salvar o banco. Foi exatamente o que aconteceu em 2007, na crise subprime, houve um excesso de crédito, criou uma enorme bolha no imobiliário, o seu colapso levou as instituições à pré-falência, os estados foram obrigados a intervir, resgatando os bancos.</p>
<p>O risco é essencial e saudável, a existência de risco leva os credores /instituições bancárias a serem mais criteriosas e exigentes ao atribuir um crédito. Pelo contrário, a ausência de risco, leva ao facilitismo, ao excesso e ao abuso no crédito.</p>
<p>O abuso cria bolhas no mercado imobiliário, nos mercados financeiros, distorcem o mundo empresarial. O juro zero permitiu criar empresas zumbi, <em>startups</em> que nunca tiveram lucros, algumas chegaram a ser unicórnios. Como o dinheiro é barato, existe um excesso de liquidez, os VCs (Venture Capital) investem em tudo que mexe, sem qualquer critério.</p>
<p>Mas isto não é viável para sempre, a seguir ao excesso, acontece uma forte correção, uma crise severa. Para combater essa crise, os governos vão despejar dinheiro no mercado para estimular o consumo. Ou seja, a “solução” para a crise é a mesma que esteve na origem da crise, a expansão monetária. Isto cria um círculo vicioso de crises, crises recorrentes, ou como os economistas dizem, ciclos de mercado.</p>
<p>Na teoria, a taxa de juro, corresponde ao risco de incumprimento por parte do devedor. Quanto maior o risco de incumprimento, maior é a taxa de juro e/ou mais garantias exigidas pelo banco. Na prática, como o risco é zero, a taxa de juro está completamente distorcida pelos bancos centrais, levou a certas aberrações, como a taxa de juro zero ou mesmo negativas.</p>
<p>O padrão Bitcoin, não significa o fim da reserva fracionária, poderá existir, mas como o risco é elevadíssimo para as instituições bancárias, é provável que não o façam ou haverá com valores muito residuais.</p>
<p>Com algumas diferenças, mas foi o que aconteceu na FTX, as reservas eram muito inferiores ao valor total dos depósitos de clientes, na prática, eles fizeram reserva fracionária. Quando os clientes/depositantes foram levantar os seus ativos digitais, eles não existiam. Inevitável a FTX faliu.</p>
<p>A adoção Bitcoin é um forte acelerador para o fim da reserva fracionária, para um sistema monetário sólido, baseado na verdade e na transparência. Bitcoin é uma moeda ética.</p>
<h1>Crédito</h1>
<p>Eu não sou contra o crédito, pelo contrário, em certas circunstâncias é importante para a economia. Eu sou, é contra a reserva fracionária, permite que os bancos comerciais criem dinheiro do nada, sem assumir qualquer risco. Na minha opinião, os bancos comerciais devem ter <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Full-reserve_banking"><em>full-reserve</em></a>, a reserva fracionária deve ser proibida, para que os depósitos de clientes estejam completamente seguros, mesmo em situações críticas. Em caso de corrida bancária, o dinheiro está lá, não haverá problemas.</p>
<p>É o oposto do atual sistema, que foi construído em cima de uma castelo de cartas, que pode desmoronar a qualquer momento. O sistema bancário é muito frágil, qualquer dia, um <em>influencer</em> qualquer com milhões de seguidores, com um grande poder de influência, pode apelar aos seus seguidores para retirar o dinheiro do banco X, e em poucas horas esse banco colapsa. Em Portugal, o Banif foi alegadamente à falência, devido a uma corrida bancária, após <a href="https://observador.pt/2019/03/29/ministerio-publico-acusa-tvi-e-diretor-de-informacao-no-caso-banif/">uma notícia emitida no notíciario de um canal televisivo</a>. Isto só é possível porque o sistema é frágil, o sistema financeiro tem que ser blindado, não pode estar a mercê de um <em>influencer</em> ou de uma televisão ou de uma <em>fakenews</em>.</p>
<p>O atual modelo de crédito tem que mudar, os bancos têm que deixar de ser os credores, devem apenas fazer a intermediação, entre devedor e o credor.</p>
<p>Têm que existir uma segregação entre os depósitos dos clientes do banco e o dinheiro dos credores. Assim o risco, fica em exclusivo de quem dá a liquidez (credor), o banco está totalmente sólido, além disso não existirá um aumento da base monetária.</p>
<p>O fim da reserva fracionária, não é o fim do crédito, mas não será tão acessível, haverá mais exigências, maiores garantias e as taxas de juros serão superiores.</p>
<h2>Sociedade de crédito</h2>
<p>Nós vivemos numa sociedade altamente consumista, totalmente dependente/viciada em crédito, com alta preferência temporal. Isso só é possível devido ao sistema fiduciário (FIAT), com crédito fácil e barato, que incentiva o consumismo exacerbado.</p>
<p>O fim da expansão monetária será o fim do crédito barato, será o fim uma aberração da era moderna, as taxas de juro zero ou negativas. A reserva fracionária será extremamente arriscada, os bancos que o fizeram correm altos riscos. Atualmente, como o risco é zero ou baixo para todos os intervenientes no crédito, todos beneficiam, distorcendo o mercado. Com um risco zero, gera um forte incentivo ao crédito por parte do consumidor, os bancos atribuem indiscriminadamente os créditos, sem qualquer critério. O devedor têm taxas de juros mais baixas e os bancos não correm risco de insolvência porque têm uma proteção do pai estado. O estado também não tem qualquer risco, se for necessário salvar um banco, é só imprimir dinheiro, o custo é zero.</p>
<p>Isto parece tudo um mar de rosas, todos estão felizes e contentes, mas na realidade, isto é tudo uma ilusão, ao criar dinheiro, cria inflação. A inflação destrói as poupanças dos cidadãos, é um imposto oculto, além de ser altamente perverso, em dois sentidos; Primeiro: beneficia os devedores, mas quem é penalizado são os poupadores, na sociedade no geral; Segundo: beneficia os ricos em detrimento dos pobres, efeito Cantillon.</p>
<h2>Crédito à habitação</h2>
<p>O problema do acesso ao crédito será visível sobretudo na habitação, porque nos restantes créditos, a sociedade adapta-se. Se não houver dinheiro para um carro novo, opta por um carro usado, ou então por um de cilindrada mais baixa.</p>
<p>No caso da habitação é mais complexo, já não existe essa flexibilidade, devido ao elevado valor, tanto das novas como das velhas habitações.</p>
<p>Este problema é sobretudo visível nos países ocidentais, que durante anos aproveitaram o privilégio de taxas de juros mais baixas, permitia fazer crédito à habitação com maturidade muito longas, superiores a 30 anos. Países com problemas cambiais, as maturidade sempre foram mais curtas, já estão habituados a taxas de juros mais elevadas.</p>
<p>O problema ainda é mais grave em certos países ocidentais, como o caso de Portugal, onde o mercado de arrendamento é muito pequeno e a única alternativa dos jovens, é ter habitação própria. Mas devido ao valor exorbitante das habitação, a única solução era através do crédito com maturidade extensa. Com o fim do crédito barato, o crédito à habitação inevitavelmente terá que ser bastante mais curto, talvez um máximo 10 anos, possivelmente o crédito apenas financiará metade do valor do imóvel, o restante terá que ser poupanças.</p>
<p>Em Portugal e em muitos outros países, muito poucos os jovens conseguem cumprir esses requisitos, para ter acesso a uma casa.</p>
<p>Para resolver o problema, os políticos vão optar pelo mais fácil, vão ter planos “milagrosos”, como créditos bonificados, garantias ilimitadas aos bancos e muitos outros artifícios. Na prática, isto será uma reserva fracionária travestida. Apenas resulta numa distorção completa no mercado.</p>
<p>A ideia do Bitcoin como reserva de valor, como uma proteção contra a inflação é sedutora, atrai muita gente. Mas com a crescente adoção, as pessoas vão se aperceber que o crédito não será tão acessível, como anteriormente. Ao aperceberam-se do fim do crédito barato, será que não vai provocar um atraso ou mesmo um retrocesso na adoção do Bitcoin?</p>
<p>Será que a sociedade está disponível para perder o acesso ao crédito barato?</p>
<p>Não sei a resposta.</p>
<h2>Evolução no crédito</h2>
<p>Com a alteração do padrão FIAT para o padrão Bitcoin, o crédito vai sofrer uma evolução e a sociedade terá que se adaptar.</p>
<p>Atualmente estamos no padrão FIAT, o crédito é simples e barato.</p>
<p>A moeda fiduciária é inflacionária e o Bitcoin está com uma aquisição de poder de compra crescente, permite fazer um ataque especulativo entre as moedas. É o que Michael Saylor faz, realizando créditos em dólares para comprar Bitcoin. Como o Bitcoin tem uma valorização contra dólar, beneficia.</p>
<p>No período de transição entre os dois padrões, talvez exista um momento, onde será muito complicado a realização de contratos de crédito. Com o Bitcoin numa fase avançada na adoção mas a unidade de conta ainda é a FIAT, como existe uma forte volatilidade nas duas moedas, a FIAT com uma desvalorização acelerada e o Bitcoin será o oposto, torna-se difícil o crédito.</p>
<p>Como ninguém quer ter FIAT, a taxa de juro terá que ser muito elevada, serão poucas as pessoas a conseguir fazer um crédito em FIAT. Em alternativa podem surgir os créditos com o valor facial em Bitcoin, mas o risco também será muito elevado para quem realiza o crédito. Como o Bitcoin está numa fase de valorização, mas as pessoas continuam a ter vencimentos em FIAT, torna-se impossível cumprir os seus compromissos, especialmente a longo prazo.</p>
<p>Imaginem que o crédito, corresponde a uma prestação de 0.01Btc por mês. A primeira prestação corresponde a 40% do salário, passado um ano seria 70%, passando outro ano, seria maior que o salário, era impossível cumprir.</p>
<p>Nesta fase, o crédito será muito pouco acessível, em ambas moedas. Quanto maior for a volatilidade, mais difícil será o crédito.</p>
<p>Com a crescente adoção do Bitcoin, a sua volatilidade ficará muito baixa, o crédito voltará a ser possível para o comum cidadão, mas todos os contratos de créditos serão precificados em BTC. O Bitcoin será a unidade de conta.</p>
<h1>Bancos comerciais</h1>
<p>Com o fim da reserva fracionária, os bancos comerciais terão um papel muito diferente do atual, na parte dos contratos de crédito serão apenas intermediários, vão redigir os contratos, fazer a análise de risco, avaliar os colaterais. O banco não vai dar liquidez, serão terceiros a dar, ou pessoas ou empresas. A yield será definida por quem dá a liquidez, num modelo similar aos leilões de dívida pública.</p>
<p>Neste modelo, os bancos estão mais seguros, não terão problema devido ao incumprimento do crédito, esse risco será do credor. Os bancos passam a desempenhar o seu papel original, os depósitos, guardar o dinheiro dos clientes e alguns produtos de intermediação, mas em nenhum momento compromete a liquidez da instituição. É o oposto do que acontece hoje, onde o crédito coloca em causa a solvência do banco, com o fim das reservas bancárias, os bancos são mais resilientes, as corridas bancárias deixam de ser um problema.</p>
<p>Com o surgimento dos <em>smartcontracts</em> nas <em>blockchains</em>, o crédito entrou numa nova era, é uma revolução mas ainda tem algumas limitações, sobretudo no colateral. Os bancos vão desempenhar um papel fundamental, vão avaliar e fazer a guarda dos colaterais, será criado um <em>token</em> RWA.</p>
<h2>RWA</h2>
<p>Os Real World Assets (RWA) ainda está numa fase inicial, mas será um filão para os bancos.</p>
<p>No último ano surgiram inúmeros projetos de <em>tokens</em> de RWA, é uma nova moda, são <em>tokens</em> de governança, eu não acredito neste tipo de produto. São autênticos scans, não têm qualquer valor. Isto é algo muito recorrente no mundo cripto, pegam num conceito muito interessante, útil para a sociedade, mas depois desvirtuam por completo o conceito inicial, com o único intuito de enriquecer, é a ganância no estado puro. Um bom exemplo são os NFTs, é uma tecnologia interessante para os certificados de autenticidade ou para ingressos. O objectivo é garantir prevenir a contrafacção, mas os degenerados transformam os NFTs num produto de especuladores, uma via para enriquecer. O mesmo acontece com estes RWAs, é sobretudo <em>tokens</em> de governança, sem qualquer valor, pura especulação.</p>
<p>Os RWAs que eu acredito, que terão valor, na prática são garantias bancárias ou hipotecas (de um bem móvel ou imóvel), ações, título do governo, em formato digital, um <em>token</em>. São <em>tokens</em> emitidos e geridos por uma entidade centralizada, sobretudo bancos. Cada <em>token</em> corresponde a um ativo real/físico. Esta entidade fará a avaliação, a guarda desse ativo real e cria esse <em>token</em> e fará a sua gestão, é a segurança jurídica.</p>
<p>Vamos a dois exemplos concretos: Um caso, pode ser uma garantia bancária digital, em formato <em>token</em>. Depositamos 10.000€ no banco, é um criada uma garantia bancária digital (<em>token</em>) nesse valor.</p>
<p>Outro caso, eu tenho um quadro/pintura, é avaliado, é criado um <em>token</em>. O quadro ficará à guarda do banco, é uma hipoteca.</p>
<p>Qual a vantagem destes RWAs?</p>
<p>Com eles é possível fazer <em>smartcontracts</em> e utilizá-lo como colateral, existe uma infindável possibilidade, a principal será para contratos de créditos. Em caso de incumprimento do contrato, o credor vai exercer o direito ao colateral ao banco, o banco será a segurança jurídica, um intermédio de confiança.</p>
<p>Em nenhum momento, estes <em>tokens</em> valorizam, o valor está no bem físico que representam. Infelizmente o que está a ser criado agora, não faz sentido, não é necessário criar <em>blockchains</em> exclusivas, também não é necessário criar um <em>token</em> nativo para essas <em>blockchains</em>. Os degenerados só querem produtos especulativos, mas eu ainda tenho a esperança que isto seja corrigido, os verdadeiros NFTs e RWAs vão dominar.</p>
<h1>Crédito colateralizados em Bitcoin</h1>
<p>Os créditos colateralizados em Bitcoin é uma ideia que circula muito na comunidade de bitcoiners maximalistas, como uma possibilidade para o futuro. Em vez de vender o BTCs, as pessoas vivem de créditos colateralizados em BTC, que são renovados perpetuamente, por isso eu gosto de os chamar créditos perpétuos.</p>
<p>Como funciona?</p>
<p>Consiste em pedir crédito com colateral em BTCs, quando a maturidade terminar, será pago com um novo crédito. Como o Bitcoin valoriza mais que o FIAT ao longo do tempo, o colateral necessário será cada vez menor.</p>
<p>Exemplo:</p>
<ul>
<li>Fazer um crédito de 30.000€, com uma maturidade a 4 anos, com um colateral de 1 BTC (o dobro, BTC=60.000€).</li>
<li>Passado os 4 anos, a maturidade termina e o bitcoin vale 120.000€. É feito um novo crédito idêntico, mas com um colateral de 0.5 BTC.</li>
<li>Passado outros 4 anos, o BTC já vale 240.000€, é realizado um novo crédito mas com um colateral de 0.25 BTC. Esta operação pode ser repetida infinitamente, com o passar do tempo, o colateral será cada vez menor.</li>
</ul>
<p>Para uma melhor compreensão do exemplo, eu simplifiquei ao máximo a ideia, porque nestas equações falta incluir a taxa de juro da instituição de crédito e outros custos da operação.</p>
<p>Em teoria, esta engenharia financeira funciona, desde que a valorização do Bitcoin contra o FIAT, seja superior aos custos do crédito.</p>
<p>Posso estar errado, mas esta engenharia financeira, apenas é viável quando a unidade de conta é uma moeda FIAT. Existem bitcoiners que desejam um mundo bitcoinizado e ao mesmo tempo querem usufruir destes créditos perpétuos, no meu ponto de vista não é possível acontecer os dois em simultâneo.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Eu tenho muitas dúvidas, mas uma coisa é certa, o crédito nunca estará ameaçado, existirá sempre a possibilidade de realizar crédito. As alterações mais profundas apenas ocorrerão com o fim da reserva fracionária, mesmo nessa situação, existirá, mas será sempre mais responsável. Esta é a palavra chave, o que falta ao atual sistema, RESPONSABILIDADE.</p>
<p>Este sistema monetário está caduco, mas como um dos principais benefícios são os políticos, eles não fazem nada para mudar, pelo contrário, vão/estão a fazer tudo para o manter. Os políticos têm que ser mais responsáveis, aprender a viver com menos e não hipotecar o futuro dos seus netos.</p>
<p>Eu ainda tenho muitas dúvidas, se alguma vez, o padrão Bitcoin na sua plenitude vai acontecer, pelo menos, eu acredito não estar vivo nesse momento. Os políticos vão fazer tudo para procrastinar, só dentro de muitas décadas a mudança poderá ocorrer. Os políticos são idiotas, mas são extremamente camaleônicos, vão se adaptar para se manter no poder, é a luta pela sobrevivência.</p>
<p>A mudança começa em cada um de nós, se a maioria mudar, a sociedade muda. Necessitamos de uma população com uma preferência temporal mais baixa, menos consumista.</p>
<p>O Bitcoin, primeiro muda o nosso eu, a nossa maneira de ver o mundo, só depois mudar a sociedade.</p>
<p>Fix the money, Fix the World!</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Eu não sou nenhum especialista em economia, certamente este terá alguns erros, mas adoro pensar/imaginar/ tentar prever a evolução de uma sociedade FIAT para uma sociedade cada vez mais bitcoinizada, até o Bitcoin se tornar a unidade de conta do mundo.</p>
<p>Apenas vou analisar o crédito destinado ao retalho/varejo, a pessoas ou a empresas. Os empréstimos entre instituições bancárias, entre os bancos centrais e emissão de dívida soberana, ficam para uma futura segunda parte.</p>
<p>A adoção do Bitcoin como unidade de conta, vai provocar uma disrupção completa na sociedade, na economia e em todo sistema financeiro. O Bitcoin vai trazer ganhos incalculáveis para a sociedade, vai ser mais justa e equitativa. Também poderá ter alguns viés, um deles são os contratos de crédito, mas os benefícios superam em muito os “danos”.</p>
<p>A parte dos contratos créditos/empréstimos, talvez seja a área da economia na qual eu tenho mais dificuldade em imaginar, deixa-me com imensas dúvidas.</p>
<h1>Reserva Fracionária</h1>
<p>Antes de avançar na reflexão sobre o crédito, é importante primeiro falar de um conceito moderno do sistema bancário, a reserva fracionária.</p>
<blockquote>
<p>O sistema de reserva fracionária refere-se à prática bancária, adotada na maioria dos países do mundo, que permite que os bancos façam empréstimos ou investimentos em valor muito superior ao valor dos depósitos sob sua guarda, desde que mantenham como reserva uma determinada fração do valor desses depósitos. Esse sistema permite que os bancos emprestem a maior parte dos depósitos a vista, retendo compulsoriamente apenas uma fração desses depósitos. O sistema de reservas fracionárias baseia-se na crença de que os depositantes não sacarão o seu dinheiro ao mesmo tempo. Se o fizessem, os bancos não teriam como atender a demanda, ou seja, quebrariam.<br>Uma vez que os depósitos bancários são normalmente considerados como dinheiro e dado que os bancos mantêm reservas inferiores ao valor total dos depósitos de clientes, a reserva fracionária permite que a oferta monetária cresça além do montante da base monetária originalmente criada pelo banco central. – <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_reserva_fracion%C3%A1ria">Wikipedia</a></p>
</blockquote>
<p>Na prática, a reserva fracionária permite aos bancos comerciais emprestar mais dinheiro do que têm, ou seja, criam dinheiro do nada.</p>
<p>O cidadão comum tem uma ideia errada, de como funciona o crédito, acreditam que os bancos utilizam os depósitos de clientes para dar liquidez nos empréstimos, mas não corresponde à verdade. Quando um banco “vende” um crédito, cria dinheiro do nada, não utiliza o dinheiro dos depósitos dos clientes. É nos créditos onde se imprime mais dinheiro, sim, os bancos comerciais também têm o poder de imprimir dinheiro, não é algo exclusivo dos bancos centrais.</p>
<p>Assim, em cada novo empréstimo realizado, aumenta a base monetária.</p>
<p>Em quase todas as grandes crises financeiras/económicas que assolaram a humanidade tem em comum, na origem existe uma grande expansão da base monetária. Umas vezes foram geradas pelos bancos centrais/estados, outras foram pelos bancos comerciais.</p>
<p>A atual política monetária (incluindo a reserva fracionária) distorce por completo o risco. Como o risco de falência de uma instituição bancária, é nulo, em último caso, o pai estado está lá para resgatar e salvar o banco. Foi exatamente o que aconteceu em 2007, na crise subprime, houve um excesso de crédito, criou uma enorme bolha no imobiliário, o seu colapso levou as instituições à pré-falência, os estados foram obrigados a intervir, resgatando os bancos.</p>
<p>O risco é essencial e saudável, a existência de risco leva os credores /instituições bancárias a serem mais criteriosas e exigentes ao atribuir um crédito. Pelo contrário, a ausência de risco, leva ao facilitismo, ao excesso e ao abuso no crédito.</p>
<p>O abuso cria bolhas no mercado imobiliário, nos mercados financeiros, distorcem o mundo empresarial. O juro zero permitiu criar empresas zumbi, <em>startups</em> que nunca tiveram lucros, algumas chegaram a ser unicórnios. Como o dinheiro é barato, existe um excesso de liquidez, os VCs (Venture Capital) investem em tudo que mexe, sem qualquer critério.</p>
<p>Mas isto não é viável para sempre, a seguir ao excesso, acontece uma forte correção, uma crise severa. Para combater essa crise, os governos vão despejar dinheiro no mercado para estimular o consumo. Ou seja, a “solução” para a crise é a mesma que esteve na origem da crise, a expansão monetária. Isto cria um círculo vicioso de crises, crises recorrentes, ou como os economistas dizem, ciclos de mercado.</p>
<p>Na teoria, a taxa de juro, corresponde ao risco de incumprimento por parte do devedor. Quanto maior o risco de incumprimento, maior é a taxa de juro e/ou mais garantias exigidas pelo banco. Na prática, como o risco é zero, a taxa de juro está completamente distorcida pelos bancos centrais, levou a certas aberrações, como a taxa de juro zero ou mesmo negativas.</p>
<p>O padrão Bitcoin, não significa o fim da reserva fracionária, poderá existir, mas como o risco é elevadíssimo para as instituições bancárias, é provável que não o façam ou haverá com valores muito residuais.</p>
<p>Com algumas diferenças, mas foi o que aconteceu na FTX, as reservas eram muito inferiores ao valor total dos depósitos de clientes, na prática, eles fizeram reserva fracionária. Quando os clientes/depositantes foram levantar os seus ativos digitais, eles não existiam. Inevitável a FTX faliu.</p>
<p>A adoção Bitcoin é um forte acelerador para o fim da reserva fracionária, para um sistema monetário sólido, baseado na verdade e na transparência. Bitcoin é uma moeda ética.</p>
<h1>Crédito</h1>
<p>Eu não sou contra o crédito, pelo contrário, em certas circunstâncias é importante para a economia. Eu sou, é contra a reserva fracionária, permite que os bancos comerciais criem dinheiro do nada, sem assumir qualquer risco. Na minha opinião, os bancos comerciais devem ter <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Full-reserve_banking"><em>full-reserve</em></a>, a reserva fracionária deve ser proibida, para que os depósitos de clientes estejam completamente seguros, mesmo em situações críticas. Em caso de corrida bancária, o dinheiro está lá, não haverá problemas.</p>
<p>É o oposto do atual sistema, que foi construído em cima de uma castelo de cartas, que pode desmoronar a qualquer momento. O sistema bancário é muito frágil, qualquer dia, um <em>influencer</em> qualquer com milhões de seguidores, com um grande poder de influência, pode apelar aos seus seguidores para retirar o dinheiro do banco X, e em poucas horas esse banco colapsa. Em Portugal, o Banif foi alegadamente à falência, devido a uma corrida bancária, após <a href="https://observador.pt/2019/03/29/ministerio-publico-acusa-tvi-e-diretor-de-informacao-no-caso-banif/">uma notícia emitida no notíciario de um canal televisivo</a>. Isto só é possível porque o sistema é frágil, o sistema financeiro tem que ser blindado, não pode estar a mercê de um <em>influencer</em> ou de uma televisão ou de uma <em>fakenews</em>.</p>
<p>O atual modelo de crédito tem que mudar, os bancos têm que deixar de ser os credores, devem apenas fazer a intermediação, entre devedor e o credor.</p>
<p>Têm que existir uma segregação entre os depósitos dos clientes do banco e o dinheiro dos credores. Assim o risco, fica em exclusivo de quem dá a liquidez (credor), o banco está totalmente sólido, além disso não existirá um aumento da base monetária.</p>
<p>O fim da reserva fracionária, não é o fim do crédito, mas não será tão acessível, haverá mais exigências, maiores garantias e as taxas de juros serão superiores.</p>
<h2>Sociedade de crédito</h2>
<p>Nós vivemos numa sociedade altamente consumista, totalmente dependente/viciada em crédito, com alta preferência temporal. Isso só é possível devido ao sistema fiduciário (FIAT), com crédito fácil e barato, que incentiva o consumismo exacerbado.</p>
<p>O fim da expansão monetária será o fim do crédito barato, será o fim uma aberração da era moderna, as taxas de juro zero ou negativas. A reserva fracionária será extremamente arriscada, os bancos que o fizeram correm altos riscos. Atualmente, como o risco é zero ou baixo para todos os intervenientes no crédito, todos beneficiam, distorcendo o mercado. Com um risco zero, gera um forte incentivo ao crédito por parte do consumidor, os bancos atribuem indiscriminadamente os créditos, sem qualquer critério. O devedor têm taxas de juros mais baixas e os bancos não correm risco de insolvência porque têm uma proteção do pai estado. O estado também não tem qualquer risco, se for necessário salvar um banco, é só imprimir dinheiro, o custo é zero.</p>
<p>Isto parece tudo um mar de rosas, todos estão felizes e contentes, mas na realidade, isto é tudo uma ilusão, ao criar dinheiro, cria inflação. A inflação destrói as poupanças dos cidadãos, é um imposto oculto, além de ser altamente perverso, em dois sentidos; Primeiro: beneficia os devedores, mas quem é penalizado são os poupadores, na sociedade no geral; Segundo: beneficia os ricos em detrimento dos pobres, efeito Cantillon.</p>
<h2>Crédito à habitação</h2>
<p>O problema do acesso ao crédito será visível sobretudo na habitação, porque nos restantes créditos, a sociedade adapta-se. Se não houver dinheiro para um carro novo, opta por um carro usado, ou então por um de cilindrada mais baixa.</p>
<p>No caso da habitação é mais complexo, já não existe essa flexibilidade, devido ao elevado valor, tanto das novas como das velhas habitações.</p>
<p>Este problema é sobretudo visível nos países ocidentais, que durante anos aproveitaram o privilégio de taxas de juros mais baixas, permitia fazer crédito à habitação com maturidade muito longas, superiores a 30 anos. Países com problemas cambiais, as maturidade sempre foram mais curtas, já estão habituados a taxas de juros mais elevadas.</p>
<p>O problema ainda é mais grave em certos países ocidentais, como o caso de Portugal, onde o mercado de arrendamento é muito pequeno e a única alternativa dos jovens, é ter habitação própria. Mas devido ao valor exorbitante das habitação, a única solução era através do crédito com maturidade extensa. Com o fim do crédito barato, o crédito à habitação inevitavelmente terá que ser bastante mais curto, talvez um máximo 10 anos, possivelmente o crédito apenas financiará metade do valor do imóvel, o restante terá que ser poupanças.</p>
<p>Em Portugal e em muitos outros países, muito poucos os jovens conseguem cumprir esses requisitos, para ter acesso a uma casa.</p>
<p>Para resolver o problema, os políticos vão optar pelo mais fácil, vão ter planos “milagrosos”, como créditos bonificados, garantias ilimitadas aos bancos e muitos outros artifícios. Na prática, isto será uma reserva fracionária travestida. Apenas resulta numa distorção completa no mercado.</p>
<p>A ideia do Bitcoin como reserva de valor, como uma proteção contra a inflação é sedutora, atrai muita gente. Mas com a crescente adoção, as pessoas vão se aperceber que o crédito não será tão acessível, como anteriormente. Ao aperceberam-se do fim do crédito barato, será que não vai provocar um atraso ou mesmo um retrocesso na adoção do Bitcoin?</p>
<p>Será que a sociedade está disponível para perder o acesso ao crédito barato?</p>
<p>Não sei a resposta.</p>
<h2>Evolução no crédito</h2>
<p>Com a alteração do padrão FIAT para o padrão Bitcoin, o crédito vai sofrer uma evolução e a sociedade terá que se adaptar.</p>
<p>Atualmente estamos no padrão FIAT, o crédito é simples e barato.</p>
<p>A moeda fiduciária é inflacionária e o Bitcoin está com uma aquisição de poder de compra crescente, permite fazer um ataque especulativo entre as moedas. É o que Michael Saylor faz, realizando créditos em dólares para comprar Bitcoin. Como o Bitcoin tem uma valorização contra dólar, beneficia.</p>
<p>No período de transição entre os dois padrões, talvez exista um momento, onde será muito complicado a realização de contratos de crédito. Com o Bitcoin numa fase avançada na adoção mas a unidade de conta ainda é a FIAT, como existe uma forte volatilidade nas duas moedas, a FIAT com uma desvalorização acelerada e o Bitcoin será o oposto, torna-se difícil o crédito.</p>
<p>Como ninguém quer ter FIAT, a taxa de juro terá que ser muito elevada, serão poucas as pessoas a conseguir fazer um crédito em FIAT. Em alternativa podem surgir os créditos com o valor facial em Bitcoin, mas o risco também será muito elevado para quem realiza o crédito. Como o Bitcoin está numa fase de valorização, mas as pessoas continuam a ter vencimentos em FIAT, torna-se impossível cumprir os seus compromissos, especialmente a longo prazo.</p>
<p>Imaginem que o crédito, corresponde a uma prestação de 0.01Btc por mês. A primeira prestação corresponde a 40% do salário, passado um ano seria 70%, passando outro ano, seria maior que o salário, era impossível cumprir.</p>
<p>Nesta fase, o crédito será muito pouco acessível, em ambas moedas. Quanto maior for a volatilidade, mais difícil será o crédito.</p>
<p>Com a crescente adoção do Bitcoin, a sua volatilidade ficará muito baixa, o crédito voltará a ser possível para o comum cidadão, mas todos os contratos de créditos serão precificados em BTC. O Bitcoin será a unidade de conta.</p>
<h1>Bancos comerciais</h1>
<p>Com o fim da reserva fracionária, os bancos comerciais terão um papel muito diferente do atual, na parte dos contratos de crédito serão apenas intermediários, vão redigir os contratos, fazer a análise de risco, avaliar os colaterais. O banco não vai dar liquidez, serão terceiros a dar, ou pessoas ou empresas. A yield será definida por quem dá a liquidez, num modelo similar aos leilões de dívida pública.</p>
<p>Neste modelo, os bancos estão mais seguros, não terão problema devido ao incumprimento do crédito, esse risco será do credor. Os bancos passam a desempenhar o seu papel original, os depósitos, guardar o dinheiro dos clientes e alguns produtos de intermediação, mas em nenhum momento compromete a liquidez da instituição. É o oposto do que acontece hoje, onde o crédito coloca em causa a solvência do banco, com o fim das reservas bancárias, os bancos são mais resilientes, as corridas bancárias deixam de ser um problema.</p>
<p>Com o surgimento dos <em>smartcontracts</em> nas <em>blockchains</em>, o crédito entrou numa nova era, é uma revolução mas ainda tem algumas limitações, sobretudo no colateral. Os bancos vão desempenhar um papel fundamental, vão avaliar e fazer a guarda dos colaterais, será criado um <em>token</em> RWA.</p>
<h2>RWA</h2>
<p>Os Real World Assets (RWA) ainda está numa fase inicial, mas será um filão para os bancos.</p>
<p>No último ano surgiram inúmeros projetos de <em>tokens</em> de RWA, é uma nova moda, são <em>tokens</em> de governança, eu não acredito neste tipo de produto. São autênticos scans, não têm qualquer valor. Isto é algo muito recorrente no mundo cripto, pegam num conceito muito interessante, útil para a sociedade, mas depois desvirtuam por completo o conceito inicial, com o único intuito de enriquecer, é a ganância no estado puro. Um bom exemplo são os NFTs, é uma tecnologia interessante para os certificados de autenticidade ou para ingressos. O objectivo é garantir prevenir a contrafacção, mas os degenerados transformam os NFTs num produto de especuladores, uma via para enriquecer. O mesmo acontece com estes RWAs, é sobretudo <em>tokens</em> de governança, sem qualquer valor, pura especulação.</p>
<p>Os RWAs que eu acredito, que terão valor, na prática são garantias bancárias ou hipotecas (de um bem móvel ou imóvel), ações, título do governo, em formato digital, um <em>token</em>. São <em>tokens</em> emitidos e geridos por uma entidade centralizada, sobretudo bancos. Cada <em>token</em> corresponde a um ativo real/físico. Esta entidade fará a avaliação, a guarda desse ativo real e cria esse <em>token</em> e fará a sua gestão, é a segurança jurídica.</p>
<p>Vamos a dois exemplos concretos: Um caso, pode ser uma garantia bancária digital, em formato <em>token</em>. Depositamos 10.000€ no banco, é um criada uma garantia bancária digital (<em>token</em>) nesse valor.</p>
<p>Outro caso, eu tenho um quadro/pintura, é avaliado, é criado um <em>token</em>. O quadro ficará à guarda do banco, é uma hipoteca.</p>
<p>Qual a vantagem destes RWAs?</p>
<p>Com eles é possível fazer <em>smartcontracts</em> e utilizá-lo como colateral, existe uma infindável possibilidade, a principal será para contratos de créditos. Em caso de incumprimento do contrato, o credor vai exercer o direito ao colateral ao banco, o banco será a segurança jurídica, um intermédio de confiança.</p>
<p>Em nenhum momento, estes <em>tokens</em> valorizam, o valor está no bem físico que representam. Infelizmente o que está a ser criado agora, não faz sentido, não é necessário criar <em>blockchains</em> exclusivas, também não é necessário criar um <em>token</em> nativo para essas <em>blockchains</em>. Os degenerados só querem produtos especulativos, mas eu ainda tenho a esperança que isto seja corrigido, os verdadeiros NFTs e RWAs vão dominar.</p>
<h1>Crédito colateralizados em Bitcoin</h1>
<p>Os créditos colateralizados em Bitcoin é uma ideia que circula muito na comunidade de bitcoiners maximalistas, como uma possibilidade para o futuro. Em vez de vender o BTCs, as pessoas vivem de créditos colateralizados em BTC, que são renovados perpetuamente, por isso eu gosto de os chamar créditos perpétuos.</p>
<p>Como funciona?</p>
<p>Consiste em pedir crédito com colateral em BTCs, quando a maturidade terminar, será pago com um novo crédito. Como o Bitcoin valoriza mais que o FIAT ao longo do tempo, o colateral necessário será cada vez menor.</p>
<p>Exemplo:</p>
<ul>
<li>Fazer um crédito de 30.000€, com uma maturidade a 4 anos, com um colateral de 1 BTC (o dobro, BTC=60.000€).</li>
<li>Passado os 4 anos, a maturidade termina e o bitcoin vale 120.000€. É feito um novo crédito idêntico, mas com um colateral de 0.5 BTC.</li>
<li>Passado outros 4 anos, o BTC já vale 240.000€, é realizado um novo crédito mas com um colateral de 0.25 BTC. Esta operação pode ser repetida infinitamente, com o passar do tempo, o colateral será cada vez menor.</li>
</ul>
<p>Para uma melhor compreensão do exemplo, eu simplifiquei ao máximo a ideia, porque nestas equações falta incluir a taxa de juro da instituição de crédito e outros custos da operação.</p>
<p>Em teoria, esta engenharia financeira funciona, desde que a valorização do Bitcoin contra o FIAT, seja superior aos custos do crédito.</p>
<p>Posso estar errado, mas esta engenharia financeira, apenas é viável quando a unidade de conta é uma moeda FIAT. Existem bitcoiners que desejam um mundo bitcoinizado e ao mesmo tempo querem usufruir destes créditos perpétuos, no meu ponto de vista não é possível acontecer os dois em simultâneo.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Eu tenho muitas dúvidas, mas uma coisa é certa, o crédito nunca estará ameaçado, existirá sempre a possibilidade de realizar crédito. As alterações mais profundas apenas ocorrerão com o fim da reserva fracionária, mesmo nessa situação, existirá, mas será sempre mais responsável. Esta é a palavra chave, o que falta ao atual sistema, RESPONSABILIDADE.</p>
<p>Este sistema monetário está caduco, mas como um dos principais benefícios são os políticos, eles não fazem nada para mudar, pelo contrário, vão/estão a fazer tudo para o manter. Os políticos têm que ser mais responsáveis, aprender a viver com menos e não hipotecar o futuro dos seus netos.</p>
<p>Eu ainda tenho muitas dúvidas, se alguma vez, o padrão Bitcoin na sua plenitude vai acontecer, pelo menos, eu acredito não estar vivo nesse momento. Os políticos vão fazer tudo para procrastinar, só dentro de muitas décadas a mudança poderá ocorrer. Os políticos são idiotas, mas são extremamente camaleônicos, vão se adaptar para se manter no poder, é a luta pela sobrevivência.</p>
<p>A mudança começa em cada um de nós, se a maioria mudar, a sociedade muda. Necessitamos de uma população com uma preferência temporal mais baixa, menos consumista.</p>
<p>O Bitcoin, primeiro muda o nosso eu, a nossa maneira de ver o mundo, só depois mudar a sociedade.</p>
<p>Fix the money, Fix the World!</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Bitcoin e Bolsas de valores]]></title>
      <description><![CDATA[Bitcoin e a coexistência com bolsas de valores, no presente e no futuro.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Bitcoin e a coexistência com bolsas de valores, no presente e no futuro.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 10 Jul 2024 09:28:43 GMT</pubDate>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vamos para uma reflexão mais sensível, sobretudo para uma facção mais tóxica de maximalistas, a bolsa de valores. Essa facção gosta de intitular o bolsa de valores/mercado de capitais como um <em>scam</em>, gosta de comparar a valorização do Bitcoin, com a valorização das ações.</p>
<p>Mas os dois são incomparáveis, têm objetivos completamente diferentes, um é poupança, o outro é investimento. É claro que no curto prazo, o Bitcoin está a valorizar mais que os mercados de capitais, mas isto é algo circunstancial/temporário, porque o Bitcoin está a monetizar.</p>
<p>O Bitcoin ainda tem um <em>market cap</em> pequeno, quanto mais cresce, menos volátil será, é natural com o tempo, a valorização do Bitcoin será menor. Aquelas valorizações de 1000% num curto espaço de tempo, nunca mais vão acontecer, e é bom que não volte a acontecer, é sinal que a adopção está a avançar bem e gradual.</p>
<p>Quando existe uma valorização muito expressiva em pouco tempo, é inevitável, posteriormente uma forte correção, foi o que aconteceu nos primeiros ciclos do Bitcoin. Com o passar do tempo, a volatilidade está a diminuir, sobe menos, consequentemente as correções serão menores, esta estabilidade é fundamental para a aceleração da adoção do Bitcoin como moeda em todo o mundo.</p>
<p>A fraca volatilidade é boa para o Bitcoin como moeda e como reserva de valor, mas para quem usa como um meio especulativo, para enriquecer, vai deixar de ser tão atrativo. Por o Bitcoin ter atualmente uma valorização superior à bolsa de valores, não significa que o mercado de capitais seja um <em>scam</em>.</p>
<p>Em suma, a longo prazo o Bitcoin será um ativo apenas para manter o poder de compra, sendo mais rentável (para um especulador) investir em algumas empresas. Mas isto é a natureza do Bitcoin, Bitcoin não é para investir, mas sim poupar.</p>
<h1>A Distorção</h1>
<p>Isto significa que as bolsas de valores, <em>per se</em> não são um mau “produto”, são apenas vítimas da desastrosas políticas monetárias(doença), das constantes desvalorização da moeda. Mas o Bitcoin vai trazer verdade ao mundo económico, sem a possibilidade da inflação monetária vai ser possível ver realmente quais são as ações que valorizam e quais desvalorizam. Atualmente devido à inflação é muito complicado distinguir quais são as boas e más empresas, porque todas elas nominalmente sobem.</p>
<p>Um bom exemplo é a bolsa brasileira, para quem olha para o gráfico em reais (linha azul), está em máximos históricos, mas com valores em dólares (linha laranja), o resultado é totalmente oposto, está em mínimos.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/a565f0c5fad28faa8e2a344db1cea5e93ff7a4c165be83c62c488ecee9bc87a7.jpg" alt="image"></p>
<p>As pessoas que investiram à uma década estão a perder poder de compra, mas elas acreditam que estão a ganhar, é a ilusão da inflação. E os valores ainda são piores do que demonstra o gráfico, porque o dólar também teve uma forte desvalorização neste período, que não foi contabilizado.</p>
<p>No caso da Europa e EUA, é um pouco diferente, porque existem algumas ações que conseguem manter ou superar a taxa de inflação, mas são uma minoria. A maior parte são ações <em>zombi</em>, onde as pessoas investem mas perdem poder de compra anualmente, sem se aperceber disso. Numa economia em padrão Bitcoin vai trazer verdade, vai separar o trigo do joio, qualquer pessoa sem grandes conhecimentos, vai facilmente observar quais são as empresas boas.</p>
<p>Curiosamente, empresas/ações que hoje em dia não conseguem ter uma valorização superior à inflação (valorização real), no padrão Bitcoin vão se tornar rentáveis, vai gerar um fenómeno interessante. Como no caso do Brasil, existem muitas empresas que crescem, que têm muitos lucros, só que a valorização não é visível em dólares devido à desvalorização do real. Como a desvalorização do real é superior ao crescimento da empresa, a valorização das ações em dólares fica negativa, mas num padrão Bitcoin essas mesmas empresas passariam a ter uma valorização real.</p>
<p>Num mundo em padrão Bitcoin, as bolsas de valores terão um papel fundamental na economia. O crédito barato dos bancos comerciais que o dinheiro FIAT permite, já não estará disponível para as empresas, estas terão que se financiar com obrigações ou nos mercados de capitais.</p>
<h2>Classes de ativos</h2>
<p>Os mercados de capitais/bolsas de valores não são a origem do problema, sofrem de um sintoma gerado por uma doença muito superior, a moeda e a sua política monetária. Como a moeda é fulcral, é o sangue que circula por todo o lado, como o sistema <em>keynesiano</em> “envenena” a moeda, provoca uma distorção em toda a sociedade e na economia.</p>
<p>As principais classes de ativos, na teoria, repito na teoria, deveriam ser divididas consoante o risco inerente.</p>
<ul>
<li>Moeda: risco nulo</li>
<li>Bonds/dívida soberana: risco baixo</li>
<li>Mercado de capitais: risco elevado</li>
</ul>
<p>Quanto maior for o risco, maior é a possibilidade de retorno. Assim a moeda teria um retorno zero, é um ativo de poupança puro, não tem o objetivo de aumentar mas sim apenas de preservar a riqueza.</p>
<p>No lado oposto temos o mercado de capitais, onde o risco é elevado, mas existe a possibilidade de ter lucros elevados também. É o local ideal para os especuladores, para quem quer aumentar a sua riqueza. As Bonds são um ativo intermédio, de baixo risco, logo um retorno é baixo.</p>
<p>Só que isto apenas acontece na teoria, porque na prática, devido ao sistema keynesiano distorceu por completo as classes de ativos, com as consecutivas desvalorização de moeda. A moeda deixou de ser um meio de poupança, porque está constantemente a perder poder de compra. Isto obrigou as pessoas a aderirem a ativos com maior risco para não perder a sua poupança.</p>
<p>As pessoas são obrigadas a ser especuladores (bonds, mercado de capitais), perderam o direito de ser simplesmente poupadores. Os poupadores têm o direito a um ativo com zero risco, nem toda a gente quer aumentar o seu património, querem apenas preservar o seu dinheiro, ganho através do seu suor, não querem nem mais um cêntimo, querem ter uma vida tranquila. Atualmente essas pessoas estão impedidas, são obrigadas a ser especuladores ou então estão constantemente a perder poder de compra. A desvalorização da moeda é tal dimensão, que os bonds que deveriam dar uma remuneração baixa, atualmente tem uma remuneração negativa. No mercado de capitais, são poucas as empresas que têm uma remuneração superior à inflação, na sua generalidade, as pessoas que investem nestes ativos estão a empobrecer lentamente.</p>
<p>Além destas 3 classes de ativos, distorceu fortemente o mercado imobiliário. O propósito das casas é ser um local de residência das pessoas, devendo ser acessível a toda a população. Esta distorção, transformou o imobiliário num meio de proteção contra a inflação, um produto financeiro, gerando uma procura elevada, criando enormes bolhas. Além de milhões de pessoas ficarem sem acesso a uma habitação digna.</p>
<p>Fix the Money. Fix the World.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Hoje vamos para uma reflexão mais sensível, sobretudo para uma facção mais tóxica de maximalistas, a bolsa de valores. Essa facção gosta de intitular o bolsa de valores/mercado de capitais como um <em>scam</em>, gosta de comparar a valorização do Bitcoin, com a valorização das ações.</p>
<p>Mas os dois são incomparáveis, têm objetivos completamente diferentes, um é poupança, o outro é investimento. É claro que no curto prazo, o Bitcoin está a valorizar mais que os mercados de capitais, mas isto é algo circunstancial/temporário, porque o Bitcoin está a monetizar.</p>
<p>O Bitcoin ainda tem um <em>market cap</em> pequeno, quanto mais cresce, menos volátil será, é natural com o tempo, a valorização do Bitcoin será menor. Aquelas valorizações de 1000% num curto espaço de tempo, nunca mais vão acontecer, e é bom que não volte a acontecer, é sinal que a adopção está a avançar bem e gradual.</p>
<p>Quando existe uma valorização muito expressiva em pouco tempo, é inevitável, posteriormente uma forte correção, foi o que aconteceu nos primeiros ciclos do Bitcoin. Com o passar do tempo, a volatilidade está a diminuir, sobe menos, consequentemente as correções serão menores, esta estabilidade é fundamental para a aceleração da adoção do Bitcoin como moeda em todo o mundo.</p>
<p>A fraca volatilidade é boa para o Bitcoin como moeda e como reserva de valor, mas para quem usa como um meio especulativo, para enriquecer, vai deixar de ser tão atrativo. Por o Bitcoin ter atualmente uma valorização superior à bolsa de valores, não significa que o mercado de capitais seja um <em>scam</em>.</p>
<p>Em suma, a longo prazo o Bitcoin será um ativo apenas para manter o poder de compra, sendo mais rentável (para um especulador) investir em algumas empresas. Mas isto é a natureza do Bitcoin, Bitcoin não é para investir, mas sim poupar.</p>
<h1>A Distorção</h1>
<p>Isto significa que as bolsas de valores, <em>per se</em> não são um mau “produto”, são apenas vítimas da desastrosas políticas monetárias(doença), das constantes desvalorização da moeda. Mas o Bitcoin vai trazer verdade ao mundo económico, sem a possibilidade da inflação monetária vai ser possível ver realmente quais são as ações que valorizam e quais desvalorizam. Atualmente devido à inflação é muito complicado distinguir quais são as boas e más empresas, porque todas elas nominalmente sobem.</p>
<p>Um bom exemplo é a bolsa brasileira, para quem olha para o gráfico em reais (linha azul), está em máximos históricos, mas com valores em dólares (linha laranja), o resultado é totalmente oposto, está em mínimos.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/a565f0c5fad28faa8e2a344db1cea5e93ff7a4c165be83c62c488ecee9bc87a7.jpg" alt="image"></p>
<p>As pessoas que investiram à uma década estão a perder poder de compra, mas elas acreditam que estão a ganhar, é a ilusão da inflação. E os valores ainda são piores do que demonstra o gráfico, porque o dólar também teve uma forte desvalorização neste período, que não foi contabilizado.</p>
<p>No caso da Europa e EUA, é um pouco diferente, porque existem algumas ações que conseguem manter ou superar a taxa de inflação, mas são uma minoria. A maior parte são ações <em>zombi</em>, onde as pessoas investem mas perdem poder de compra anualmente, sem se aperceber disso. Numa economia em padrão Bitcoin vai trazer verdade, vai separar o trigo do joio, qualquer pessoa sem grandes conhecimentos, vai facilmente observar quais são as empresas boas.</p>
<p>Curiosamente, empresas/ações que hoje em dia não conseguem ter uma valorização superior à inflação (valorização real), no padrão Bitcoin vão se tornar rentáveis, vai gerar um fenómeno interessante. Como no caso do Brasil, existem muitas empresas que crescem, que têm muitos lucros, só que a valorização não é visível em dólares devido à desvalorização do real. Como a desvalorização do real é superior ao crescimento da empresa, a valorização das ações em dólares fica negativa, mas num padrão Bitcoin essas mesmas empresas passariam a ter uma valorização real.</p>
<p>Num mundo em padrão Bitcoin, as bolsas de valores terão um papel fundamental na economia. O crédito barato dos bancos comerciais que o dinheiro FIAT permite, já não estará disponível para as empresas, estas terão que se financiar com obrigações ou nos mercados de capitais.</p>
<h2>Classes de ativos</h2>
<p>Os mercados de capitais/bolsas de valores não são a origem do problema, sofrem de um sintoma gerado por uma doença muito superior, a moeda e a sua política monetária. Como a moeda é fulcral, é o sangue que circula por todo o lado, como o sistema <em>keynesiano</em> “envenena” a moeda, provoca uma distorção em toda a sociedade e na economia.</p>
<p>As principais classes de ativos, na teoria, repito na teoria, deveriam ser divididas consoante o risco inerente.</p>
<ul>
<li>Moeda: risco nulo</li>
<li>Bonds/dívida soberana: risco baixo</li>
<li>Mercado de capitais: risco elevado</li>
</ul>
<p>Quanto maior for o risco, maior é a possibilidade de retorno. Assim a moeda teria um retorno zero, é um ativo de poupança puro, não tem o objetivo de aumentar mas sim apenas de preservar a riqueza.</p>
<p>No lado oposto temos o mercado de capitais, onde o risco é elevado, mas existe a possibilidade de ter lucros elevados também. É o local ideal para os especuladores, para quem quer aumentar a sua riqueza. As Bonds são um ativo intermédio, de baixo risco, logo um retorno é baixo.</p>
<p>Só que isto apenas acontece na teoria, porque na prática, devido ao sistema keynesiano distorceu por completo as classes de ativos, com as consecutivas desvalorização de moeda. A moeda deixou de ser um meio de poupança, porque está constantemente a perder poder de compra. Isto obrigou as pessoas a aderirem a ativos com maior risco para não perder a sua poupança.</p>
<p>As pessoas são obrigadas a ser especuladores (bonds, mercado de capitais), perderam o direito de ser simplesmente poupadores. Os poupadores têm o direito a um ativo com zero risco, nem toda a gente quer aumentar o seu património, querem apenas preservar o seu dinheiro, ganho através do seu suor, não querem nem mais um cêntimo, querem ter uma vida tranquila. Atualmente essas pessoas estão impedidas, são obrigadas a ser especuladores ou então estão constantemente a perder poder de compra. A desvalorização da moeda é tal dimensão, que os bonds que deveriam dar uma remuneração baixa, atualmente tem uma remuneração negativa. No mercado de capitais, são poucas as empresas que têm uma remuneração superior à inflação, na sua generalidade, as pessoas que investem nestes ativos estão a empobrecer lentamente.</p>
<p>Além destas 3 classes de ativos, distorceu fortemente o mercado imobiliário. O propósito das casas é ser um local de residência das pessoas, devendo ser acessível a toda a população. Esta distorção, transformou o imobiliário num meio de proteção contra a inflação, um produto financeiro, gerando uma procura elevada, criando enormes bolhas. Além de milhões de pessoas ficarem sem acesso a uma habitação digna.</p>
<p>Fix the Money. Fix the World.</p>
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      <title><![CDATA[Onde...]]></title>
      <description><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 05 Jul 2024 16:05:42 GMT</pubDate>
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      <category>Sociedade</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Palavras, leva-as o vento]]></title>
      <description><![CDATA[O recente volte-face no discurso de Donald Trump, desde do cripto à liberdade.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[O recente volte-face no discurso de Donald Trump, desde do cripto à liberdade.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 26 May 2024 10:52:08 GMT</pubDate>
      <link>https://compilados.npub.pro/post/3z6sdame3nop2kknwrkla/</link>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias, Donald Trump tem demonstrado apoio ao <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Eu tenho muitas dúvidas sobre esta repentina mudança de opinião, Trump não dá ponto sem nó. Não devem passar de meras promessa eleitorais.</p>
<p>Ele ao mesmo tempo continua a dizer que fará tudo para defender o dólar, ele é muito protecionista da economia dos EUA. Mas ao defender o Bitcoin entra em contradição com a defesa do dólar, porque são dois coisas antagónicas.</p>
<p>Donald Trump na Convenção Nacional Libertária:</p>
<blockquote>
<p>"I will ensure that the future of crypto and <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> will be made in the USA…I will support the right to self custody to the nations 50 million crypto holders."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Vou garantir que o futuro da criptografia e <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> será feito nos EUA… Apoiarei o direito à autocustódia para os 50 milhões de detentores de criptografia da nação."</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606"><a href="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606">https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606</a></np-embed></p>
<hr>
<blockquote>
<p>"I will keep Elizabeth Warren and her goons away from your <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> and I will never allow the creation of a CBDC"</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Vou manter Elizabeth Warren e seus capangas longe de você <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> e nunca permitirei a criação de um CBDC”</p>
</blockquote>
<hr>
<p>Trump promete comutar a sentença de Ross Ulbricht se for eleito presidente.</p>
<blockquote>
<p>"He's already served 11 years. We're going to get him home."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Ele já cumpriu 11 anos. Vamos levá-lo para casa."</p>
</blockquote>
<p>Curiosamente quando Trump foi presidente dos EUA, tinha a possibilidade mas nunca comutou Ulbricht ou o Assange. Nestes 4 anos, nada mudou no caso do Ulbricht, está tudo igual, o porquê desta mudança repentina de opinião?</p>
<p>Trump é político puro, possivelmente é apenas uma promessa eleitoral, depois de eleito será tudo esquecido. Isto são apenas palavras para cativar um eleitorado jovem e 50 milhões já é uma percentagem relevante.</p>
<p>Palavras, leva-as o vento...</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos dias, Donald Trump tem demonstrado apoio ao <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Eu tenho muitas dúvidas sobre esta repentina mudança de opinião, Trump não dá ponto sem nó. Não devem passar de meras promessa eleitorais.</p>
<p>Ele ao mesmo tempo continua a dizer que fará tudo para defender o dólar, ele é muito protecionista da economia dos EUA. Mas ao defender o Bitcoin entra em contradição com a defesa do dólar, porque são dois coisas antagónicas.</p>
<p>Donald Trump na Convenção Nacional Libertária:</p>
<blockquote>
<p>"I will ensure that the future of crypto and <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> will be made in the USA…I will support the right to self custody to the nations 50 million crypto holders."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Vou garantir que o futuro da criptografia e <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> será feito nos EUA… Apoiarei o direito à autocustódia para os 50 milhões de detentores de criptografia da nação."</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606"><a href="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606">https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606</a></np-embed></p>
<hr>
<blockquote>
<p>"I will keep Elizabeth Warren and her goons away from your <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> and I will never allow the creation of a CBDC"</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Vou manter Elizabeth Warren e seus capangas longe de você <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> e nunca permitirei a criação de um CBDC”</p>
</blockquote>
<hr>
<p>Trump promete comutar a sentença de Ross Ulbricht se for eleito presidente.</p>
<blockquote>
<p>"He's already served 11 years. We're going to get him home."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Ele já cumpriu 11 anos. Vamos levá-lo para casa."</p>
</blockquote>
<p>Curiosamente quando Trump foi presidente dos EUA, tinha a possibilidade mas nunca comutou Ulbricht ou o Assange. Nestes 4 anos, nada mudou no caso do Ulbricht, está tudo igual, o porquê desta mudança repentina de opinião?</p>
<p>Trump é político puro, possivelmente é apenas uma promessa eleitoral, depois de eleito será tudo esquecido. Isto são apenas palavras para cativar um eleitorado jovem e 50 milhões já é uma percentagem relevante.</p>
<p>Palavras, leva-as o vento...</p>
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      <title><![CDATA[De Bogalho a Paupério]]></title>
      <description><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 14 May 2024 15:49:43 GMT</pubDate>
      <link>https://compilados.npub.pro/post/9uqa9glrufcxqtqspwrqo/</link>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
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<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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